29.12.08

Exclamada

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Estou exclamada. Verdadeiramente exclamada. Vamos por pontos… sem serem os de exclamação… Natal: A véspera de Natal foi absolutamente fantástica. Não sei o que deu à minha gente lá de casa, mas este ano virámos tudo de pernas para o ar, pintámos a manta, cagámos por completo no que não interessa e houve divertimento (palavra nunca dantes associada à coisa…). Comemos, bebemos, cantámos (exclamação, exclamação, exclamação), rimos… Admito que foi tudo quanto eu não estava à espera (e ainda bem… oh vosso deus, ainda bem). Não houve presentes como nos outros anos. Não houve trocas e explicações e “tenho aqui o recibo se não gostares para poderes ir trocar”… Nada disso. Para além disso, tive o prazer de ter feito e ter recebido a companhia de alguém que trouxe uma luz especial à coisa. Uma espécie de Anjo da Guarda distante que comeu e bebeu connosco, que riu das nossas parvoeiras e que fez rir das dele (e não, não me estou a passar para o outro lado… não me estou a transformar num ser metafisicamente disposto a acreditar nos impalpáveis da vida… nada disso… Foi tudo real e bem real, mesmo que eu aqui adorne a coisa de outra forma). Foi bom. Muito BOM. Mesmo BOM. Mudando de ponto… Esta época é propícia a balanços e a avaliações e a desejos e a melhorias e a promessas… Nunca fui muito dessas coisas, nem nesta altura nem noutras. O ano passado, na altura do ano novo, decidi que tinha de decidir sobre uma data de coisas e até deixei aqui algumas delas… Tentei entrar na onda mas a água estava fria e para uma friorenta como eu, água fria impede-me de nadar. Azar. Fico na areia. [Há uns meses atrás, queria muito que 2008 terminasse. Se pudesse, teria terminado o ano mais cedo para poder enterrá-lo e esquecê-lo o mais rapidamente possível (como se isso mudasse alguma coisa). Agora, neste momento, não quero isso. 2008 pode ter sido um ano de bosta em certos (muitos, demasiados até) aspectos, mas, noutros foi tudo quanto eu estava a precisar (como dizia a velhota do Never Ending Story – It has to hurt if it’s to heal).] Não faço balanços (formais e pensados) nem quero desejos para o futuro (pelo menos não daqueles tipo lista…). Aceito o que foi (demorou mas consegui). Aceito o que virá (por muito que demore, não tenho pressa). Aceito tudo pelo que foi e é e não quero balanços disto ou daquilo porque sei que há coisas que não se repetirão (são contextuais, pertencem a uma realidade que já foi… e não voltará), sei que há outras que são impossíveis de prever (por isso nem me preocupo com elas) e sei que há outras ainda que me hão-de vir ter às mãos porque é assim que tem de ser (por isso, e da mesma forma, também não me preocupo). Sei ainda que há outras em relação às quais irei atrás e que hei-de agarrar com unhas e dentes porque é assim que tem de ser (sabendo disto, também não me vou preocupar). Simples. Talvez esteja mais numa de encerramentos e inícios… e não balanços. Acho que é mais por aí (mesmo que isto para vocês seja contraditório, para mim não é). Porra, esta cabecinha pensadora ganhou direito a descanso, este corpinho ganhou direito a não levar mais pancada, esta alminha merece um cadito de sossego. Por tudo isto, por todo este devaneio ou delírio, digo apenas que desejo o que vier. Aceito. Pronto. Seja em 2009, seja amanhã, seja quando for. Ficam apenas umas mensagens para o universo… Deixo um sincero agradecimento a todos os que fazem parte da minha vida e que me deixam fazer parte da deles. Apenas posso pedir desculpa aos bons por em certas alturas não ter dado o devido valor, e desculpa aos maus por em certas alturas ter dado demasiado (roubaram-me aos bons… não me perdoo) fazendo com que pensassem que mereciam isso de mim. Peço desculpa pelo equívoco. Deixo também um sincero agradecimento a todas as surpresas boas que tive e a todas as oportunidades que tive e aproveitei para poder proporcionar isso a quem eu quero bem. A todos, sem excepção de qualquer tipo ou espécie, desejo que saibam escolher bem os vossos desejos e que depois saibam ainda melhor como os conseguir. Nada como imaginar o possível, ir atrás do alcançável, conseguir o que queremos e precisamos (mesmo que não coincidam), sonhar com o que sabemos conseguir com um pouco de esforço. Desejo-vos isso. A uma pessoa em particular, desejo isto e muito mais. Desejo pés na terra e asas nas costas. Desejo sol na cara e brisa no cabelo. Desejo voos altos e aterragens suaves. Desejo gritos de alegria e gargalhadas de felicidade. Desejo cócegas para avivar os pensamentos bons e esquecer os maus. Desejo lembranças e recordações que fazem o hoje valer a pena. Desejo o mundo. Este e o outro. Pelo bem que me fez e faz, mas principalmente por eu agora ser melhor por ter dado e recebido. Exclamada. Verdadeiramente exclamada.

23.12.08

Feliz Natal… Yeah, yeah, yeah

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Sou só eu a pensar isto ou agora virou moda falar mal do Natal? Se calhar sou só eu… Ele é escárnio, atestados de falta de moralidade, atestados de hipocrisia, gritos de “são uns cínicos”, “são uns devassos da moral e bons costumes”, “é tudo uma cambada de metidos a capitalistas!”, “é o reino do consumismo!”, “ninguém liga a ninguém, só às prendas!!” … blah, blah, blah. Será que as pessoas que apregoam os males do Natal também vão e doam o subsídio natalício para causas “maiores” como seja a fome no mundo? A Sida em África? Os sem-abrigo de Portugal? Já que passam a vida a reclamar de dinheiro mal gasto, intenções mal demonstradas e consciências pouco pesadas, podiam fazer a sua quota parte… Não, claro que não. Pegam no dinheirito, enfiam-se num centro comercial, escolhem as prendas enquanto maldizem toda esta época (e enquanto assobiam uma qualquer melodia melosa natalícia do Michael Bolton…), compram primeiro as deles e depois, na noite de 24, enchem o bandulho e ficam tristes se por acaso as prendas escolhidas a dedo (toma!!) não são recebidas com sorrisos rasgados e braços abertos. Isso é hipocrisia. Isso é cinismo. É dizer mal mas depois ser o primeiro da fila. É encher os ouvidos dos outros com merdas sem jeito sobre tudo quanto se passa no resto do ano ser uma merda e depois ser o primeiro a dar aquele abraço à tia que veio da Frânça porque ela até trás uma lembrança para os putos ou a tirar dias de férias para ir às compras à vontade e fazer 300 kms para depois reclamar de ser ter feito 300. Ahh e tal, o Natal já não é o que era… Ahhh e tal isto é tudo uma bosta… ahhh e tal gasta-se dinheiro em tudo e mais alguma coisa… ahhh e tal as azevias fazem mal… ahhh e tal isto é só para a engorda… ahhh e tal é tudo uma cambada de mentirosos morais a teatralizarem uma noite de paz a favor do espírito natalício… Foda-se. Para mim, e como tenho dito aqui, o Natal é a melhor desculpa que uma não-crente nestas coisas de Cristo (ami-amé-amu… como diz o outro) pode ter para reunir pessoas da família e amigos e amigas que, de outra forma, não se veriam. E merda pá, não é por não se gostar e por não se querer que não se vêem as pessoas no resto ano. Às vezes não se pode mesmo. Pelo menos aqui, aproveita-se aquela cena do dar e receber para se poder dar companhia, amizade, carinho e convívio. O Natal é, para mim, uma espécie de frete em certos aspectos. É verdade. Não pelas prendas (adoro, adoro, adoro dar… e gasto a merda do dinheiro todo nos outros e compro uma prenda para mim também e gosto) mas sim por o pessoal levar esta merda demasiado a sério. É tão simples porra! Janta-se… está-se junto, rasgam-se uns papéis (se os houver) e pronto. Deseja-se um bom ano… votos de felicidades… etc… Já passou. Fazem desta merda um castigo qualquer imposto por sei lá quem (ahhh! Já sei! Pelas marcas e pelo capitalismo e pelas lojas que só querem vender…), qual chaga, mas são sempre os primeiros a dizer que sim, que vão estar lá sim senhor! Para não fazer a desfeita, né? Que penitência, bolas. Mas que raio de castigo divino é esse, oh gente crente, que vos obriga a estar onde não querem estar, com quem não querem estar a fazerem o que não querem fazer? É por essas e por outras que eu simplesmente renego e desacredito todas essas balelas religiosas (com ofensa). Admitamos, de uma vez por todas, que todos nós gostamos da porra do Natal e só andamos numa de desdenhar porque, enfim, não há mais nada para fazer e ser do contra é sempre muito mais interessante do que admitir a verdade. Vocês gostam do Natal!! Adoram-no!!! Adoram tudo quanto diga respeito ao Natal!!! As luzinhas, as estrelinhas… os pais natal pendurados das varandas!!! Até eu, que não fumo ao pé dos meus avós e tenho de ir “levar o lixo” aí umas 10 vezes na noite e dia de Natal adoro esta merda! Gostava que fosse noutros moldes, mas adoro! E não vou à missa do galinácio nem rezo nem vejo Cristo nos bolos rei nem a Maria de Belém nas postas de bacalhau! Sejam honestos! Vocês adoram e não dispensam! Vão e estão porque querem. Porque QUEREM. Deixem-se de merdas, porque como alguém algum dia disse (fui eu, pronto), deixem-se de merdas porque o mundo é belo e não custa nada admitirmos as coisas pelo que são. Merry Fuckin’ Christmas to all. Ehhhhh.

