imagem: google Sabem que mais?
Em relação ao tema da Igualdade entre Homens e Mulheres, fiquem com a mensagem da imagem acima (quem quiser, claro… quem não quiser que esteja à vontade).
I’m going home…
E não vou tomar uma posição tão extrema como aquele casal na Suécia que escondeu o sexo do filho/filha de os amigos (apenas familiares e amigos mais próximos sabiam…) para que a criança não crescesse tendo por referência estereótipos de género e afins. Também não é preciso tanto (para mim, não).
Defendo que as diferenças devem ser celebradas de modo a que possam ser aceites e dignificadas, não utilizadas como armas de discriminação negativa, deitando abaixo quem calhar ficar na parte mais difícil da coisa. É preciso discriminar positivamente de modo a ganharmos algum tipo de equilíbrio nas coisas.
Acredito que Homens e Mulheres têm de ter igual acesso a tudo quanto seja direito consagrado pura e simplesmente por todos nascermos seres humanos e sei perfeitamente que por enquanto ainda existe muita discriminação para com as mulheres e para com os homens em relação a precisamente este acesso a direitos. Ao nível das obrigações, cada um aceita as que achar que deve e não refila. Temos pena.
Acredito que as mulheres, no geral, têm feito uma bela merda de trabalho em relação a este assunto, assumindo que para haver igualdade, têm de ser iguais aos homens. Não é verdade.
Os homens também têm culpa neste campo. Elogiam mais as mulheres que têm atitudes tipicamente “masculinas”, descrevendo-as como sendo mais fortes e inteligentes do que o restante mulherio. Alimentam a coisa…
Acredito que os homens, no meio desta merda toda, também têm sofrido com estas coisas, deixando de saber muito bem em que lugar se devem colocar.
As mulheres tanto querem a besta abrutalhada que as encosta à parede e lhes mostra exactamente o que querem como a alma sensível que chora durante os filmes românticos.
Os homens andam todos baralhados, sendo que as mulheres independentes lhes atrofiam a cabeça porque ficam a pensar que não se precisa deles e as que não o são deviam ser porque estamos no século XXI e a dependência e afins eram coisas do antigamente.
Aquilo que se “pedia” a um homem há uns anos atrás não é a mesma coisa que se pede hoje e nem sequer se deu tempo para se adaptarem. As mulheres, numa de evidenciar a masculinidade que reside em todas as boas fêmeas, agarraram-se a princípios machos e, numa clara missão de serem mais filhas da puta que o próximo, exacerbaram o masculino, espetaram-lhe com um par de saltos altos em cima e chamam-lhe “Sucesso” enquanto fazem questão de andar com decotes até ao umbigo, insultando a inteligência dos homens e restantes mulheres que acham que não é por aí.
Admitamos, de uma vez por todas, que ninguém sabe andar nesta merda e que as mulheres são as que mais têm a perder com toda a perdição em torno do “se eles podem, nós também podemos”.
Ainda que isto não deixe de ser verdade, enquanto as mulheres se continuarem a avaliar por padrões masculinos, tornando-os no ideal, nada vai mudar. Apenas se reforça.
As mulheres têm medo de ser mulheres de direito próprio e os homens até já têm medo de dizer que nos preferem ver de saias porque isso seria sexista, quanto mais serem tudo aquilo que acham que podem ser (para o bem e para o mal).
Deixemo-nos das merdas de discursos que vitimizam, que desculpabilizam, que retiram a responsabilidade de cima dos ombros de cada um.
A mudança destas coisas começa em cada um de nós, se assim o quisermos. Quem viver bem com o que tem, faça favor de ser feliz.
Mas não me lixem a cabeça com merdas sem jeito, com argumentos sem nexo e muito menos me venham para aqui dizer que me sinto inferior às outras mulheres porque me acho menos inteligente ou com menos beleza como modo de contrapor esta minha visão das coisas. Com as vossas inseguranças posso eu muito bem.
Lamento informar, mas é preciso um pouco mais que bom raciocínio e um belo par de mamas para me fazerem sentir inferior a seja quem for.
Cresçam e apareçam.
I’m going home.

