12.11.07

Querem lá ver!

imagem: google
Ai-ai, ai-ai-ai! Querem lá ver isto? Uma pessoa não pode vir para aqui desancar um cadito que o universo trata logo de nos dar ainda mais motivos para retirarmos o que dissemos e criarmos nova versão, reforçada e mais “desencadora” ainda, do que já foi dito! Ai-ai! Gajos! Gajos, gajos, gajos!!!! Vamos lá atão. Orgasmos. Os femininos. Há uns tempos (ok, na semana passada) li algures que homem que é homem não se pode preocupar muito se a sua gaja se vem ou não porque há momentos para tudo e porque o “ego” dele não pode sobreviver à base de orgasmos alheios. Ou seja, só um gajo hiper egoísta e preocupado com o seu próprio bem-estar é que se preocupa se a sua gaja se vem ou não. Um que seja seguro de si mesmo não precisa ralar-se porque sabe que não é isso que mete a sua masculinidade ou virilidade em causa. Ora muito bem! Por isso, meus caros, e ainda que vocês jurem a pés juntos que tal nunca vos aconteceu ou poderá acontecer sequer, é que nunca nenhuma mulher fingiu um orgasmo! Por isso é que nunca nenhuma mulher sentiu necessidade de fingir um orgasmo para que o ego do seu mais que tudo (ou não) não se despedaçasse numa patareca “imune” aos seus avanços! Gajas, pá! Não é correcto fingir orgasmos. Aliás, não é correcto fingir-se nada numa relação entre duas pessoas porque, afinal de contas, acaba-se sempre por ficar pior. Por exemplo, os homens, acreditando tão facilmente num orgasmo fingido, vão pensar que estão a fazer tudo bem e pronto! A partir daí ou se passa a fingir sempre ou se tem de admitir a mentira. Not good. Agora, não me venham cá com cenas que uma mulher vir-se ou não é de sua exclusiva responsabilidade. É a mesma coisa para os homens, porra! Há tempos ouvi um rapaz amigo meu dizer que detestava mulheres-estrela-do-mar. Não sabendo o que isto seria, perguntei. Responde ele que é o tipo de mulher que, qual estrela-do-mar, deita-se de costas, abre pernas e braços e pronto. Ali fica, disponibilizando apenas o seu “ninho do amor” ao bom usufruo do convidado dessa sessão. Ou seja, quando a gaja não é “boa na cama”, o homem reclama que não teve todo o prazer quanto podia. Quando uma gaja não tem todo o prazer quanto podia, não é por o gajo não saber o que está a fazer. Não! É por ele ser seguro de si, gostar de sexo e não precisar desse tipo de pormenor para se sentir bem com ele próprio. E eu pergunto, no meio disto tudo, será que algum homem deste tipo se daria conta que a gaja com quem está se levantou a meio de um gemido dele, se vestiu e se encontra já em casa, junto do seu fiel Vibratronik Special Edition que tudo fará para que ela tenha todo o prazer que consiga, enquanto ele e o seu saudável ego procedem com as suas solitárias actividades de auto-prazer? Homens desses não precisam de mulheres. Precisam de bonecas. Pelo menos com elas nunca correm o risco de ouvirem o que não querem. Não são homens seguros de si os que não vêem o orgasmo da gaja como algo do qual eles próprios podem retirar alguma prazer! Não! São inseguros, frágeis e preferem ficar num estado de negação permanente, sozinhos com os seus egos inflacionados e pitosgas, culpando-a a ela por a coisa não ter corrido lá muito bem (para ela). Meus senhores, por amor da Stª Queca, deixem o vosso ego nas calças, peguem nas vossas gajas, perguntem exactamente o que elas gostam e querem e depois sigam para bingo. Vocês vão-se vir mesmo de qualquer das formas! Por isso, sejam generosos com o vosso tempo, sejam amiguinhos, sejam simpáticos. Talvez consigam testemunhar um orgasmo feminino assim daqueles bem verdadeiros, um daqueles que consegue culminar muitos minutos de prazer intenso nuns únicos segundos de libertação (que poético. Qualquer dia estou a usar expressões como “espada do amor” e tal… outra vez...) tornando o vosso ainda melhor. Depois disso, correm é o risco dessa mulher vos querer mais e mais e mais… e mais vezes. Entendem???? Dores de cabeça = falta de paciência para fingir mais um orgasmo. É mais ou menos isso nalguns casos… Entendem????? Ai!

