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Estou exclamada. Verdadeiramente exclamada.
Vamos por pontos… sem serem os de exclamação…
Natal: A véspera de Natal foi absolutamente fantástica. Não sei o que deu à minha gente lá de casa, mas este ano virámos tudo de pernas para o ar, pintámos a manta, cagámos por completo no que não interessa e houve divertimento (palavra nunca dantes associada à coisa…). Comemos, bebemos, cantámos (exclamação, exclamação, exclamação), rimos… Admito que foi tudo quanto eu não estava à espera (e ainda bem… oh vosso deus, ainda bem).
Não houve presentes como nos outros anos. Não houve trocas e explicações e “tenho aqui o recibo se não gostares para poderes ir trocar”… Nada disso. Para além disso, tive o prazer de ter feito e ter recebido a companhia de alguém que trouxe uma luz especial à coisa. Uma espécie de Anjo da Guarda distante que comeu e bebeu connosco, que riu das nossas parvoeiras e que fez rir das dele (e não, não me estou a passar para o outro lado… não me estou a transformar num ser metafisicamente disposto a acreditar nos impalpáveis da vida… nada disso… Foi tudo real e bem real, mesmo que eu aqui adorne a coisa de outra forma).
Foi bom. Muito BOM. Mesmo BOM.
Mudando de ponto…
Esta época é propícia a balanços e a avaliações e a desejos e a melhorias e a promessas… Nunca fui muito dessas coisas, nem nesta altura nem noutras. O ano passado, na altura do ano novo, decidi que tinha de decidir sobre uma data de coisas e até deixei aqui algumas delas… Tentei entrar na onda mas a água estava fria e para uma friorenta como eu, água fria impede-me de nadar. Azar. Fico na areia.
[Há uns meses atrás, queria muito que 2008 terminasse. Se pudesse, teria terminado o ano mais cedo para poder enterrá-lo e esquecê-lo o mais rapidamente possível (como se isso mudasse alguma coisa). Agora, neste momento, não quero isso. 2008 pode ter sido um ano de bosta em certos (muitos, demasiados até) aspectos, mas, noutros foi tudo quanto eu estava a precisar (como dizia a velhota do Never Ending Story – It has to hurt if it’s to heal).]
Não faço balanços (formais e pensados) nem quero desejos para o futuro (pelo menos não daqueles tipo lista…).
Aceito o que foi (demorou mas consegui).
Aceito o que virá (por muito que demore, não tenho pressa).
Aceito tudo pelo que foi e é e não quero balanços disto ou daquilo porque sei que há coisas que não se repetirão (são contextuais, pertencem a uma realidade que já foi… e não voltará), sei que há outras que são impossíveis de prever (por isso nem me preocupo com elas) e sei que há outras ainda que me hão-de vir ter às mãos porque é assim que tem de ser (por isso, e da mesma forma, também não me preocupo).
Sei ainda que há outras em relação às quais irei atrás e que hei-de agarrar com unhas e dentes porque é assim que tem de ser (sabendo disto, também não me vou preocupar). Simples.
Talvez esteja mais numa de encerramentos e inícios… e não balanços. Acho que é mais por aí (mesmo que isto para vocês seja contraditório, para mim não é).
Porra, esta cabecinha pensadora ganhou direito a descanso, este corpinho ganhou direito a não levar mais pancada, esta alminha merece um cadito de sossego.
Por tudo isto, por todo este devaneio ou delírio, digo apenas que desejo o que vier. Aceito. Pronto. Seja em 2009, seja amanhã, seja quando for.
Ficam apenas umas mensagens para o universo…
Deixo um sincero agradecimento a todos os que fazem parte da minha vida e que me deixam fazer parte da deles. Apenas posso pedir desculpa aos bons por em certas alturas não ter dado o devido valor, e desculpa aos maus por em certas alturas ter dado demasiado (roubaram-me aos bons… não me perdoo) fazendo com que pensassem que mereciam isso de mim. Peço desculpa pelo equívoco.
Deixo também um sincero agradecimento a todas as surpresas boas que tive e a todas as oportunidades que tive e aproveitei para poder proporcionar isso a quem eu quero bem.
A todos, sem excepção de qualquer tipo ou espécie, desejo que saibam escolher bem os vossos desejos e que depois saibam ainda melhor como os conseguir. Nada como imaginar o possível, ir atrás do alcançável, conseguir o que queremos e precisamos (mesmo que não coincidam), sonhar com o que sabemos conseguir com um pouco de esforço. Desejo-vos isso.
A uma pessoa em particular, desejo isto e muito mais. Desejo pés na terra e asas nas costas. Desejo sol na cara e brisa no cabelo. Desejo voos altos e aterragens suaves. Desejo gritos de alegria e gargalhadas de felicidade. Desejo cócegas para avivar os pensamentos bons e esquecer os maus. Desejo lembranças e recordações que fazem o hoje valer a pena. Desejo o mundo. Este e o outro. Pelo bem que me fez e faz, mas principalmente por eu agora ser melhor por ter dado e recebido.
Exclamada. Verdadeiramente exclamada.