22.12.08

Agora respondo Eu

E eis que chega o momento de responder eu às perguntas para que as mesmas fiquem respondidas como deve ser. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com as vossas… Valeu o esforço! Agradeço-vos. 1. O que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo, é de:
a) Levar porrada e pedir mais – nopes…
b) Favas – nopes…
c) Dar uma tareia no sofá e adormecer enquanto vejo aquele filme que já andava para ver há sei lá quanto tempo - yeps. sou apologista de que as sestas são para ser tidas no sofá... na cama, não. fico rabugenta.
d) Andar de saltos – só quando tem mesmo de ser…
2. A minha série preferida de todos os tempos é: (aviso à navegação… esta não é fácil…)
a) Ally McBeal – adoro, mas não é a minha preferida…
b) Os Homens do Presidente – yeps. Porquê? Simples. Os diálogos são rápidos… frenéticos. A primeira vez que vi, fiquei rendida… série de qualidade, cheia e repleta. Adorava ver.
c) Alf – via quando era piquena… achava piada e até tinha um boneco da criatura… mas…
d) Televendas – ahhh…
3. A minha comida preferida é:
a) Favas – pois…
b) Camarões cozidos – pois.
c) Camarões cozidos – pois.
d) Camarões cozidos – pois.
4. A minha banda de eleição é:
a) Live - :)
b) Live - :) c) Live - :)
d) Live - :)
5. Que aspecto tenho eu?
a) Alta, 1.75m, cabelo comprido e escuro, nariz delgado, olhos verdes e uma regueifa de parar o trânsito – nopes…
b) Baixa, 1.50m, cabelo curto e claro, nariz normal, olhos claros, sardas e mamas de parar o trânsito – nopes…
c) Nem alta nem baixa (1.60m), cabelo pelos ombros meio encaracolado, nariz normal, em forma, olhos castanhos, óculos e um sorrisinho giraço – nopes… vocês são uns rotuladores do caraças… porque acharam que eu seria isto??? Caredo!!! Acham mesmo que eu seria a típica "girl nest door?" Obrigadinha...
d) 1.69, cabelo castanho claro natural (ou louro escuro natural…), curto (quase à rapaz não fosse o novo corte ser tão giro), olhos castanhos, nariz normal, sardas, meio para o magrito e mesmo que as mamas e regueifa não façam parar o trânsito, os gritos e esbracejar conseguem. – Euzinha.
6. O que é que eu pensava que queria ser quando fosse grande?
a) Advogada para poder refilar com toda a gente e ainda por cima pagarem-me – até certa idade (até perceber o que seria preciso estudar para chegar lá – oh preguicite!) era isto…
b) Arquitecta/Engenheira Civil – nunca…
c) Cabeleireira/Esteticista – muito menos…
d) Não pensava muito nisso porque tinha mais que fazer – certo. Depois do devaneio de advogada… passei para esta. Só no 12º ano, após psicotécnicos muito interessantes, decidi. E acho que decidi bem. Por enquanto, pelo menos…
7. O que eu mais gosto numa pessoa:
a) Espontaneidade – sim. Adoro.
b) Humor daqueles refinados – adoro ainda mais.
c) Que me desafie em tudo… me mantenha atenta e a pensar e viva – sim!
d) Que me bajule e me adore e me faça todas as vontades – valha-me caredo…
8. Os meus animais preferidos são:
a) Borboletas – oh pelo amor do vosso deus…
b) Golfinhos – oh caredo…
c) Póneis - ??????????
d) O Big e o X’Quim – o cão e papagaio lá de casa… sim. São os que melhor conheço e os que mais me divertem.
9. Quem é o Brutos?
a) Um Ex-Namorado – se fosse Brutus, não chegaria a ser namorado sequer…
b) O meu carrito – YES!
c) A esteticista que visito volta na vira – podia ser, mas não… muito meiguinha a senhora.
d) Quem assim justificar o nome… - também, também…
10. O que mais me atrai num Homem é:
a) As mãos, o sorriso, os olhos e a zona das ancas (não me perguntem…) – sim (mãos feias são turn-off imediato… sorriso tem de ser mais do que só a boca… olhos têm de ser mais do que para ver… e a zona das ancas… pancada. Simples.)
b) O humor, capacidade de encaixe e de estar sempre atento – sim (há certos pormenores que apanho no ar e que me fazem ver os homens de uma forma completamente diferente. Um sentido de humor refinado, finíssimo, subtil, inteligente… adoro. Raro, infelizmente…)
c) Espírito de aventura e de experimentar o novo – sim (ao menos que não diga não à primeira…)
d) Estar vivo – ajuda…
e) Ser um querido fofo que oferece flores e chocolates e poemas – eh, pá… não tenho particular gosto por flores (só se for assim uma coisa muito à frente… ramos de flores? Nopes… chocolates? Ahhh… Poemas… teria de ser algo MUITO à frente…)
f) Que cheire a cavalo e sue que nem um porco – sem comentários…
11. O que é que eu não sou capaz de fazer:
a) Comer carne de vaca – não sou capaz mas tenho “inveja” de quem consegue. Há anos que não o faço. Não gosto. Dantes sim, agora não.
b) Não mostrar a alguém que o/a acho uma seca – sim. Gosto de pensar que contribuo para a melhoria dessa gente enquanto pessoas, alertando para tal facto.
c) Andar dentro dos limites de velocidade – também. E tenho as multas para o provar.
d) Manter-me calada quando sei perfeitamente que seria essa a melhor coisa para todos – feliz ou infelizmente, sim. Mas raras vezes me arrependo…
12. O que é que eu seria perfeitamente capaz de fazer:
a) Escolher e encomendar um tapete novo e depois espetar uma mentira enorme à vendedora porque vi outro muito mais giro noutra loja… - ainda há três semanas…
b) Rir-me às gargalhadas no meio de um filme ao ponto de ter que sair por estar a incomodar o resto das pessoas que simplesmente não perceberam a piada (ou não se riram tanto) – aconteceu… quem lá esteve de certo se lembrará de uma maluca a rir-se que nem uma perdida enquanto a mandavam calar… Sou uma incompreendida…
c) Desligar dois despertadores, ter uma conversa sobre trânsito com a minha mãe e não me lembrar de nada – tão frequente que até chateia…
d) Ficar a ver televisão até às 3 da manhã porque dormir é um desperdício de tempo e porque o AXN e FOX LIFE só dão as séries boas a essa hora – tão frequente que chateia mesmo…
Perguntaram-me por prémios… O prémio são as respostas :) Parabéns a todos!!! (hihihihihihi!!!)

18.12.08

Perguntar não ofende...

imagem: google Como o prometido é de vidro (que saudades da pessoa que dizia isto...) … Vou agora deixar aqui o post potencialmente mais “perigoso” de todos (tirando aquele em que feita totó pedi para que me dessem sugestões para textos e que resultou naquela pequena pérola literária subordinada à vida de uma centopeia… Valha-me caredo).
Chegou a altura de vos desafiar, caros leitores, comentadores, amigos, amigas e outros a responderem a um questionário com perguntas parvas sobre a Je! Vamos lá ver quem anda atento… E porque é que hão-de responder a esta coisa, perguntam vocês… Ora muito bem. Porque sim. Porque é Natal. Porque eu vos estou a pedir. Não chega? Então… Porque estou DOENTE!! COFFF! COFFF!!!! COOOOOOFFFFFFF!!! Porque tenho a bimba esquerda ofendida!! Porque vocês são uns lindos e lindas que não me iriam fazer a desfeita (ai que salto para o desconhecido… eu sou, assumidamente, uma gaja que gosta de correr riscos…). Vamos lá então… (já estou a sorrir…) Jogo Colectivo para Todos Ficarmos a Saber que Nada Sabemos sobre a Autora deste Blog (nem ela...) 1. O que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo, é de: a) Levar porrada e pedir mais b) Favas c) Dar uma tareia no sofá e adormecer enquanto vejo aquele filme que já andava para ver há sei lá quanto tempo d) Andar de saltos 2. A minha série preferida de todos os tempos é: (aviso à navegação… esta não é fácil…) a) Ally McBeal b) Os Homens do Presidente c) Alf d) Televendas 3. A minha comida preferida é: a) Favas b) Camarões cozidos c) Camarões cozidos d) Camarões cozidos 4. A minha banda de eleição é: a) Live b) Live c) Live d) Live 5. Que aspecto tenho eu? a) Alta, 1.75m, cabelo comprido e escuro, nariz delgado, olhos verdes e uma regueifa de parar o trânsito b) Baixa, 1.50m, cabelo curto e claro, nariz normal, olhos claros, sardas e mamas de parar o trânsito c) Nem alta nem baixa (1.60m), cabelo pelos ombros meio encaracolado, nariz normal, em forma, olhos castanhos, óculos e um sorrisinho giraço d) 1.69, cabelo castanho claro natural (ou louro escuro natural…), curto (quase à rapaz não fosse o novo corte ser tão giro), olhos castanhos, nariz normal, sardas, meio para o magrito e mesmo que as mamas e regueifa não façam parar o trânsito, os gritos e esbracejar conseguem. 6. O que é que eu pensava que queria ser quando fosse grande? a) Advogada para poder refilar com toda a gente e ainda por cima pagarem-me b) Arquitecta/Engenheira Civil c) Cabeleireira/Esteticista d) Não pensava muito nisso porque tinha mais que fazer 7. O que eu mais gosto numa pessoa: a) Espontaneidade b) Humor daqueles refinados c) Que me desafie em tudo… me mantenha atenta e a pensar e viva d) Que me bajule e me adore e me faça todas as vontades 8. Os meus animais preferidos são: a) Borboletas b) Golfinhos c) Póneis d) O Big e o X’Quim 9. Quem é o Brutos? a) Um Ex-Namorado b) O meu carrito c) A esteticista que visito volta na vira d) Quem assim justificar o nome… 10. O que mais me atrai num Homem é: a) As mãos, o sorriso, os olhos e a zona das ancas (não me perguntem…) b) O humor, capacidade de encaixe e de estar sempre atento c) Espírito de aventura e de experimentar o novo d) Estar vivo e) Ser um querido fofo que oferece flores e chocolates e poemas f) Que cheire a cavalo e sue que nem um porco g) Respostas A, B e C h) Respostas A, D e F i) Respostas D e E 11. O que é que eu não sou capaz de fazer: a) Comer carne de vaca b) Não mostrar a alguém que o/a acho uma seca c) Andar dentro dos limites de velocidade d) Manter-me calada quando sei perfeitamente que seria essa a melhor coisa para todos 12. O que é que eu seria perfeitamente capaz de fazer: a) Escolher e encomendar um tapete novo e depois espetar uma mentira enorme à vendedora porque vi outro muito mais giro noutra loja… b) Rir-me às gargalhadas no meio de um filme ao ponto de ter que sair por estar a incomodar o resto das pessoas que simplesmente não perceberam a piada (ou não se riram tanto) c) Desligar dois despertadores, ter uma conversa sobre trânsito com a minha mãe e não me lembrar de nada d) Ficar a ver televisão até às 3 da manhã porque dormir é um desperdício de tempo e porque o AXN e FOX LIFE só dão as séries boas a essa hora E prontes. Lançadas as perguntas… Aguardo as respostas. Quem quiser acrescentar justificativos… Venham eles. Reservo-me o direito de questionar o porquê de cada resposta recebida. Aguentem-se. As melhoras para mim… ai que estou tão doente…. COFFF… respondam, vá…. COOOOFFF!!!! 13. A Me é manipuladora e faz chantagem emocional para o pessoal responder ao Joguito? a) Sim b) Tem dias c) Sim, sim d) Tadinha, está tão doente que até lhe perdoamos esta e vamos todos responder. :)