12 comentários:

Anónimo disse...

2005-08-20 – “ Correio da Manhã”

Sexo - Orgasmo feminino

Dura apenas alguns segundos mas há muitas pessoas que garantem ser a melhor sensação que já experimentaram. O ser humano, ao contrário dos outros animais, tem a capacidade de obter prazer através do acto sexual. Mas esta ‘dádiva’ parece dar preferência às mulheres, visto tanto se falar dos fabulosos orgasmos múltiplos femininos.

Pelo que se sabe, a mulher, devido a factores essencialmente fisiológicos, possui algumas vantagens em relação ao sexo masculino neste campo. Obviamente, o estado de excitação intenso provocado pelos orgasmos é extremamente benéfico para ambos os sexos, tanto a nível psicológico como físico.

Nas mulheres diz-se que o orgasmo alivia as dores menstruais e diminui o stress, enquanto aos homens permite uma sensação de potência e de gratificação sexual formidável e estimulante no dia-a-dia.

Mas os orgasmos múltiplos são os mais falados e desejados e raramente podem ser sentidos por um homem. Também nem todas as mulheres possuem esse ‘dom’ e, com certeza, muitas se sentem mal com esse facto.

Segundo Nuno Nodin, psicólogo e autor de alguns livros como ‘Sexualidade de A a Z’: “Uma mulher que nunca tenha vivido a experiência dos orgasmos múltiplos poderá ficar curiosa, eventualmente com desejo de que tal lhe possa acontecer. É importante esclarecer que todas as pessoas são diferentes e que, portanto, a experiência do orgasmo também o será. De facto, nem todas as mulheres têm a capacidade de vivenciar múltiplos orgasmos, mas nem por isso são inferiores a outras que o possam. Até porque a relação e o prazer sexuais não se limitam ao orgasmo”.

Os orgasmos femininos têm muito que se lhe diga e até Freud não se mostrou indiferente a eles. Com tanta divagação e incompreensão sobre esta sensação natural e gratificante surgiram muitos mitos à volta do orgasmo. “O grande mito sobre os orgasmos femininos, tanto quanto é do meu conhecimento, relaciona-se com o facto de durante muito tempo se considerar que apenas o orgasmo vagínico (por oposição ao clitoriano) seria o orgasmo ‘maduro’. Tal decorre da influência da psicanálise, em particular de Freud, que defendeu essa ideia durante muito tempo.

Hoje em dia, sabe-se que isso não faz qualquer sentido e que as mulheres têm o ‘privilégio’ de ter um órgão que se destina apenas ao prazer sexual, que é o clítoris, e que existem diversas formas de obter o orgasmo para além do da estimulação do clítoris e da vagina
Outros mitos prendem-se com o considerar-se que todas as mulheres devem ter orgasmos múltiplos, o que, como já referi, não faz qualquer sentido”, revela o especialista.

Sejam eles muito rápidos ou lentos, pouco ou muito intensos, ‘normais’ ou múltiplos, serão sempre desejados e apreciados. Para que a intensidade e o prazer aumente basta que a saúde física esteja controlada e sem problemas maiores, que a mente humana esteja serena, sem stress e preocupações, que o companheiro escolhido seja do seu verdadeiro agrado e que exista uma verdadeira intimidade, com total entrega e sem tabus.

PASSO A PASSO: TUDO O QUE ACONTECE QUANDO SE ALCANÇA UM ORGASMO

1 - Os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea aumentam intensamente.

2 - Os seios incham e os mamilos ficam erectos.

3 - Um sentimento inexplicável de intenso prazer.

4 - O clítoris levanta-se (tal como um pénis erecto).

5 - Podem surgir sons involuntários (gemidos).

6 - A actividade dos neurónios aumenta.

7 - A pele fica avermelhada devido à adrenalina sentida que dilata os vasos sanguíneos superficiais do corpo.

8 - A vagina fica lubrificada.

9 - O útero levanta-se.

10 - Surgem espasmos dos músculos pélvicos que causam contracções vaginais.

11 - A respiração torna-se curta e acelerada de forma a oxigenar o sangue que circula mais depressa.

12 - Uma maior produção de suor para permitir resfriar o corpo.

13 - Uma vasoconstrição generalizada.

