30.3.07

Desisto!

Bem, tendo em conta a receptividade ao texto abaixo, acho que vou desistir da minha carreira de escritora porno/erótica. Um início de carreira curto é certo, e pouco proveitoso, mas sempre deu para ver até onde podia ir. Pelos vistos, não muito longe. A censura dos meus leitores, manifesta pela manifesta falta de comentários (eu sei porquê… eu sei…), leva-me a crer que, de facto, e apesar de tudo, o meu futuro não está, como cheguei a pensar, em escrever cenas eróticas com mulheres de 50 e qualquer coisa anos com maridos mecânicos. Ehhh… Não percebo porquê. Todos vão acabar por comer (desculpem lá o termo… mas é o que se pode arranjar) uma mulher de 50 e qualquer coisa anos. Andam todos em negação. Habituem-se à ideia. É o melhor que fazem. EU posso garantir que nunca hei-de comer nenhuma mulher de 50 e qualquer coisa anos… ahhh pois é… Bolas. O público é exigente mas vago nas exigências. O público quer, mas não diz o quê. O público espera, a autora desespera. Vou por outra via. Deixo-vos um lindo poema pela autora Leila Míccolis. Muito sábia esta senhora. Te olho. Me molho. E prontes.

23.3.07

Há gajas... e depois há Gajas

Pronto. Despertaram o meu alter-ego feminista anti-feminista-radical. Na minha hora de almoço, costumo aproveitar para desanuviar o cérebro e “surfar” um cadito no ciber espaço. Blogs, principalmente. Alguns bons, outros maus, outros que não percebo e depois há os que me levam a deixar aqui este post… Blogs de gajas aparentemente normais mas com incríveis capacidades. Sim, incríveis. Eu posso ser um cadito ingénua e tal, mas por que raio é que os blogs de gajas que escrevem (só) sobre sexo são os que são mais visitados e os que se transformam em livros?? Bolas. E quando digo sexo… não estou a falar em conselhos e dicas sobre posições… não. Estou a falar de “apanhou-me por trás no balcão da cozinha e provou do meu mel”… Pronto. A cena do “mel” ainda percebo… estavam na cozinha… E depois, como se não bastassem as descrições mais do que explícitas (mesmo, mesmo, mesmo), estas ainda são gajas que têm orgasmos múltiplos, que estão sempre com a depilação feita, que têm sempre vontade de tudo, que têm uma média semanal de 17.9 actos, que têm homens sempre dispostos e prontos e viris e lindos de morrer e habilidosos e sei lá o quê que as amam muito. E são sempre profissionais de sucesso (as gajas), mães ou afins. E a linguagem! Linda! Já tive que recorrer ao dicionário para ver o significado de certas coisas… não sou médica, mas bolas… ainda pensava que sabia alguma coisa sobre o corpo humano (enganei-me). Por favor. É o que eu digo… também tenho de começar a inventar para aqui umas cenas à Jackie Collins para ver se isto arrebita (desculpem lá a piada de mau gosto). Vou tentar. Ela: A tarde estava solarenga, despertando em mim os mais femininos dos instintos. Enquanto passava a ferro, decidi que esta sensação que agora desabrochava em mim merecia o devido tratamento. Mudei de avental para um mais limpo e arrumei os brinquedos todos do chão da sala. Estava criado o ambiente certo para quando o maridão chegasse a casa entrasse logo em erupção. O sol continuava a bater nas janelas do 19º andar do nosso prédio de 46 anos… Já estava a ficar cheia de calores na passarinha quando, de repente, chega o maridão, todo lindo e cheiroso depois de um dia de trabalho na oficina do Chico Zé. Nem tive tempo de lhe dar a cerveja que tanto gosta de beber quando chega a casa… assim que viu como eu estava, agarrou-me por trás, atirou-me para cima da tábua de passar a ferro, deu-me duas belas palmadas bem assentes na nádega esquerda e possuiu-me logo ali. Nem tive tempo para tirar a cinta! Rasgou-a com o canivete que costuma usar para limpar os dentes depois das refeições e atirou-a pela janela para que todos os vizinhos vissem como é a verdadeira paixão, como é o sexo selvagem e sem tabus, como é ser possuída por um homem com uma ferramenta quase a explodir de tanto prazer. Sedenta de mais, virei-me para ele e ajoelhei-me. Ele tinha deixado cair a dentadura enquanto ofegava de tanto prazer e já tinha a parte de trás da cabeça húmida de tanto cuspo. Levantei-me e pu-la na boca, se forma sensual e insinuante… agarrei-lhe no mastro e conduzi-o até ao quarto, até ao nosso ninho de amor. - Amor, antes de continuarmos, não te esqueças que tens de arranjar ali o estuque que está a cair da parede… está bem meu machão? - Nheiu… uga… huyiou… uiova… aagrrg… - Ai meu amor, possui-me já!! - Hurrrmp!!! E fizemos amor como ainda não tínhamos feito este ano. Abriu-me as pernas e com um joelho delicadamente colocado em cima da esquerda (como sou roliça, tenho dificuldade em manter as pernas abertas mas ele é tão compreensivo e carinhoso!), empurrou-me para trás, atirando com o avental por cima da minha cabeça… Ai o calor! Ai a paixão! Ai a tesão! Ai! Ai! Ai! Ele arfava tanto que achei que ia deixar cair o cigarro do canto da boca… mas não. Conteve-se e ainda conseguiu tirar-me o avental da cara para me dizer para me virar de costas. Agora com os dois pés no chão e comigo de quatro em cima da cama, possuiu-me por trás da forma mais deliciosa. Até nem me importei que se tivesse enganado no meu buraquinho… coitado, com tanta paixão e sem os óculos… O prazer dava cabo de mim! Já quase não sentia os joelhos! Quando o senti cair para cima das minhas costas, soube que tinha explodido para dentro de mim, enchendo-me com a sua seiva de amor. Virei-me para olhar para o homem que me faz tão feliz, ali a dormir, com um sorriso nos lábios. Tirei-lhe o cigarro da boca, fechei o fecho das suas calças e ajeitei-lhe os poucos cabelos que ainda restam. Levantei-me silenciosamente e fui acabar de fazer o jantar. O seu preferido: bifes com batatas fritas. Como pode ser bom o amor e a paixão quando duas pessoas se comunicam e amam tanto quanto nós. Depois de 30 anos de um casamento feliz, é bom saber que ainda lhe faço levantar o mastro. É o que desejo para todas as mulheres. Ele: Foda-se que a gaja que cá veio hoje com o pneu furado era boa comó milho. Foda-se. Ai, Maria, é hoje que levas com ele… é hoje! Ver se me aguento. Mesmo boa a gaja. Mesmo boa. Mamas boas. Cu todo jeitoso. Foda-se. Dava-lhe uma trancada naquele cu!! Até ficava com andar novo! Heheheheh!!! Ai, Maria! Até te salta o avental hoje! É hoje!!!! Pronto. Já dei o meu contributo para a manutenção do sexo na blogolândia. Ninguém me pode acusar de não tentar. Talvez agora me publiquem o blog e eu ganhe uns trocos…