16.12.08

Desafiada K responde ao Desafio

E eis que quando menos de espera, pimba, alguém responde a um desafio… "E depois de muito andar e muito preguiçar eis que finalmente respondo, atabalhoadamente, ao desafio colocado. A foto pode ser mesmo esta:

As minhas mais sinceras desculpas pelo atraso verificado. Sem mais de momento e com os melhores cumprimentos pessoais, e na esperança da resposta ser do seu agrado, despeço-me atentamente, K, uma serva ao seu dispor ;p Beijocas de algodão doce cor-de-rosa (nunca me tinham mandado beijocas assim destas boas… bolas, pá) Banda: The Doors (já havia muito Depeche Mode por aí; além disso a imensa pluralidade de títulos musicais dos DM assustou-me tornando o desafio inexequível)

1) és homem ou mulher? You're lost little girl (vá, meio perdida)

2) descreve-te: Wishful Sinful Wild Child (mas também podiam ser parte das respostas abaixo…e já agora a The Spy e Love me two times. ah! e a Touch Me! – gosto muito de abracinhos e festinhas e miminhos…) (peço perdão pelas escolhas múltiplas porém considero-me demasiado rica e complexa para me cingir a uma única resposta; lamentamos o facto de nenhum título fazer referência à soberba)

3) o que as pessoas acham de ti? People are Strange (ou o que eu gosto de pensar que as pessoas pensam de mim…)/Love her Madly(os amigos, os grandes amigos)/Soul Kitchen

4) como descreves o teu último relacionamento: I Looked at You (e fiquei ceguinha para não variar)

5) descreve o estado actual da tua relação: I can't see your face in my mind (pois…é normal…não existes, né?)

6) onde querias estar agora? Love Street/Land Ho!

7) o que pensas a respeito do amor? You Make Me Real/Light my Fire

8) como é a tua vida? The Soft Parade/Strange Days/Ship of Fools/Waiting for the Sun (uma mistela, portanto)

9) o que pedirias se pudesses ter só um desejo? Moonlight Drive

10) escreve uma frase sábia: Take it as it comes (repetida continuamente a ver se não me esqueço…)"

Tankiu, K. :)

15.12.08

Bardajão

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O conceito de Bardajão não é recente, mas encaixa na perfeição a um sem número de gajos. Bardajão é aquele gajo com veia de pedreiro que tenta, a toda o custo, ocupar os buracos da vida com o seu sobrevalorizado e hiper-adorado instrumento. É o gajo adepto da máxima “despeja-mos” que, ao contrário das Bardajonas, não almeja o “nós”, mas sim o “ela” (ou parte dela…). É o fanático das conquistas, o viciado na caça… O adorador do prémio (mesmo que não se lembre do nome dela no minuto seguinte). Os Bardajões, neste contexto, sempre existiram… Sempre os houve. Aliás, as Mulheres sempre contaram com a existência deles… Muito antes das bonecas insufláveis made in China, já as Mulheres conheciam (e usufruíam) do conceito. Os Bardajões são os gajos aos quais se diz “Sim querido, és mesmo giro… sim coisa linda, vem ter comigo… não lindinho, não te dou o meu número…”. Os Bardajões são os gajos eternamente solteiros que têm crises existenciais quando chegam aos meados dos 30, questionando-se porque é que ninguém os quer (aqui talvez um cadito igual às Bardajonas). São os gajos hiper fashion, com lábia até aos joelhos, que ensaiam os olhares ao espelho e praticam as posições sexuais sozinhos para terem a certeza que a coisa funciona. Os Bardajões são aqueles colegas de trabalho que têm sempre uma palavrinha doce para as colegas, que as mantêm naquele clima do fode-que-não-fode para depois poderem ir adicionando nomes à lista das que “Eu até papava, mas não me apetece”. São os gajos que têm uma escala de classificação para os pormenores técnicos das gajas (mamas, cu e boca) e que sabem exactamente o que fariam com cada um desses pormenores. São aqueles gajos minimamente giros, mas com boa pinta, que fazem as mulheres em dias maus pensarem: foda-se, não presto para nada… nem o Bardajão XPTO me quer… São o conceito de “homem lenço de papel”: suja-se e deita-se fora. Os Bardajões têm a capacidade de passar a perna aos amigos… vale tudo por uma boa queca. São os que têm a capacidade de viver segundo aquela máxima de “gaja é aquela coisa toda à volta da Patareca”. Mas também são aqueles amigalhaços que os gajos gostam (invejam até…). Para as amigas (as inquecáveis por decisão delas…), os Bardajões são um brinquedo. São um case study. É o gajo com quem se desconversa. Os Bardajões, por comparação às Bardajonas, são mais dóceis. Talvez por as Mulheres os toparem à distância… talvez por ser mais difícil apanhar uma gaja pela rata do que um gajo pelos tomates… Não sei. Os Bardajões, bem vistas as coisas, são os gajos dos quais até se tem uma certa pena… Vimo-los como desprovidos de sentimentos… desprovidos de seja o que for. Existem, pronto. Digamos que são aqueles aos quais as gajas não têm receio ou problemas em dizer que a queca foi má porque sabem que isso não os atinge e porque sabem que também não será por isso que deixarão de lá ir… E depois temos os Bardajões Cabrões . Subespécie muito mais perigosa. São os que dizem às namoradas e mulheres que vão sair com os amigos… mas não vão. São os que dizem aos amigos “Namorada ou mulher tua é gajo para mim” (paneleiros … sem ofensa…). Os Bardajões são, para as Mulheres, aqueles gajos que andam permanentemente com um sinal vermelho de “Wrong Way” por cima da cabeça. As Bardajonas, por comparação, andam com o sinal vermelho noutros sítios… A culpa é dos homens… se não se focar a atenção deles como deve ser, perdem-se. E isso as Bardajonas não querem. Bem vistas as coisas, prefiro um bom Bardajão a uma má Bardajona (sempre servem para aumentar o ego num dia mau…). Mas isso sou eu que sou gaja e conheço melhor o inimigo… Afinal de contas, há uma dentro de mim. Ou não fosse eu Mulher, Filha, Amiga…

10.12.08

Bardajona

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O conceito de Bardajona é relativamente recente, mas encaixa na perfeição a um sem número de gajas. A Bardajona típica é aquela que se rege única e simplesmente pela inveja que tem dos outros (normalmente outras) e que faz tudo quanto tem a fazer para ter/fazer/ser o que essas outras têm/fazem/são. Também conhecidas por Vacas, Putas, Cabras, Putéfias e afins, são um flagelo da sociedade moderna. As Bardajonas conhecem bem o terreno que pisam. Informam-se dos pontos fracos, evitam os pontos fortes. Procuram as feridas e qual frasquinho de água oxigenada envenenado, apresentam-se como a cura para todos os males, infiltrando-se na ferida enquanto sussurram palavrinhas mansas como se não fosse nada com elas. As Bardajonas são as que choram em casa, encolhidas no sofá, por estarem sozinhas e serem vazias. São as que se levantam, maquilham, metem o tal decote em acção em saem em missão para salvar a pouca dignidade e amor-próprio que ainda lhes resta no meio das vidas abandonas, fodas mal dadas e palavras mal escutadas. São as que dão o corpo ao manifesto na esperança de que lhe peguem pelo coração e as levem ao paraíso. Normalmente levam com mãos na cara porque há alguém que as quer mandar para o inferno. São as frustradas que elogiam os namorados/maridos das outras, apelando ao ego masculino (coisinha ruim), enquanto distribuem sorrisos e arremessos de cabelo pelos ombros fora. São as que moem e destroem as defesas deles, a paciência delas e que metem um casal em alvoroço devido aos ciúmes que provocam (nas legítimas). É a senha de entrada. As Bardajonas são as que sabem que o ego feminino é também ele fraquinho. Sabem que basta uma insinuação para nessa noite haver briga entre os medos dela e a descrença dele. Sabem perfeitamente que basta um olhar mais atrevido para criar uma fissura no ar. Que basta isso para a Mulher ou Namorada entrar em modo de “Urgência”, avisando o respectivo do que a Bardajona realmente quer enquanto abana a cabeça ao ouvir as garantias ocas do respectivo. As Mulheres e Namoradas também conhecem bem o terreno… o desconforto por verem tentativas de invasão é tão forte que reagem metendo as garras de fora. Os Homens, inicialmente orgulhosos de si próprios (ego fraquinho tão facilmente satisfeito) por verem essas manifestações de ciúmes, depressa se cansam… depressa começam a virar a cabeça… depressa abrem os portões do terreno… nem que seja apenas para o campo da hipótese… depressa dão razão de ser à insegurança da respectiva (mesmo que ela inicialmente não tivesse razão nenhuma). Tudo estragado. As Bardajonas são aquelas que os Homens dizem “Foda-se! Alguma vez!!” mas que depois acabam por ser traídos pela tal coisinha ruim do ego. As Bardajonas são aquelas que as Mulheres e Namoradas olham com desprezo enquanto tremem por dentro por saberem exactamente o que as Bardajonas também sabem: os Homens são uns fracos. As Bardajonas são as que foram abandonadas pelo “amor da vida delas” ou que nunca tiveram um amor assim e rapidamente querem compensar tempo perdido, fazendo com que a única razão de viver passe a ser a busca desse amor nos “amores da vida” das outras. Os Homens são uns fracos. O amor mais fraco ainda. As Bardajonas são aquelas que são fodidas por um qualquer Homem anteriormente descrente no poder delas a toque de memórias e lembranças da Mulher ou Namorada que está algures a pensar na vida e em como tudo é maravilhoso com aquele amor da vida delas. As Bardajonas sabem que são fodidas a toque de memórias e com esperanças de esquecimento rápido. Sabem-no. Sabem que não é a cara delas que eles vêem naquele momento, que não é o toque delas que eles sentem na pele… Sabem perfeitamente. Sentem-no. Mas não faz mal. Ganharam a batalha. As Bardajonas são a versão triste e abandonada daquilo que deve (e pode, foda-se) ser uma Mulher. São as que argumentam com a honra feminina quando o Homem as larga por nunca terem tido intenções de mais nada senão uma foda noutro corpo (fracos, fracos, fracos). São as que ainda são capazes de tentar apelar ao coração dizendo que ele é igual a todos os outros que as foderam e largaram (pudera… quem pega numa pêga?). São as que deixam o carro estacionado à porta da casa deles… mesmo que não lá estejam. Sabem que pode haver quem veja… e conte… e acrescente um ponto… As Bardajonas são o lixo que sobra das Mulheres inseguras, mal amadas, mal resolvidas e mal fodidas que não gostam da vista que têm da lixeira que é a vida delas. Bardajona. Um novo conceito para designar algo que há muito que existe e que sobrevive sugando aquilo que o ser humano tem de pior: a insegurança. (post dedicado à G., que mesmo com garras e dentes e murros e pontapés e fé não conseguiu ser segura o suficiente para dois, mas que agora anda direita, segura na certeza que um amor pelo qual se tenha de lutar até à morte não é amor que valha a pena levantar um dedo sequer. Descansa, Guerreira. Descansa.)

