Já andava com vontade de deixar aqui qualquer coisa dentro do tema “Depois da Saudade” há algum tempo, mas como não queria transformar este blog num daqueles tipicamente lamechas e cheio de dúvidas existenciais (de gaja-gaja, portanto), tenho andado à espera… à espera… Até hoje.
Por causa disto, pus dedos ao teclado, respirei fundo e…
As saudades são coisas giras… Ou se renovam ou não (como já aqui disseram e bem). Sentimos Saudade e de imediato, em reacção, queremos arranjar motivos ou razões para que a mesma não seja de facto renovada. As saudades podem ser doces… podem ser amargas… podem ser reconfortantes… podem ser dolorosas. Podem ser a única coisa que resta depois de decidirmos viver o futuro que nos aguarda. Podem ser a única coisa que acaba.
As saudades turvam-nos a vista. Tolham-nos o pensamento. Afligem-nos o coração. São más e feias e lindas e imaculadas e puras e horríveis e desprezíveis e tranquilas… são tudo, de uma só vez. Quando as vivemos, nada mais interessa. Quando não as temos, nada mais interessa na mesma. Todos nós temos saudades de uma qualquer altura em que tínhamos saudades… Significa que dávamos valor a alguma coisa. Significa que aquela coisa, pessoa, fosse o que fosse, era-nos importante. Quando deixamos de sentir isso… é porque o assunto está arrumado, não temos mais saudades… acabou. É meio triste, não é?
Acredito que só depois da saudade, só depois de sabermos conviver com ela de forma saudável, quer esteja renovada ou não, é que podemos ver as coisas pelo que são, e não pelo que poderiam ter sido ou pelo que gostávamos que fossem ou pelo que achávamos que eram.
Só depois da saudade podemos ver o que sobrou, ver o que ainda há. Só aí podemos dizer os nossos adeus e os nossos olás. É tal e qual como sofrermos uma grande dor e esperarmos que a mesma assente, encontre o seu lugar na nossa vida, no nosso coração, na nossa cabeça, para podermos fazer as coisas como deve ser. Aceitação. Podemos não gostar. Podemos não querer. Mas aceitar algo é meio caminho andado para podermos fazer alguma coisa. Seja o que for. Mas temos de aceitar.
Depois da saudade, tudo fica mais claro. Mais transparente.
Depois da saudade podemos ver o que resta, o que sobrou. Podemos ver melhor para onde vamos, para onde queremos ir sem que nada nos atormente o espírito, nos corroa o coração, nos prenda os passos, nos confunda o sentido de orientação.
Hoje, porque alguém viu que estava para lá da saudade, ganhei eu uma saudade nova.
As outras que tenho… ando a ver se as organizo melhor. Fica para outra altura.
Boa viagem.
31.10.08
30.10.08
Mau.
imagem: google
Mau. Mau, mau, mau.
Mas que raio de ideia é essa de que duas pessoas, um homem e uma mulher… um gajo e uma gaja, não podem ser “amigos” sem que haja lugar a mais qualquer coisita? Desde quando?
Desde quando é que o facto de se estabelecer uma amizade com uma pessoa tem de desembocar em quecas e beijinhos e abraços? Querem lá ver que agora todos os gajos que se conhecem são logo automaticamente elegíveis para a lista de possíveis quecas? Pronto. Ok. Compreendo que para os homens… desde que respire e não tussa assim muito, passa logo para a tal lista (hihihihihih!!), mas bolas, pá.
Onde é que está escrito que duas pessoas não se podem conhecer, trocar umas palavritas, conhecerem-se melhor e pronto?
O que eu gosto mesmo é daquele pessoal que se mete logo a justificar ahhh e tal, tenho namorado/a… E? Se não tivesse, marchava? Ou ter namorado faz com que não se comunique com mais ninguém? Dizem-se estas coisas porquê? Para não dar esperanças à outra pessoa? E se essa pessoa nunca teve esperanças de nada sequer?! Mais engraçado ainda é o pessoal que perante uma explicação da existência ou não de uma relação, vai e responde: Ahh! Eu também! Pronto! Ilibados! Como ambos tem alguém, AÍ já não faz mal falarem-se. Oh, valha-me caredo. Como se isso contasse para alguma coisa…. Infelizmente.
Minha gente. Um homem e uma mulher podem relacionar-se, serem amigos, whatever, sem que haja nada “in between”. Sim! É possível!!! Porra, pá!29.10.08
Letras… palavras… frases… Outra Merda Qualquer revisitado
imagem: google
Dada a minha falta de inspiração para deixar aqui coisas novas e sendo eu grande apologista da reciclagem, estive a fazer uma espécie de revisão ao conteúdo do Merda Qualquer para ver se havia alguma coisa que se aproveitasse. Há.
Ficam os links para algumas pequenas “pérolas” da história deste blog (ou seja, a minha).
Olá 2007 – Acho este texto bonitinho. Calmo, sereno. Gosto.
Q/A – Questionário para Elas e Eles. Rio-me sempre um cadito ao ler este texto.
O Big e o X’Quim – Pequeno texto sobre o Big (o cão lá de casa) e o X’Quim (o papagaio lá de casa).
Cenas da Vida (Ir)Real I – Início da saga da compra do meu telemóvel.
Cenas da Vida (Ir)Real II – Desenvolvimento da saga da compra do meu telemóvel.
Cenas da Vida (Ir)Real III – Encerramento da saga da compra do meu telemóvel.
Há gajas e depois há Gajas – Pequena tentativa de escrever uma história pseudo-erótico-pornográfica. Tem a sua piada… Ou não!
Tu não sabes – Uma pequena tirada ouvida a uma criança que se estava literalmente a cagar para tudo… Fantástico.
Greve VI – O Fura Greves – Um post da Série “Estou em Greve porque ninguém comenta o blog”.
Nem com Desenhos – Post sobre a tentativa de um grupo de gajas em “educar” um pequeno ser masculino que partilhava as instalações sanitárias… Os posters criados ainda cá estão no escritório…
E este novo post vai paaaaaaaara….! – Pequeno relato de episódio ocorrido no McDonald’s com um rapazola que estaria a precisar de correctivo…
O que eu gostava que me tivessem dito quando era pequena e não disseram – É mesmo isso. Gostava que tivessem dito, mas não disseram. Disse eu.
Querem lá Ver! – Post escrito depois de ter lido post do Senhor do Mal que me deixou de cabelo em pé… Digamos que o meu primeiro contacto com o blog do Sr. Vítaro não correu lá muito bem…
E este post novinho em folha vai paaaaaaaaara...! – Texto sobre Gajas… Um bom desancar sabe sempre bem…
Because – Citação de uma frase de um livro que me marcou muito. É a última frase de um pequeno livro delicioso que fui obrigada a ler por um professor da pós-graduação que tirei. Fico-lhe eternamente agradecida.
Não sei... Não conheço – Encontro imediato com a mente turva de uma estagiária que tivemos na empresa há uns tempos atrás… Assustador.
O que me ouvem dizer no trânsito – Vergonhoso mas verdadeiro…
Voltar – Post mais recente. Gosto.
E pronto. Boas leituras. Enjoy!!
:)
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