7.11.09

Dominar ou Calar? Dominar.

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Destinada a dominar. Parece que fazia parte do meu destino dominar… e não calar. O que começou por sucessivos calares, transformou-se num murmúrio… depois em conversas e terminou numa espécie de reclamação. Reclamação ouvida e devidamente registada, houve mais um calar para ver o que dali resultaria. O resultado, nada benéfico, só me deixou uma hipótese: dominar a coisa, resolvê-la (à minha maneira e o melhor que pude dadas as circunstâncias) e terminar, em definitivo, com a mesma. Ao que parece, estava destinada a dominar. Ainda bem. Nunca fui muito de calar, mesmo que sempre esperasse para ver. Bom fim-de-semana, minha gente. Bom fim-de-semana.

3.11.09

De chave na mão.

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Domina ou cala.
Não te percas, dando
Aquilo que não tens.
Que vale o César que serias?
Goza bastar-te o pouco que és.
Melhor te acolhe a vil choupana dada
Que o palácio devido.
Fernando Pessoa / Ricardo Reis É assim? Ou dominamos ou calamos? Sem meio-termo possível, tipo sesta a meio da tarde que remedeia noite mal dormida e permite que o resto do dia seja mais leve? Lutamos pelo inalcançável, sabendo-o assim, na esperança de colhermos gloriosos tesouros caso a sorte e fortuna estejam de feição, fazendo de conta que nada é impossível, que tudo se consegue, que o que é nosso a nós há-de vir? Ou escolhemos bem as nossas batalhas de modo a não desperdiçarmos tempo e energia de forma vã? Escolhemos o que é seguro e controlável ou seguimos em frente, sem medos, prontos a aceitar o que nos tiver reservado?
Pegamos o metafórico touro pelos cornos sabendo que volta à praça no final poderá ser em glória, em ombros ou que, pelo contrário, pode até nem se conseguir sair da mesma sem ajuda? Pegamo-lo na mesma, aceitando ambos os casos, entregando-nos nas mãos de um destino em tudo maior e muito mais valente que nós? Confiamos que ele existirá para nós e que ninguém se esqueceu de nós no momento de escrever os destinos de cada um? Confiamos no sistema, entregando-nos de corpo e alma à causa de não sermos mais nada se não a causa em si?
Ou olhamos o bichano, e com ligeiro piscar de olho e aceno de cabeça, dirigimos-lhe um pensamento que diz que há batalhas que não é preciso serem lutadas para sabermos que a derrota nos aguarda, de sorriso na boca e machado na mão? Em pensamento, dizemos-lhe que não vale a pena cansar nenhuma das partes evitando-se assim que ambas digam “já sabia que assim iria ser” em relação aos seus resultados?
Dominamos, mesmo que solitários, banhando-nos na paz e sossego que apenas as certezas nos podem dar? Ou vamos dando e dando e dando na esperança de que alguém retribua dádivas permitindo-nos depois receber, receber, receber? O altruísmo, meus senhores e senhoras, é mito. É engano do espírito humano. Não existe. Temos sempre algo a ganhar em sermos altruístas. Sempre.
Passamos os dias a olhar a tal choupana sabendo-a nossa, ou divagamos pelo palácio vazio e ainda por pagar na totalidade? Dominar é acto contínuo; requer esforço e trabalho. O contrário, não. E o contrário não significa ser-se dominado… Saudavelmente remediados e com avanços bem pensados e seguros, ou saltos de lebre sem nos preocupar o que esconde a moita?
Vou ou fico? Tenho ou perco? Sou ou deixo de ser? Corro ou paro? Falo ou calo? Durmo descansada sabendo tudo arrumado e no lugar ou sonho pesadelos com tudo o que poderia ter sido mas nunca chegará bem a ser, nem nunca foi? Olho e vejo ou olho e cego? Admito ou nego? Domino ou calo? Domino ou calo.

28.10.09

PEACE and LOVE!!!!