9.12.08

Hoje é um dia especial

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Hoje é um dia especial. Os meus pais fazem 30 anos de casamento e a minha mãe faz anos. Casaram-se no dia de anos dela, há 30 anos atrás. Olhando à minha volta, sei que as únicas pessoas que conhecerei que terão oportunidade de celebrar 30 anos de casamento são as da geração deles... ou mais velhos (salvo as honrosas excepções, claro… o tempo o dirá). Vejo a relação deles com um misto de admiração, honra, orgulho, temor, respeito… um mescla de tudo. Admiração por saber que eles se aguentaram quando outros desistiram; honra e orgulho porque são meus pais, são pessoas de bem e merecem, enquanto indivíduos, celebrar estes 30 anos (e todos quanto venham ainda); temor porque sei que não é fácil e porque duvido que fosse capaz de tanto durante tanto tempo (ou talvez não) e respeito porque providenciaram-me a mim e à minha irmã uma base estável e segura com a qual sempre podemos contar quando tudo estava bem e quando tudo estava mal. Olho para eles e para o que nos “deram”, olho para as crianças “divorciadas” (modernas) de hoje e tenho pena. Dói-me o coração de pensar no que perdem, no que ganharam em troca. Tão pouco. Tanto as crianças como os adultos. Hoje é um dia especial. 30 anos são uma vida. Fica aqui o meu tributo aos meus Pais, àquela Mulher e àquele Homem que juntos me fizeram, me criaram, me educaram, me aturaram, me amam. Gostava de poder dizer que são um exemplo a seguir, mas não o vou fazer. Não são. São apenas exemplo para eles próprios. Que continuem a sê-lo, a serem felizes e a viverem a vida que livremente escolheram. Da minha parte, só tenho a agradecer. Hoje é um dia muito especial.

8.12.08

Até logo

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Quando era pequena, aí com uns 4 anos, comecei a chuchar no dedo. Lembro-me do exacto momento em que o comecei a fazer. A minha mãe tinha acabado de me tirar a minha chucha para dar à minha irmã (na altura com um aninho e pouco). Eu não gostei. Nessa noite, decidi que os fiéis substitutos seriam os meus polegares. E foram. Durante aí uns 9 anos, eu chuchava no dedo para adormecer. Era o meu sonífero. Depois de anos a ser gozada pela minha família, lá decidi que tinha de acabar com aquilo. Tinha aí uns 13 anos. Tentei tudo, mas não conseguia. Era um vício. Passei noites e noites a dormir mal, a combater a vontade de voltar ao mesmo e a ceder quando de tão cansada já não conseguia dormir. Depois, iluminada por uma ideia fantástica, comecei a usar meias nas mãos. Acordava a meio da noite a brigar com as meias. Acordava devido ao esforço que fazia para as tirar! Aumentei o grau de dificuldade… comecei a colocar elásticos nos pulsos, tornando quase impossível uma briga inconsciente em que a minha vontade ganhasse. Passei ainda mais noites mal dormidas, a acordar por me estar a esmurrar… a tentar meter o dedo na boca… Foram precisos uns bons meses até conseguir dormir como deve ser. Até conseguir adormecer sem problemas e até conseguir não ter vontade de voltar ao mesmo. Ainda recordo a sensação de conforto que associava àquele acto e às vezes tenho saudades. Não do acto, mas da capacidade de ser tão facilmente reconfortada. Lembro-me de ainda ter tentado, muito tempo depois, reproduzir o acto, mas não era a mesma coisa. Já não me sabia bem… já não tinha o mesmo gosto. Já não valia a pena ir por ali. Vício morto. Estava curada. Recentemente tive de dizer adeus a uma parte muito importante da minha vida. Nada que tivesse qualificado como sendo um vício, mas algo que eu já tinha na minha vida há algum tempo e que agora decidi não mais ter. Se quiserem, estou naquela fase de meter meias nas mãos e elásticos nos punhos. Argumentei e negociei comigo mesma. Cheguei a um montão de conclusões. Vacilei, mudei de ideias, vacilei mais, mudei de ideias ainda mais vezes e finalmente tomei uma decisão que, venha o que vier e der por onde der, só pode resultar na minha libertação definitiva do tal “vício”. Um pouco melodramático, huh? Pois… mas de que outra forma podemos nós dizer adeus a uma parte da nossa vida, a uma parte de nós, se não for assim? Se não for a toque de técnicas e ferramentas que literalmente nos impedem de continuar? Se não, nunca chega a ser um adeus, mas sim uma espécie de até logo… Acho que há por aí muita gente incapaz de dizer adeus ao que realmente precisa dizer adeus. Passam a vida numa espécie de “até logo”, deixando sempre uma porta entreaberta para o que for preciso. São os mal resolvidos e resolvidas da vida. Uma porta entreaberta deixa entrar frio. Faz corrente de ar. Deixa entrar ladrões, pó, bichos, lixo. E raramente se abre para o que esperávamos. Portas entreabertas não me servem. Estou farta de as ir espreitar. Nunca serviram. Nunca. Que se fechem as portas mal fechadas. Que se acabe com a corrente de ar. Que possa eu finalmente passar os meus dias descansada sem as ir espreitar de 5 em 5 minutos. Por causa de ter chuchado no dedo (e também por ter dado uma queda quando tinha nove anos e de ter literalmente partido a fronha toda…), tive de usar aparelho nos dentes durante uma data de anos. Tive de arrancar dentes e tudo, como se não tivesse bastado os que parti… Havia sempre qualquer coisa que me doía ou estava prestes a doer ou tinha acabado de doer. Não quero usar aparelhos nunca mais na vida. Nunca mais. Não quero estar prestes a doer, ter acabado de doer ou estar a doer ainda. Calcem-se as meias, apertem-se os elásticos, fechem-se as portas, tranquem-se as janelas. É a minha forma de dizer adeus a um pedacinho de mim que não mais consigo, posso ou quero possuir. Nem sei mais como o fazer sequer. Vou dormir. Até logo para vocês.

3.12.08

Oh Valha-me Caredo

Há pouco tempo, aderi ao Histats. É um “tracker” de visitas a sites que tem uma funcionalidade absolutamente excelente: regista as buscas feitas dizendo-nos quais as palavras utilizadas. Agora entendo o fascínio do Bagaço Amarelo (do Não Compreendo as Mulheres) em analisar e responder às fantásticas buscas que o pessoal faz na net. Por isso, aqui vai uma lista resumida das buscas que trouxeram o pessoal até aqui... - “Natal de antigamente”, “Como era o Natal de antigamente?” Ok. Tendo em conta a época e a crise, talvez o natal de antigamente ande mais na moda. Antigamente, recebia-se um chocolate no sapatinho e dava-se graça por se ter bacalhau no jantar… Hoje mete-se chocolate no bacalhau porque é “fusion” e os sapatinhos deixam-se à porta para não riscar o soalho… - “Saxo diesel meter andar mais?” Já tive um saxo… a única maneira de o meter a andar mais era nas descidas… Não sei se isto ajuda… - “Frases de merda”, “frase de bosta”, “Frases de merda”, “Merda qualquer”, “Letras e frases” Ahhh, Bingo! Vieram ao sítio certo. Tenho um sonho… que cada busca feito no Google com a palavra “merda” venha direitinha para aqui…I have a dream… - “Números da sorte para Capricórnio”, “Escorpião números da sorte”, “Números da sorte para gémeos 2009”, “Previsão astrológica de hoje”, “Previsão astrológica para hoje”, “Horóscopo do contra”, “Porque caranguejo e não carangueja”, “Horóscopo 2009 tudo o que vai acontecer”, “Números da sorte para leão”, “Porque dona caranguejo e não da carangueja?” À questão existencial sobre as caranguejas, acrescento: porquê Leão e não Leoa? Porque Balança e não Balanço?? Porquê Aquário e não Aquária??? Porquê Capricórnio e não Capricórnia?!!? Mas porquê Gémeos e não Gémeas?!?!?!?! Porque, vosso deus!?!?Porquê!?!?! - “Como se escreve tankiu” Tankiu - “Me possuiu por trás” E como é que te sentiste? Gostaste? Foi sem querer? Não? Preferes como? Isto é problema para ti? Já pensaste em falar com o teu parceiro/a sobre o assunto? Talvez hajam posições mais confortáveis… - “Mulhris” Homis - “Sons de gaja a te orgasmos” Ohhhh… uuuuu…. Siiiiiiimmmmmmm…. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii….. aaaaahhhhhh…… oh-oh-oh-oh-oh!!!!..... aaaaahhhhhhhhhhhh!!!!!!! Hmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!! Chiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!! Ahhhhhhhhh!!!! Gaaaagaaaaaahaaaaa!!!!!!!!!.... Iuuuuuuuuuuu!!!!!!! O-OH-OH-OH-OH-OOOOOHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não sei se isto serve… Funciona melhor se lido em voz alta por uma Mulhris
- "Gajas de perna aberta" A ter orgasmos ou não? De frente ou de trás? Só uma perna aberta ou as duas? Têm que ser mais específicos, porra. - "Como entrar no telemóvel de outra pessoa" Esperar que a pessoa o deixe em cima da mesa e pimba… de resto não sei. Quem souber, envie dicas por mail para podermos ajudar esta alminha. Tankiu - "Estou um pouco farta disto" A quem o dizes. Também eu, sabes? Ele é a chuva… o excesso de trabalho… a falta de tempo… Bolas. Também eu. ‘Tou contigo. - "Nesteveste" Esta deve de ter dado cabo do Google… - “Greve de 3 de Dezembro foi desconvocada?”, “A greve vai ser desconvocada?” Não. - “Mudar cor gasóleo agricula” Concordo. Há que modernizar a agricoltura… os agrociltures precisam de mudança… os tractoris também… Inicie-se já petição às gasoleoeiras para alteração da cor. Eu voto num laranja a atirar para o amarelo… Uma coisa mais leve que não pese tanto no ambiente… - “Humpf” Pffff! E agora para a busca mais bem pensada, redigida e absolutamente fantástica de todas: - “Quem imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo que os morangos não conhece nada de uvas” Aposto que os agrociltures conhecem…
Oh valha-me caredo.

