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Este singelo tasco
Puro de intenções e coração,
Foi alvo de desafio
Ao qual eu não sei dizer não.
Querem versos à desgarrada
P’ra ver se me metem medo.
Eu digo “Butes, vamos lá a isso!”
Ponho-me de pé e levanto o dedo.
Peço a palavra,
E digo o que me for na alma
Penso no que responder,
Com toda a minha calma
Sr. Trovador,
Ó você que desafia,
Apronte lá os dedos,
Afie essa língua.
Não me causa receio,
Não tenho medo de si.
Ribatejana desafiada me acuso,
E respondo enquanto Me
Diga de sua justiça.
Serei meiga consigo...
Gosto terei em o calar,
Até lhe chamo um figo!
Vamos ver do que é feito,
Mostre-se se se atrever!
Eu aqui o espero,
Ansiosa por o ler.
Já sinto o calor a subir,
Já sinto o verso a sair.
Prevejo que vá ser bom,
Venha daí esse dom!

