3.6.08

Duo - Desafio Lançado por "Ministério da Soltura"

O Ministério da Soltura é um blog giro… Como bons Ministros que são, conseguiram criar um blog em que reúnem a participação de, bem, quem quiser!
Quem quiser, manda um mail ao Sr. Finúrias a dizer que quer ser desafiado e este prontamente envia foto ou fotos para serem “escritas” pelos desafiados. Eu enviei, fui e o resultado fica aqui para todos (hão-de vir mais a caminho… sim, porque aqui a Je recebeu três fotos, não conseguiu escolher e pimba… foi só libertar os dedos… Adorei!). Façam uma visita ao Ministério… vão adorar a quantidade de belos mundos que por lá existem.
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Duo” - Onde vais? - Onde queres ir? - Não sei… escolhe tu. - Está bem. Mas se escolher eu, não podes ver. Fecha os olhos. - O quê? - Não podes ver. Fecha os olhos. - Mas… - Fecha. Fechou. Por força do cetim, fechou os olhos. - Não confias em mim? - Confio. - Não confias nada. - Confio! - Mentes. - Juro-te. Ela sabia o caminho. Queria fazê-lo. Sempre quis. Conhecia-o de cor. Era dela. Não queria partilhar o caminho com ninguém. Apenas o destino. O caminho era dela. - Já chegamos? - Não sentes nada? - Não. Estamos lá? - Penso que sim. Mais um pouco e estamos. - Então, mas não sabes se chegamos? - Sei. Sei. Espera. Não sabia. O caminho não era o que esperava. Demasiado acidentado. Teria chegado? Não sabia. Sentiu-se incomodada. Não devia saber se tinha chegado ou não? Não devia sentir-se? Sempre tinha confiado que assim que chegasse saberia. Olhou-o. Perdido. Ele estava perdido. À espera que o situassem. - Estás perdida? - Não… Não sei. Tu estás? - Confio em ti. - Não me mintas! - Estou contigo. Tão perdido quanto tu. Deixa-me abrir os olhos. Ajudo-te. - Não! Não quero. Eu sei o caminho. Eu sei o caminho. - Deixa-me ir contigo. Não me leves; deixa-me ir. Eu vou. - Não… - Deixa. - Não. Agarrou-o. Prendeu-o. Sentia medo. Onde estava o destino? Onde? Ela devia saber quando chegasse! Prendeu-o. Não queria estar sozinha no caminho. Não queria. Queria que parasse. Queria parar. Mas não era capaz. Tinha de lhe provar que sabia o que estava a fazer. - Deixa-me abrir os olhos. Posso ajudar. Ver-te. - Não. Não quero. - Podemos ir para onde quiseres. Mas deixa-me ver-te. - Tu não aguentas. - Estou aqui, não estou? - Porque te prendi. Porque te tapei os olhos. - Porque eu deixei. - Porque eu quis! - Porque eu deixei. Deixa-me ver-te. Quero ver. - Chegamos. Não tinham saído do lugar. Destapou os olhos. Viu-a. Pequena e menina à frente dele. Abraçou-a. Ela chorou. De olhos fechados. Chorou. Não queria aquele caminho. Apenas o destino. O destino que a abraçava e a fazia sentir-se sem vontade de se mexer. Queria parar. Parou. - Vejo-te. Não dói, pois não? - Dói. Pegou na fita. Enrolou-a e colocou-a no chão. Pegou-lhe na mão. - Sei um bom caminho para fazermos. - Sabes? - Vens? - Para onde vai esse caminho? - Onde tu quiseres. Escolhe tu. - Escolho aqui. - Então, chegamos. - Sim. Chegamos. Sinto-o. Tinham chegado. Sentiam-no.

3 comentários:

Toze disse...

Obrigado Ministra Me pelos textos, e pela divulgação do Desafio :)))

Continuemos, que na partilha escrita é que está o ganho, já lá dizia o poeta, eheheh

Marte disse...

cheguei ao teu blog através deste texto que deixaste no Ministério. Gostei de o ler e gostei dos teus posts... voltarei de certeza a visitar-te

Me disse...

Olá!
Ena pá bolas... Fui "promovida" a Ministra! Mas que tamanha honra! Como já te disse, Sr. Tozé Finúrias, o prazer foi todo meu. Mesmo. Concordo com esse poeta :) Especialmente se houver alguém a dar uma ajudinha e a desafiar o pessoal com coisas giras... Novamente os parabéns pelo blog e pela forma como o mantêm. Muitos mundos numa só janela. É fantástico! Só tenho pena de não ter descoberto há mais tempo...

Marte,
Muito obrigada! Adorei a experiência de "Ministra". Adorei. Vemo-nos por aqui então. Volta sempre e quando quiseres
:)