27.11.08

Afinal...

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A resposta prometida pelo V. ao post anterior foi entregue… AQUI. Devo admitir que fico sempre meio admirada ou surpreendida por, de vez em quando, ver que as coisas que me passam pela cabeça não andam assim tão fora da lei, por assim dizer. Eu sou uma gaja pacata. Já fui menos, já fui mais. Sou, como ainda há pouco tempo uma amiga me disse, “muito dona do meu nariz” (pode haver quem lhe chame teimosia…). Tenho bem cientes em mim os meus valores, convicções, princípios, as minhas “causas”. Chego a roçar o boring, o previsível. Admito igualmente que cada vez mais me vejo como uma gaja meio a atirar para o “antiquado”. Exigem-me modernidade, mas eu, dado não entender muito bem o que há de “moderno” em certos comportamentos ou atitudes, mantenho sempre bem presentes as coisas que me fazem sentir segura de mim e dos outros, as coisas que me orientam e não me deixam perder o caminho. Às vezes, faço isto olhando para o que tenho, quero e sou, outras vezes olho para as outras pessoas e tento ver o que há para ver. Às vezes, sinto-me validada nas minhas crenças, outras não. Às vezes sinto-me meio perdida. Outras não. A tal fotografia dos Sábados à noite, como disse o V. no post de resposta, pode ter sido exagerada, mas é o que vejo quando pratico o meu desporto favorito de “People Watching”. E não é preciso ir a sítio nenhum num Sábado à noite para “ver” estas coisas. Existe sempre e em todo o lado. É claro que as lentes que uso (os meus tais princípios, ideais, crenças, etc.) dão ou mudam a cor do que vejo. É o que EU vejo, e não necessariamente o que há para ser visto. Ele é homens e mulheres mal casados/amados/resolvidos que leiloam um momento de honestidade sobre o que realmente querem e precisam a quem oferecer mais pelo esquecimento ou adormecimento imediato de tais problemas. Trocam o que são, querem e precisam por aquilo que uma outra pessoa qualquer lhes pode fazer sentir naquele momento em que o tal vazio está prestes a engoli-los. O abanar de mamas e coçar de virilhas são apenas elementos de sinalética que gritam uma espécie de “Salvem-me, nem que seja por minutos”. Pode não ser sempre o caso, mas… O que eu acho realmente perverso no meio disto tudo é que “antigamente” os homens eram vistos (pelas mulheres) como sendo uns cabrões por terem certos comportamentos, por terem certas atitudes, por serem capazes de dizer “Ok, já me sinto salvo o suficiente, agora pira-te que a minha mulher deve estar a chegar”. Hoje em dia, as Mulheres fazem o mesmo. E não há problema nenhum com isso! Cada cabeça, sua sentença… O perverso da questão é que as Mulheres não o admitem. Recusam admitir que o fazem, mesmo que consigam perceber que o que estão a fazer cai directamente na mesma categoria daquilo que tão vivamente criticavam nos homens. Não temos de ser melhores do que os homens (nem melhores nem piores em nada, muito menos em relação a este assunto), atribuindo causas mais nobres para justificar o que sabemos perfeitamente que faríamos de qualquer das formas, mas também não podemos negar que o fazemos exactamente da mesma forma que eles. De caçadas queixosas e infelizes no dia a seguir, passamos a caçadoras sem piedade por nada nem ninguém (muito menos por nós). Ainda nos estamos a adaptar a este “novo” papel que agora é impossível disfarçar que assumimos? É provável.
A memória é uma coisa gira. Esquecemo-nos tão rápido daquilo que não nos convém lembrar. Tão rápido. Àquilo que convém, agarramo-nos com unhas e dentes. Ao menos que sejamos capazes de admitir e viver bem com a pele que agora vestimos e começamos a mostrar. Talvez aí não seja preciso abanar tanto as mamas e as saias e decotes possam voltar ao tamanho “normal”? Talvez.

25.11.08

Oh, freguês! É pró menino e prá menina!

imagem: google Após momentos lúdicos com homens giros, giros, giros e leitores batoteiros (ainda aguardo chegada de duas respostas… se não vão responder, digam… no problem!!), voltemos ao que interessa. Há duas palavras pelas quais nutro um especial carinho: fodível e quecável.
São palavras que apenas surgem volta na vira, quando o contexto assim o exige. Não são para ser utilizadas ou pensadas de ânimo leve… são directas, objectivas e cruas. Somos fodíveis? Ou somos quecáveis? Temos dias… Todos temos pessoas para quem olhamos e pensamos “É fodível”… ou então, numa outra escala “É quecável”. Olhamos para alguém, deixamos de a ver e passamos apenas a pensar na libertação de uma vontade quase animalesca de a possuir e mais nada. Depois de possuída (se o chegar a ser sequer…), que se “despossua”. Vemos a experiência. Não a pessoa… E depois há aquelas pessoas que, sendo adeptos da publicidade radical, informam tudo e todos que elas próprias são fodíveis ou quecáveis.
Caso haja alguém distraído, elas fazem o favor de pavonear os atributos, ou falta deles, mostrando ao mundo que entre aquele bater de pestanas e uma cama, com direito a guinchos de “Siiim meu fodilhão!!”, pode ser apenas uma questão de minutos. Fico sempre cheia de curiosidade quando, por exemplo, vou a certos locais de diversão nocturna e de repente dou por mim no meio de uma espécie de guerra pelo melhor naco de carne da noite.
Adoro ver mulheres crescidas a mexerem-se como se aquilo não lhes fosse doer no dia seguinte. Adoro ver homens crescidos a distribuírem olhares previamente ensaiados ao espelho como se aquele ar de suposta sensualidade representasse o quão bom são na cama. Adoro. Já houve inclusivamente alturas em que me tive de desviar da linha de disparo de uma qualquer quarentona vestida como se tivesse vinte aninhos, não fosse a “moçoila” espalhar-se dos saltos e rasgar a mini-mini-saia enquanto tenta chamar a atenção de um qualquer puto de vinte anos a mandar atitude como se tivesse quarenta. Perigoso sair à noite. Nestes contextos, quer-se lá saber que a pessoa que ali se está a comer com os olhos seja alguém com vida, interesses, princípios, ideias… Não interessa para nada. Quer-se ser desejado. Quer-se ser olhado. Quer-se que se queira. A satisfação fica por aí (muitas ou demasiadas vezes - pelo ar com que depois se vão embora sozinhos e sozinhas, só pode…). Fica a memória daquele gajo que olhou com aqueles olhos e que ia coçando a virilha involuntariamente de propósito como quem não queria a coisa. Fica a memória da gaja que sorria insinuantemente enquanto abanava as mamas como se não houvesse amanhã. Memórias. Até mesmo os fodíveis e quecáveis que o chegam a ser ficarão apenas para a memória. Seja pela “vergonha”… pelo embaraço… pelo desconforto que vem depois… Nunca são limpas estas situações. Nunca. De tanto nos querermos sentir desejados, vendemo-nos ao desbarato. De tanto querermos desejar, compramos tudo às paletes. Não olhamos a meios. É preciso preencher o vazio. É urgente preencher o vazio. Seja como, onde e com quem for, queremos é que aquele vazio desapareça durante aqueles minutos que às vezes nos custam anos. Vale tudo. O dia seguinte, com as dores a instalarem-se, com o olhar mais manso, com o corpo mais moído, pensamos “Porra, tenho de me deixar disto…” mas voltamos, uma semana depois, para ver quem cai na rede, na certeza de que alguém o fará se não formos nós a cair primeiro. Ou não fossemos nós tão fodíveis e quecáveis como gostamos de pensar que os outros o são.

24.11.08

24º?

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Eh, pá… Sou só eu ou o facto deste homem ter sido votado o 24º mais sexy do mundo num qualquer programa sobre os sei lá quantos homens mais sexy do mundo que deu ontem à noite na televisão é a mais disforme e horrível injustiça deste mundo? Sou só eu ou nesse tipo de competição, não haveria sequer lugar a mais concorrentes? Talvez seja mesmo só eu... Fico triste.