PRAZER SEM LIMITES: O QUE SEMPRE QUIS SABER SOBRE O ORGASMO FEMININO, MAS TEVE VERGONHA DE PERGUNTAR...

MISSÃO DIFÍCIL


Segundo vários estudos, cerca de 75% das mulheres nunca, ou raramente, atingiu o orgasmo durante o acto sexual com um parceiro.

ESTÍMULO CLITORIAL

O famoso estudo ‘The Hite Report’ revelou que 26% das mulheres tem orgasmo durante o acto sexual, desde que exista estimulação do clítoris.

PONTO 'G'

Apenas 8 em cada 10 mulheres já experimentou o orgasmo sem estimulação do clítoris.


PRELIMINARES

A maioria das mulheres necessita de mais 20 minutos do que o homem para alcançar o orgasmo. Daí a importância dos preliminares...

RETARDAR O CLIMAX

As mulheres que têm menos problemas em alcançar o orgasmo são aquelas cujos companheiros retardam o seu próprio orgasmo.

COMPRIMIDO DO PRAZER

Estudiosos da Universidade de Brunswick tiveram noção que o cérebro pode receber sinais de resposta sexual sem que passe obrigatoriamente pela medula espinal. Tudo pode acontecer através de um nervo que passa pelo abdómen e pelo tórax, até ao pescoço e tronco cerebral.

Através desta descoberta, criaram uma substância capaz de criar a sensação de orgasmo. Descobriram ainda que esta substância suprime a dor da mesma forma da morfina, além de dar a sensação equivalente à sentida com o orgasmo.

Me disse...

Realmente. Quem diria que o CM teria artigos deste calibre e utilidade para a Humanidade?
Nós as mulheres sabemos estas coisas porque conhecemos os nossos corpos. Mas raras vezes deixamos um homem explorar o nosso corpo como nós o fariamos. Quem perde com isso? Os dois. Infelizmente!
Mandem quecas pedagógicas, minha gente! Façam mapas! Instruções! Guias! Levem buzinas! Pintem as zonas mais "sensíveis"! Mandem TPCs! Fichas! Textos! Estudem a coisa como deve ser!!!
E leiam mais vezes o CM!!!
:)

Vitor disse...

Carissima amiga, não pude como é evidente de deixar de ler este teu artigo com enorme interesse, mas e depois de o ler - com enorme interesse claro está - não poss deixar de tecer um reparo. Este texto fala de um certo e determinado tipo de homens, e quando se fala de um certo e determinado tipo de homens acontece uma de duas coisas, ou só existiram más experiências no passado, ou não se conhecem os homens...

Me disse...

Que pena eu tenho de ter comentado o teu último post antes de vir aqui ver se havia novidade no meu blog esquisito...
Interessante o teu reparo e interessante a suposição que inferiste da coisa... Pessoalmente, tenho uma manifesta tendência para a Qualidade e não Quantidade e, ainda por cima, nesse aspecto, posso até ser considerada uma Gaja Egoísta. Tem de haver situação win-win. Não gosto muito do lugar de "espectadora"...
Para se conhecerem os Homens, tal como às Mulheres, é preciso passar tanto por boas como más experiências. Infelizmente, ninguem anda com placards na testa com descrições do que sabe ou consegue fazer... ou ser... Não se pode exigir mais a alguém a não ser que aprenda com todas elas. Egos femininos e masculinos à parte, nunca ninguem chega realmente a conhecer alguém a não ser que haja vontade de conhecer e vontade de se deixar conhecer. E é aí que homens e mulheres são tão diferentes: os homens são "simples" de decifrar no que diz respeito a sexo (tens que admitir); as Mulheres, não (eu admito-o!).
Mas enfim. Não pretendo transformar este meu humilde (prefiro esta palavra) blog numa manifestação de boas práticas ou de ensinamentos para seja quem for. Não sou pretensiosa a esse ponto. O pessoal tira um pouco do seu tempo, vem até aqui, liberta a alma e, com sorte, vai-se divertindo pelo caminho.
Mais não se pode exigir.
Mas fico contente por, por enquanto, ainda nos irmos divertindo um ao outro. Que nunca percamos vista dessa simples questão! Reparos e comentários ou posts à parte, claro.
;)

Vitor disse...

Carissima, nunca chamei o teu blog de esquisito, quanto muito disse-o estranho... o que não é necessariamente mau.