22.3.07

"Aquele Abraço"

O que eu não faço para agradar aos meus leitores! Bolas. Atão, por sugestão sugerida pelo Puku, vou dissertar sobre o célebre “aquele abraço”. Pois. Digamos que a criatividade e imaginação dos meus leitores também não anda lá muito aguçada… enfim. Então, aqui vai. Também não percebo exactamente qual é “aquele abraço”, mas prontes. Tenho um antigo colega da faculdade que assina sempre tudo com “beijinhos e abraços em self service”. Acho muito mais piada a isto. Ela manda os beijos e abraços, mas cada um fica com os que quer. Tipo buffet. “Aquele abraço”. Hmmm… Quer dizer… eu sei quem eu gostava de abraçar “daquela” forma… também sei quem eu gostava que me abraçasse “daquela” forma… Eu sei que gosto “deste” abraço e que não gosto “do outro” abraço… ou que prefiro “o tal” abraço a “outros” abraços. Mas bolas… “aquele abraço”? Qual será? Vamos lá tipificar os abraços (ou tentar). Nota: Rigor científico=Zero. Abraço 1: Tronco afastado, braços esticados, palmadinhas “soft”, cabeça inclinada, gargalhada alta, afastamento rápido. É o que os homens dão uns aos outros quando um aperto de mão não chega e um beijo na boca é demais. Abraço 2: Tronco encostado, braços encaixados firmemente no mesmo, orelha com orelha, aperto forte, seguido de braço esticado e atirar de cabeça para trás. É o que os homens dão uns aos outros quando o Benfica ganha. Se o atirar de cabeça para trás for seguido de choro compulsivo, é para usar quando o Benfica perde. Abraço 3: Troncos lado a lado, um braço por cima dos ombros/à volta da cintura, mão a dar leves palmadinhas na cara/barriga do outro, sorriso grande. É o que os homens dão uns aos outros quando já não se vêem há muito tempo ou o que as mulheres dão aos homens para lhes dizer que estão a ficar gordos/rechonchudos/texugos. Abraço 4: Tronco encostado, o resto encostado, braços à volta do pescoço/cintura/ombros, orelha com orelha, fechar de olhos, tropeçar de pés. É o que os homens dão uns aos outros quando querem impedir que o outro vá dar na tromba a alguém ou então o que é dado entre casais (de diferentes/iguais sexos) e é basicamente uma espécie de demonstração de posse (anda cá que és meu/minha). No primeiro caso, é basicamente uma demonstração de força (anda cá que não vais tu ser o primeiro a arrebentar a tromba aquele asno. Vou ser eu!) Abraço 5: Troncos encostados, ligeiramente inclinados para lados opostos, o resto encostado, um braço no pescoço, outro por baixo do braço, orelha com orelha, fechar de olhos, pés firmes. É o que é dado entre homens quando um está prestes a cair de bêbado e precisa ser bem agarrado ou então o que é dado entre casais por ser aquele que consegue maior superfície de contacto (anda cá que és todo meu/toda minha). Existem muitos mais. Mas já me doem os braços… fica para uma próxima. Agora, “aquele” abraço? Bolas… não sei mesmo. Ps. Façam uma pesquisa de imagens de “hugs” no google. Pelos vistos os abraços também nos fazem sorrir…