Desafiado O Inconformado responde ao Desafio

E eis que temos mais uma resposta ao Desafio… Desta feita, d’O Inconformado (do blog "Sopa no Bidé"... Link aqui ao lado). A ele tenho também a agradecer o lindo banner novo que agora embeleza o Merda Qualquer. Ao Paco agradeço a tirada sobre as moscas ficarem… Isto do trabalho em equipa tem muito que se lhe diga.
Até agora, reina a batota nas respostas… mas que vão ficando mais interessantes, vão! Muito obrigada, Inconformado. Mesmo. Foto Individual
Banda/ artista de eleição: Depeche Mode Comentário: se for ao baú serão de certeza os Depeche Mode, agora se falarmos da “actualidade mais actual” tipo artista do mês ou coisa do género… eh pá, é complicado pois ando a ouvir tanta coisa booooa :D
És homem ou mulher? "Boys Don't Cry" (The Cure) Comentário: Gajo, pelo menos do que me recordo ter visto hoje quando tomei banho (hoje em dia uma pessoa já não sabe quando é raptada por extra-terrestres que nos operam e fazem mudanças de sexo só pelo prazer de chatear!) Descreve-te: “Everbody have fun tonight” (Wang Chung) Comentário: hmmmm… duas pernas, dois braços, ou seja, formato humanóide com umbigo, e unhas que crescem todos os dias. E ainda por cima acredito que rir é o melhor remédio! O que é que as pessoas acham de ti? “No one like You" Scorpions) Comentário: As pessoas pensam que eu sou parvo, tonto, idiota, infantil, imberbe, babaca, totó, parvo (sim… 2x), inoportuno, insensível, camelo, “inganorante” e mais uns quantos nomes que me chamam no trânsito. O que essas pessoas não sabem é que eu sou muito bom actor :D Como descreves o teu último relacionamento? “Alive and Kicking” (Simple Minds) Comentário: Doutoramento em psicologia. Digamos que conheci de perto a maior parte das patologias da actualidade. Estão a ver uma montanha-russa…? Descreve o estado da tua actual relação:I Still Haven't Found What I'm Looking For” (U2) Comentário: eh pá… qual estado? Onde querias estar agora?La Isla Bonita” (Madonna) Comentário: AQUI O que pensas a respeito do amor?Love in an elevator” (Aerosmith) Comentário: Hmmm… segundo Miguel Esteves Cardoso, o “Amor é fod*do”. Segundo o Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”. Entre as duas visões há um mar infinito de possibilidades :) Como é a tua vida?Girls on Film” (Duran Duran) Comentário: Juntando o útil ao agradável :) nada melhor que fotografar umas raparigas bem fotografadas, certo? Que pedirias se pudesses ter só um desejo:Mony Mony” (Billy Idol) Comentário: dava jeito para depois realizar muitos mais desejos daqueles bons e tal Escreve uma frase sábia: “The Sun Always Shines on TV” (A-ha) Comentário: brilha o sol e a vida é bela… na TV :)
--- Já só faltam duas… Vá gente Desafiada. Isto de Blogs participados é fixe… Tipo tempo de antena sob a forma de tortura psicológica prévia… Estou esperando… e gostando!

23.11.08

Desafiada Ana responde ao Desafio

Aqui fica a resposta da Desafiada Ana ao Desafio (terribilis) que eu fiz o favor de encaminhar… O meu grande e enorme obrigada para ti, Ana. Tankiú! --- Foto individual…. também só um parcial, mas sou euzinha!

Banda/ artista de eleição – é uma escolha difícil… mas eu vou tentar escolher um dos favoritos que tenha títulos à altura das respostas… 'xa cá bere…

The Cranberries – (Desde o primeiro dia em que os ouvi com o inigualável "Linger" que me tornei fã. De modo que escolhi esta banda para responder a este questionário) És homem ou mulher? Woman [without pride] (O único título que revela género, daí o parêntesis recto, pois o título completo é mesmo 'Woman without pride')

Descreve-te Pretty eyes (Juiz em causa própria…)

O que é que as pessoas acham de ti? The sweetest thing (Não existe uma canção sobre gente com mau feitio)

Como descreves o teu último relacionamento? Empty
Descreve o estado da tua actual relação. Uncertain
Onde querias estar agora? New New York (Entre 'Bosnia' e 'Cape Town', ainda prefiro ir ver o Ground Zero)
O que pensas a respeito do amor? Disappointment /Still can't …(recognize the way I feel) (Difícil encontrar apenas uma canção que defina a minha relação com esse conceito…)
Como é a tua vida? Dreaming my dreams / Free to decide (Mais uma vez foi muito difícil escolher apenas uma canção…)
Que pedirias se pudesses ter só um desejo. Never grow old
Escreve uma frase sábia. Wake up and smell the coffee
---
Faltam 3... vá não custa nada... Perguntem à Ana e vão ver...
Bom início de semana minha gente. Bom início de semana.

22.11.08

Desafios...

Na estreia do Il Lato Nero em desafios, também o Outra Merda Qualquer o foi. Estreia, por estreia, aqui vai.
Regras: colocar uma foto individual (fiz batota, mas sou eu… ou pelo menos parte de mim…); escolher uma banda/artista de eleição (fácil); responder às perguntas com títulos de canções da banda/artista escolhido (não tão fácil); e desafiar 4 bloguistas para passarem a outro e não ao mesmo (esta última parte, vou transgredir quase por completo…) Banda: LIVE (claro) 1) és homem ou mulher? She (começa-me a chatear esta cena do desafio)
2) descreve-te: Call me a Fool (pois claro… mau… desafios… pois)
3) o que as pessoas acham de ti? Heropsychodreamer (bem, tendo em conta as opções…)
4) como descreves o teu último relacionamento: Feel the Quiet River Rage (ok, agora estou desconfortável... as opções são tentadoras)
5) descreve o estado actual da tua relação: The Ride (de entre tantas opções, escolho a que mais correctamente diz “no comment” e a que mais correctamente me impede de escolher aí umas 20, nem que seja para vos chatear)
6) onde querias estar agora? Home (no sentido lato e puro do termo… começo a não gostar mesmo desta coisa dos desafios... para a próxima tenho mesmo de ler tudo antes de aceitar... ai...)
7) o que pensas a respeito do amor? Lightening Crashes/All I Need (ninguém disse que não podia dar duas respostas…)
8) como é a tua vida? I Alone/Meltdown/Mystery (ninguém disse que não podia dar três respostas… certo, certo seriam aí umas 6, mas pronto)
9) o que pedirias se pudesses ter só um desejo? Heaven (boa resposta esta…)
10) escreve uma frase sábia: Não aceitem desafios sem antes lerem bem as perguntas (minha); Forever may not be Long Enough (Live) - ninguém explicou de quem seria!!!! Passar o desafio? Bem…
Não passo a mais Bloguistas… sou demasiado simpática… Se quiserem, passo o desafio a: - K (ok, também tem blog… pronto…) - O Inconformado (ok, ok, também tem blog mas enfim) - Ana (visita assídua… e adoro tê-la por cá) - Zé Ramalho (idem, idem)

Respondam, se desejarem, por e-mail que eu depois publico tudo certinho direitinho... isto para quem não tem blog, claro... Se não aceitarem, penso que ninguem vos levará a mal... muito a mal, pronto... Il Lato Nero, tu pá! :) Para referência, ficam os títulos das músicas dos Live de onde tive de escolher as respostas… Cabrões…

Selling The Drama I Alone Iris Lightning Crashes Top All Over You Shit Towne T.B.D. Stage Waitress Pillar Of Davidson White, Discussion Rattlesnake Lakini's Juice Graze Century Ghost Unsheathed Insomnia And The Hole In The Universe Turn My Head Heropsychodreamer Freaks Merica Gas Hed Goes West The Dolphin's Cry The Distance Sparkle Run To The Water Sun Voodoo Lady Where Fishes Go Face And Ghost Feel The Quiet River Rage Meltdown They Stood Up For Love We Walk In The Dream Dance With You Simple Creed Deep Enough Like A Soldier People Like You Transmit Your Love Forever May Not Be Long Enough Call Me A Fool Flow The Ride Nobody Knows Ok Overcome Hero Of Love Heaven She The Sanctity Of Dreams Run Away Life Marches On Like I Do Sweet Release Every Time I See Your Face Lighthouse River Town Out To Dry Bring The People Together What Are We Fighting For? The River Mystery Get Ready Show Wings Sofia Love Shines Where Do We Go From Here Home All I Need You Are Not Alone Night Of Nights

21.11.08

Decidi

Decidi, agora mesmo, que vou mudar o aspecto aqui do Merda Qualquer. O resto mantém-se. Bom fim-de-semana, minha gente. Bom fim-de-semana.

20.11.08

Ali

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Sou Ribatejana. Quem já falou comigo, reconhece-o de imediato. Seja pelo sotaque, seja pela forma de estar, é nítido que quando estou fora do Ribatejo dizer “Eu não sou de cá” é a mais pura das verdades. Ribatejo. Terra do touro e do campino. Terra das festas bravas. Terra de uma das mais fortes tradições portuguesas. Terra dos forcados. Forcados. Enfrentam os touros, armados apenas com braços e pernas. Agarram-se àquele bicho com unhas e dentes. Sabem que a única forma de chegar ao fim é fazendo a viagem agarrados à cara do touro. Há, assim sendo, o Forcado da Cara, os Ajudas (primeiro, segundo… etc) e o Rabejador. Uma equipa que, junta, vence o medo pela união e o touro pelo peso bruto de todos aqueles corpos. Cansam-no. Cegam-no. Vencem-no. Há uns tempos atrás, estive a falar com uma amiga minha que se dizia farta de ser o Forcado da Cara. Que lhe faltava o resto do Grupo. Onde estavam os Ajudas? E o Rabejador para melhor colocar o bicho? Dizia que estava farta de ser o Forcado da Cara, o que leva com o impacto brutal de uma locomotiva versão quatro patas e que depois, sozinha, tem de amansar a fera o suficiente para se poder libertar em segurança. Disse-me, contou-me, confidenciou-me que lhe doíam cada vez mais os embates. Que já não aguentava as voltas à praça, as pancadas contra as barreiras. Que de cada vez que ajustava o barrete, preparando-se para mais uma saga, sentia-se cansada e sem forças. Isto de viver no Ribatejo permite certas analogias que, se não as percebermos e sentirmos mesmo bem, não fazem sentido. Sou Ribatejana. Tenho um orgulho muito grande de viver nesta zona de Portugal. É algo que não troco por nada. As pessoas. As gentes. O ambiente. É o sentimento “Home” que me bate em cheio de cada vez que penso na hipótese de sair daqui. No Domingo, fui fazer uma visita ao meu Avó. Ele vive numa pequena terriola a aí uns 25 kms de Samora, para os lados de Coruche. É essa a terra que me pertence de origem. É daquela terra que eu sou. Pequena e esquecida, mas forte no peito de quem a ela pertence.
Quando lá fui, estive com umas pessoas que já não via há muito tempo. Conhecem-me desde bebé. Têm um filho, 24 anos, que também estudou fora e que também trabalha fora. Conversa puxa conversa, histórias puxam histórias, novidades puxam novidades. Adorei estar com eles. Tratam-me pelo diminutivo do meu nome (poucos, muito poucos o fazem), tal como os meus avós. O filhote deles, às tantas, virou-se para mim e disse-me que tinha tido um momento na infância que o tinha marcado muito e que era comigo. Riu-se e explicou-me que foi quando um dia apareci com um boião de gel e lhe espetei o cabelo todo (tal como hoje em dia se usa…). Disse-me que ficou tão contente que sempre que se lembrava de ser pequeno, se lembrava do deslumbramento do gel, do cabelo espetado e de mim a dizer-lhe que assim é que ele ficava mesmo bem, que um dia ia ser normal andar com o cabelo assim. Fiquei tão sensibilizada por ele me ter dito aquilo, por ter percebido que aquele rapaz que não me é nada, tem lembranças que lhe são queridas e que fui eu que as criei para ele, que me vieram lágrimas aos olhos enquanto ríamos e passávamos de história em história. Às tantas, após sumário histórico dos últimos anos em que não nos vimos, disse-me que achava que isto de sermos Ribatejanos nos preparava de uma forma diferente para a vida. Que ficávamos mais preparados por comparação a quem não tem à mão as experiências que tivemos e temos. Concordei. Aconcheguei-me no braço do sofá, olhei aquelas três pessoas e senti tantas saudades daquele clima, daquele ambiente, daquele carinho, daquela vida que até sorri. Saudades boas. Das que enternecem. Home, pensei. É esta a minha gente. Eles conhecem-me. Sabem quem eu sou. Não quem eu me tornei. É aqui que me sinto em casa. Home. Por momentos, senti que tinha os primeiros e segundos ajudas atrás de mim, a segurarem-me no ar, a não permitirem que caísse, que não me perdesse da cara do touro. Por momentos, senti-me ali. Mesmo ali. Presente a cem por cento. Existi apenas eu. Apenas eu sob a forma de diminutivo. Apenas eu, sem o resto que vem atrás de mim ou à minha frente. Só eu. Não uma amostra de mim, mas sim Eu. Adorei.