Quanto aos homens serem simples de decifrar...
Será que são mesmo?

Me disse...

Em relação ao sexo? Hmmm...
Nunca ouviste aquela célebre questão de os homens terem dois centros de pensamento diferentes? Um desses (o que fica entre as orelhas...) realmente pode não ser muito fácil de decifrar.
O outro... o outro centro de "pensamento" é muito mais simples. Quase acção-reacção. Toma lá dá cá.
E por que carga de água é o meu blog estranho? Há há alguma classificação de blogs que eu desconheça e no qual o meu se insira na escala Estranho-Esquisito?
Hmmm.... Tenho de tirar um tempinho para reavaliar aqui este meu espacinho cibernético.... Pelos vistos, sendo de Gaja, também não é nada fácil de decifrar... O que pode até nem ser mau... Ou não.

Vitor disse...

Desconheces os homens, mas não faz mal que eu também desconheço as mulheres e convivo bem com isso!

Quanto ao blog eu classifiquei-o de estranho simplesmente porque não o conheço bem, se quiseres apresenta-mo. Esquisito é quando já conhecemos algo suficientemente bem para lhe chamar nomes!

Me disse...

Pois... Talvez desconheça...
Sabias que, a nível genético e morfológico tb, claro, o ser masculino está construído de forma a reagir muito rapidamente a qualquer oportunidade de acasalamento que surja... Não podem ser desperdiçadas oportunidades de bem fecundar óvulos. Quando os seres masculinos pré-históricos andavam a guerrear uns com os outros, um dos prémios dos vencedores era ficar com as fêmeas, que, claro, prontamente tratavam de tentar fecundar. Isto fazia com que houvesse maior hipotese de dar continuidade à linhagem. Bebés nascidos e até mesmo pequenas crianças eram mortas por não pertencerem ao novo dono. Esta coisa do "anda cá que agora és minha abre lá as pernas" e tal deixou de ser tão frequente hoje em dia. Dá prisão.
Mas permanece o facto de os homens estarem equipados para, sem pensar, reagir a estimulos de cariz sexual (e às vezes até mesmo outros que nada têm de sexuais mas que têm o mesmo resultado)quase "on demmand". Se o fazem ou não... é outra questão.
Agora, em relação às mulheres. Todas nós, desde que aprendemos que aquela coisa que os rapazes têm entre as pernas fica diferente só por nós os beijarmos (na boca), aprendemos também que, bem vistas as coisas, não é preciso assim muito para conseguir o mesmo efeito noutras circunstâncias. Às vezes basta duas ou três palavrinhas... Se assim não fosse, as mulheres gordas e feias nunca iam para a cama com ninguem (desculpem!! desculpem-me!!! ai desculpem-me minhas senhoras!!! Mas isto é uma emergência e dentro do contexto serve apenas de exemplos oh pá desculpem!!) Os homens foram construídos para fecundar (biliões de espermatozoides), as mulheres para lhes dificultarem a tarefa (um óvulo por mês). São mais selectivas... Mais dificeis de contentar... Os homens? Estruturalmente, estão concebidos para colocar a piroca em tudo quanto lhes pareça fecundável.
NOTA: Amor, sentimentos, gostos e bom ou mau sexo não são para aqui chamados.
É claro que um rabo cheio de celulite, umas mamas descaídas até ao joelhos e meia dúzia de dentes podres acabam com a vontade de fecundar de qualquer um, mas, mesmo assim... ehh. Tem dias!
Em relação ao blog, ele apresenta-se a si próprio. Não é preciso dizer muito. Tal como muitos homens que conheci e/ou conheço.
Por favor, sente-te livre para explorares este meu estranho (por enquanto) blog. Talvez ele se torne esquisito por mérito próprio.
:)

Anónimo disse...

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius Moraes

Vitor disse...

Carissima;

Nos tempos da pré-história os homens eram assim, hoje ainda muitos o continuam a ser, outros têm vontade própria!

Me disse...

Ai a vontade própria... o tal Free Will... trapalhada do caraças! Isso pensamos nós que temos. Mas, na realidade, não temos lá muita. Entre o que estamos "construídos" para fazer e o que podemos ou não podemos fazer e ser (ai os condicionalismos culturais e etc...), muito pouco nos resta em termos de livre vontade. Mas, ao menos que o que nos resta seja bem aplicado!

Anónimo disse...

necessario verificar:)