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Cá para mim, o mundo ando um cadito virado do avesso.
Ou então sou eu que cheguei àquela idade mística em que de repente o mundo começa a tomar outras cores, cores essas apenas visíveis agora que as minhas pupilas passaram a barreira das 3 décadas, ainda que por escassos meses!! Ando a aprender umas merdas giras sobre o mundo e sobre mim mesma!! Oh visão!!! Oh paz!!! Oh epifanias!!! Atão não é que eu agora me encontro completamente nas tintas para certas coisas que dantes me afligiam e transtornavam o cérebro? Parece que fiquei imune. A estupidez humana, sob a forma de homens e mulheres crescidas, já não me aflige! Quer dizer, aflige, mas não ao ponto de espumar pela boca, ranger os dentes e concentrar-me em respirar fundo! Agora, sento-me, escrevo e-mail de pegar fogo, carrego no “send” e espero os resultados! Ainda no outro dia fiz isso contra uma empresa que não executou um serviço e que me deve dinheiro há mais de um ano. Lá foi mail para a associação que representa o sector, para a federação que rege o sector, para os próprios e para todos os mails de empresas concorrentes que consegui encontrar! Foi uma espécie de “shit hitting the fan” em forma electrónica! Foi fantástico! Ahhh as maravilhas das novas tecnologias e das páginas amarelas online…! E eu nem me ralei! Depois também houve o caso do meu bólide. A marca sugeriu que eu fizesse reclamação para a oficina. Eu recusei com base no facto de ter sido essa mesma oficina quem me tinha lixado a vida… Vai daí e envio mail para a SIVA directamente e não é que no dia a seguir tinha os senhores da oficina a ligarem-me para eu ir lá receber o dinheiro do gasóleo que me gastaram sem justificação? É claro que disse que sim, que ia, mas no dia seguinte a esse, lá foi e-mail dirigido à marca, à SIVA e à oficina recusando o dinheiro, mandando-os à merda, chamando-os de incompetentes e, num tom simpático e ameno, a desejar-lhe continuação de bom trabalho! E ainda sorri e ri e congratulei-me pela qualidade da prosa! (tenho rasgos de génio). Há também a queda que mandei hoje no escritório! Ia eu muito bem na minha vidinha, prontinha para me meter com colega dirigindo-lhe uma qualquer boca meio foleira que já nem me lembro qual era, quando calcanhar esquerdo decide deslizar elegantemente pelo chão até bunda aterrar no chão, perna direita devidamente dobradinha para trás à lá Travolta. Parecia que estava eu no meio do Saturday Night Fever! Ria-me que nem uma tonta quando Boss aparece e me pergunta porque me estava a rir e o que estava eu a fazer no chão. Respondo que era porque achava piada a quedas, mesmo minhas, e que, neste caso, como não tinha aterrado de fronha no chão, estava bastante orgulhosa de mim! Ria e ria e ria! Colega que não tinha visto pergunta-me porque me estava a rir tanto e eu, no meio de gargalhadas e lágrimas, respondo que foi porque caí. Elogiou-me a atitude saudável e ficou a olhar com ar confuso, pasmado, e lá sorriu! Aí está o truque de impedirmos que se riam de nós quando mandamos grandes tralhos – é rir mais que os outros e pronto! Ahhh! E também há o caso do gajo que, no trânsito, estando eu ao telemóvel (com auricular) e de vidro aberto por estar a fumar, me chamou “fofinha”!!! Fofinha!!! Eu lá sabia que havia gajos que chamavam Fofinha às gajas! Fiquei totó de todo!! Ahhh como o mundo é lindo! É só aprender, aprender, aprender!!! E sorrir, sorrir, sorrir!!! Fantástico!!! (cabrões filhos da puta dos gajos lá de Évora que não me pagam o que devem quase que parecem os estúpidos de merda dos parvalhosos da seat e da oficina, ‘ós cornos!!! E ainda me dói a merda do pulso por ter levado a mão ao chão antes de regueifa lá ter chegado. Caredo merda pra isto porra, pá. Foda-se!!!)