19.11.08

A pedido de várias famílias...

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- Ouve lá… queres ir comigo às compras?, perguntou ele, como quem não queria a coisa. - Para comprar…?, perguntou Ela desconfiada. - Sapatos. Preciso de sapatos. Vá-lá-por-favor-vem-comigo-preciso-que-vás-vá-lá-não-digas-qe-não-vá-lá, suplicou. - Eh, pá, porra pá. Detesto ir às compras contigo. És esquisito. Demoras montes de tempo. És indeciso. Tudo te fica mal. E depois ter de carregar tudo é uma chatice. Porque não levas uns amigos teus? Hmmm? Tenho mais que fazer. Tenho de ir actualizar o meu blog “The Passaroca Knows Best”, versão portuguesa “A Passaroca Sabe Melhor”. Tenho lá uns quantos totós que aproveitam o blog como escape cobarde para as frustrações. Tenho de ir meter ordem naquilo. - Oh, pá. Mas eu não gosto de ir com eles! São piores que eu. E eu não confio na opinião deles! Vem comigo! O blog pode esperar, bolas! - Chato, pá. ‘Tá bem então. Ficas-me a dever esta. - Boa, Mariazinha!, guinchou ele enquanto a arrebanhava nos braços e a beijava. Fingido, pensou Ela. Mas não fazia mal. O blog podia esperar. Saíram e foram para o centro comercial onde tiveram que andar com cuidados especiais por causa da quantidade de gente. Como só faltavam 7 dias para o Natal, estava a abarrotar. - Vamos àquela sapataria ali. Tem umas coisas tão giras! - Mas tu nunca compras nada naquela. Dizes que a empregada é uma besta que te aleija os pés quando te tenta enfiar os sapatos! - Oh, vá lá. Têm coisas tão giras…! Váaaaaaaaa láaaaaaaa… por favooooooor!, suplicou. - És sempre a mesma coisa. Foram. Lá escolheu um par que queria experimentar. - Olhe, desculpe. Queria experimentar aquele par ali. Tem o número 42? - Olá! Tenho pois! Vou só buscar! Que cor quer?!, respondeu a empregada. - Preto. Quero preto. Mas traga também em castanho e camel. Nunca se sabe. Olhe… já agora… traga 50 pares. Quero ver como me ficam em todos os pés… desculpa lá…, disse ele. - Quer-o-quê-quantos?, exclamou a empregada - Pois. Olhe, e traga mais umas empregadas dessas suas amiguinhas. Temos de despachar aqui a coisa, se não você vai fazer horas extraordinárias 'miguinha, respondeu ele, na maior. - Oh, valha-me caredo, exclamou Ela.
- Olhe, traga lá os pares que eu já sei como enfiá-lo nos sapatos de uma só vez. É uma questão de coordenação, enfiar-lhe uma meia na boca para não fazer muito barulho e depois rezar que sirvam todos à primeira. Sabe rezar, menina? Comece já. A empregada lá foi, arrebentando balão de pastilha atrás de balão de pastilha, excitadíssima com a comissão que ia ganhar naqueles 50 pares de sapatos. Quando voltou, já Ela o tinha preparado para experimentar os sapatos. Tinha-o enrolado à volta da cintura, tipo bóia. Pediu à empregada que alinhasse os sapatos, par após par. Quando estava tudo a postos, foi desenrolando-o para cima dos sapatos. Ele, conhecedor da técnica, esticou as pernas e lá foi dando o jeito. A empregada estava contentíssima. Estava tudo a correr muito bem. - Então, gostas?, perguntou Ela. - Não sei se me ficam assim tão bem nesta cor. Acho que gostava de experimentar o castanho. Sabendo que isto ia acontecer, ela pegou nele, sacudiu-o violentamente até todos os sapatos lhe voarem dos pés. Depois repetiram o processo. - E estes?, perguntou. - Ohhh… hummm…. Não sei….. ahhhhh…. - Ouve á. Queres-te decidir se faz favor? Não podemos estar aqui até amanhã! - Achas que gosto de estar indeciso? Oh, pá. São ambos tão lindos! Não me consigo decidir!!, resmungou ele. - Já me estás a fazer lembrar aquele dia em que fomos aos correios e me obrigaste a lamber 42 selos até achares que a cor ficava bem com o envelope. Graças aos santinhos que estão a acabar com os selos lambidos. Bolas. Nada revoltada contra os CTT, eu! - Lá estás tu. Só te sabes queixar. Não entendes nada. És uma insensível!, respondeu ele, cruzando os braços e fazendo beicinho. - Ahh, vá lá. Deixa-te de cenas. Sabes perfeitamente que tenho razão. Tal como daquela vez que não quiseste ir experimentar aquele fantástico par de calças que te iam ficar bem porque disseste que não tinhas trocado de cuecas nessa manhã. Obrigaste-me a alambar contigo até à outra ponta da cidade para ir mudar de cuecas e voltarmos. - Mas é importante andar sempre lavadinho! E nessa manhã, se bem te lembras, tu estavas cheia de pressa para te ires embora! Nem me deixaste tomar banho! Tanta coisa, tanta coisa e depois nem conseguimos chegar a tempo ao estádio da luz para ver os autocarros a arder. - Ehhh. Experimenta lá esses, vá., respondeu Ela, chateada. - Os camel, por favor!, solicitou ele. Lá repetiram o processo. - Fantásticos! Levo estes! Acho eu… ai… não sei…, duvidou. - Mau!, disseram Ela e a empregada ao mesmo tempo. - Eh, pá. É importante que tenha a certeza! Já viram se não tivesse? Seria como o inverno não anteceder a primavera! E isso é muito importante!, suplicou ele, desesperado. - Deixa-te de merdas. Vamos mas é embora, disse Ela pegando na mala e tirando o multibanco para pagar. - Estes-gajos-pá-chegam-aqui-reviravoltam-tudo-depois-acham-que-uma-pessoa-ganha-mais-que-o-ordenado-minimo-para-andar-aqui-de-cu-para-o-ar-a-apanhar-lixo…., resmungou a empregada por entre balões e como quem não quer a coisa. - Vai mas é trabalhar, ó tu aí! O Cliente tem sempre razão!, gritou ele enquanto se escapava pela porta apressado. - Vamos embora, por favor! Já viste a quantidade de caixas que temos para carregar?! Deixa-te dessas coisas! É sempre a mesma coisa!!, refilou Ela enquanto se dirigia para o elevador. A empregada, chateada, ainda foi a tempo de lhe mandar com a porta no rabo. - Ahh, pois é, bebé. Toma lá para não seres gajo totó., sorriu ela enquanto foi para o computador da loja consultar o seu blog preferido. Gostava de desabafar as suas coisas naquele blog. A gaja que era dona do blog parecia ser tão sensível e compreensiva! Adorava. THE END.

18.11.08

Vi

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Hoje à tarde, ia eu a pé a caminho do escritório quando vi um rapaz, jovem, a andar na rua com um sorriso nos lábios e olhar ausente. Cruzamos caminhos, ele olhou-me e parou de sorrir. Quase como se tivesse sido apanhado num acto ilícito. Disse-lhe “Quem me dera”. Acho que percebeu. Continuou no seu caminho com novo sorriso. E eu continuei o meu, roída por uma inveja saudosa que me partiu o coração quando a senti. Quem me dera.
(PS: é possível que tire este post daqui a uns dias... hoje não foi um bom dia... não foi mesmo... e vocês não têm culpa)

12.11.08

I'm Bored

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I’m bored. Quem quiser post, que sugira tópico, please. Mas que seja interessante e no mínimo… “giro”... bored já eu estou... Eu sei que isto é um risco do caraças… “quem quiser post”… corro o risco de ninguém me responder… enfim. Arrisco. Oh, well. Fico à espera. Tankiu.

11.11.08

Coisas novas

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Coisas novas que descobri recentemente: 1. Lençóis térmicos são fixe. É tão bom esticar as pernas e os braços e não sentir lençol frio… aquele tecido todo fofinho… tão bom. Especialmente quando se chega a casa às 5 da manhã depois de um dia e noite de trabalho… cheios de frio… fome… mau feitio… coisas para fazer… stress… Sabe bem. Mesmo que apenas possamos passar lá umas 4 horitas… São bons. Gosto. 2. As câmaras de filmar da Canon que funcionam por cartão são muita fixe. Mesmo. Leves, pequenas, bonitinhas… E o cartão é do melhor. Transfere-se logo tudo para o pc… Simples. Muito bom (estão em promoção na FNAC como eu descobri…) 3. Por força de estar a dar formação e tendo-me calhado umas coisas giras chamadas autoscopias (ou simulações pedagógicas iniciais… que são filmadas…)… aprendi o seguinte: - como fazer bolo de fubá com goiabada, incluindo o seguinte pormenor: Qual a temperatura do forno? 35 minutos. (não perguntem) - como colocar uma mesa como deve ser e regras de etiqueta básicas (não estava assim tão desactualizada) - como dobrar guardanapos em forma de gravata - como dizer cavalo, mãe e uma data de outras coisas que agora não me lembro em mandarim - como fazer malabarismo com 3 nozes (fazem muito barulho quando caem no chão) - princípios básicos da reciclagem - como falar com um capitão de um iate (não perguntem…) 4. Que a Nestlé tem umas maquinas com sopas e outras coisas boas que dão um jeitão quando a marmita que trouxemos de casa acaba 5. Que aquelas cenas de Nestum nuns frasquinhos são boas, boas, boas… 6. Que por muito que eu explique à minha Mãe que não passo os meus dias a jogar à sueca e a beber “mines”, ela nunca vai acreditar que existe mesmo necessidade de ficar a trabalhar durante várias noites seguidas até às tantas. Mãe é Mãe. Trabalho é Trabalho. Acho que nunca hei-de trabalhar com a minha Mãe… 7. Que tenho “plano de férias” desde as 4 da manhã de ontem para gastar dias de 2007 e de 2008. O mesmo foi decidido com base no princípio do euromilhoes entre mim e as duas Chefes-Mor. Não sei se acertamos nalguma coisa, mas que ficou bonito, ficou! 8. Que não posso de facto deixar aqui tudo quanto me apetece (mas agradeço o envio dos contactos dos psiquiatras na mesma!)

10.11.08

Quando???

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Ai, ai, ai… mau, mau, mau… Quando é que sabemos que a coisa anda mesmo bera??? Fácil. Quando o “Talk to the Hand” é para nós próprios… Quando falamos e imediatamente nos mandamos calar. Quando pensamos e imediatamente nos mandamos sossegar e parar com isso. Quando sonhamos e imediatamente nos queremos acordar. Quando o som da nossa voz nos irrita. Quando a nossa imagem num espelho nos transtorna. Quando ouvimos os outros falar de nós e parece que estão a falar de alguém muito, muito, muito estranho que não conhecemos. Quando nos chamam pelo nome e só nos apetece dizer “Nopes… essa não sou eu…” Quando sentimos que precisamos de férias de nós próprios. Quando o nosso lado bom e mau (etc) andam à chapada e ninguém parece ganhar a merda da briga. Ehhh.

6.11.08

E?

Isto não anda lá muito famoso por estes lados… Excesso de tudo. Tudo mesmo. Ando com uma espécie de mau feitio latente que assusta. Assusta mesmo. E explico porquê. Situação hipotético-real-semi-inventada 1 – Gajo em carrinha peugeot entra à estrada, sem fazer pisca e obrigando o carro que ia à minha frente a uma violenta guinada e travagem.
Reacção hipotético-real-semi-inventada 1 – Apitar, buzinar, apitar mais um pouco… Enviar, com todo o amor e carinho, meia dúzia de insultos e perguntas sobre a existência de olhos, inteligência e capacidade de condução para o universo (vidros fechado… ninguém ouviu…)
Situação hipotético-real-semi-inventada 2 – Dizem-me que ando a precisar de descanso
Reacção hipotético-real-semi-inventada 2 – Refiro que o descanso é relativo e que nunca ninguém terá vivido melhor a vida por passar 10 horas por noite a dormir; acrescento que há coisas mais importantes na vida do que descansar, sendo uma delas arranjar coisas para nos cansar; adiciono um qualquer roncar, cruzar de braços e amuo de beiços e imagino a minha almofada a ser delicadamente enfiada pela boca da pessoa que me acabou de dizer o que disse.
Situação hipotético-real-semi-inventada 3 – Dizem-me que devia ter mais cuidado com a forma como falo e com o que digo
Reacção hipotético-real-semi-inventada 3 – Respondo que isso são tudo merdas sem nexo, que as pessoas gostam é de ouvir o que gostam de ouvir e não o que precisam de ouvir, acrescento um “vão todos barda merda” e retomo o que estava a fazer enquanto tento visualizar como seria passar os próximos 10 minutos a dar com a cadeira na cabeça de quem falou
Situação hipotético-real-semi-inventada 4 – Pedem-me para acalmar/ter calma
Reacção hipotético-real-semi-inventada 4 – !()#&&%!#”! !(/%#$! !)(#&/&$%!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Situação hipotético-real-semi-inventada 5 – Perguntam-me “’Tão, e ‘tá tudo bem contigo?”
Reacção hipotético-real-semi-inventada 5 – Responder com uma lista extensa de coisas que não estão bem, comparar com lista de coisas que poderiam e deveriam estar bem e depois devolver a pergunta para a outra pessoa responder por ela própria (chama-se a isto ser-se pedagogicamente correcto) e, porque consigo fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo, imagino a pessoa a receber um breve e leve esticão sempre que carregar no botão do “café curto”
Situação hipotético-real-semi-inventada 6 – Confidenciam-me mágoas e dúvidas existenciais e etcs
Reacção hipotético-real-semi-inventada 6 – Oh-pelo-amor-do-vosso-deus-deixem-me-em-paz-quero-lá-saber-dessa-merda-para-alguma-coisa-calem-se-não-quero-saber-de-nada-disso-porque-isso-são-tudo-merdas-sem-jeito-que-amanhã-estarão-resolvidas-depois-de-se-ler-a-secção-dos-horóscopos-do-sapo-deixem-se-de-cenas-e-parem-de-inventar-sarna-para-se-coçarem-foda-se-para-esta-merda-nunca-ninguem-anda-satisfeito-barda-shit
Situação hipotético-real-semi-inventada 7 – Dizem-me que AFINAL tinha razão em relação a A, B ou C
Reacção hipotético-real-semi-inventada 7 – !”/(#&%!$” !!!!!!!!!!!! »!”#>)(“&#$!$% !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! >”#$”##(/”#$$%!?=#(#/ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Situação hipotético-real-semi-inventada 8 – Dizem-me que me preocupo demasiado com as coisas, que penso demasiado nelas
Reacção hipotético-real-semi-inventada 8 – Largar um belo e redondo Foda-se, semicerrar os olhos, inclinar a cabeça, baixar a voz para um nível quase inaudível, levantar a sobrancelha esquerda e responder com um absolutamente sintético “E?”
Ehhh. Estes gajos é que têm razão: OrsonAnd I'd rather be anyone but Here
And any place else but Me.
I'll just climb inside my head a while
My demons have a date with me.”

5.11.08

Mãozinhas?

imagem: google Sou, por motivos profissionais, visita assídua à Cidade de Braga. Na cidade de Braga, há um parque de estacionamento muito, digamos, sui generis. Um barracão enorme convertido em estacionamento para carros. Até aqui, tudo normal. Tem uma entrada própria, bem junto a uma zona comercial pedonal onde passam as pessoas. Até aqui tudo bem também. Pormenor de relevância: quem quer lá deixar o carro, pura e simplesmente deixa o carro. Pára o bólide na fila, se a houver, sai e vai embora. Simples. Chaves na ignição e tudo para que os Técnicos de Arrumação possam pegar na viatura e arrumá-la no sítio. Muito bom. Muito bom para quem é de lá… A primeira vez que eu e a Chefe-Mor fomos fazer uso destas instalações, ficamos dentro do carro, a aguardar pacientemente que a fila andasse para podermos entregar as chaves ao Técnico de Arrumação. Reparamos que as pessoas dos outros carros não estavam a fazer o mesmo. Em plena rua, com montes de gente a passar, o pessoal saía dos carros e pirava-se. Estranhamos. Pouco depois veio o tal Técnico de Arrumação ter connosco para literalmente nos mandar embora. “Podem ir, podem ir! Deixe estar tudo. Podem ir!” É claro que não fomos. Ficamos especadas a olhar até ele explicar como a coisa se processava. De todas as vezes que lá fomos, repetimos o processo (até já nos conhecem e tudo… as meninas de Lisboa onde o estacionamento é muito mais caro…). Da última vez que fomos, na passada segunda-feira, tive oportunidade de levar o Leon. Sendo da empresa (com pequena quota minha…) lá fomos de viagem até Braga. Chegadas ao estacionamento, o carrito teria de ficar a aí uns 3 carros da entrada do estacionamento… ou seja, na rua. Fiquei reticente em o abandonar. A Chefe-Mor, rindo-se, disse-me “Pois… quando é com o nosso custa sempre, né?”… Eu ri-me, nervosa… Lá saí do carro… a medo. Fomos embora. 10 metros à frente, lembrei-me que o carro tranca automaticamente… voltei para trás, tirei as chaves do compartimento onde as tinha deixado (fora da ignição, portanto), tranquei-o (alívio) e fui entregá-las ao Técnico de Arrumação, referindo que as chaves eram DAQUELE LEON PRATA ALI FORA… AQUELE ALI… ‘TÁ A VER??? (acho que ele percebeu que eu não estaria muito à vontade… mas pronto… tinha vindo de Lisboa… desculpam-nos tudo…) Fui novamente. Os mesmos 10 metros à frente, Chefe-Mor recorda-me que eles deixam as chaves dentro dos carros depois de os arrumar… Voltei para trás. Fui informar Técnico de Arrumação de tal pormenor. “’Tá bem, menina… pode ir, pode ir” e lá me despachou ele. Depois de fazermos o que tínhamos a fazer, voltámos. Fomos ter com o senhor e eu disse que queria o carro que correspondesse àquele porta-chaves ali pendurado (apontei para as chaves). O Técnico de Arrumação olhou para nós, fez uma cara e foi buscar o bólide. É claro que quando pegou no carro deu uma pequena puxadela pelo motor… lá parou o carro e quando saiu, virou-se para mim e no mais belo e puro sotaque Bracarense, disse: “Oh, menina, você tem mãozinhas para isto?” Eu, não estando à espera de tal iniciativa, olhei-o e não consegui emitir som. Ele perguntou uma segunda vez, mas desta vez já ia a caminho da caixa onde a Chefe-Mor estaria a efectuar pagamento. Fez-lhe a pergunta a ela. Responde ela “Mãozinhas? Claro. E não só um par, mas dois. O dela e o meu. Sabe, é que sendo carro da empresa, temos todas de ter mãozinhas para ele…”. Bem. Digamos apenas que o senhor ficou com um melão… Olhou-nos, deixou de sorrir e lá foi tratar da arrumação de outro carro qualquer. Um Leon FR carro de empresa? Bolas!!
Mãozinhas para o meu Brutus??? Dasse!!! Of course!!! E pés?? Ui. :)