9.12.08

Hoje é um dia especial

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Hoje é um dia especial. Os meus pais fazem 30 anos de casamento e a minha mãe faz anos. Casaram-se no dia de anos dela, há 30 anos atrás. Olhando à minha volta, sei que as únicas pessoas que conhecerei que terão oportunidade de celebrar 30 anos de casamento são as da geração deles... ou mais velhos (salvo as honrosas excepções, claro… o tempo o dirá). Vejo a relação deles com um misto de admiração, honra, orgulho, temor, respeito… um mescla de tudo. Admiração por saber que eles se aguentaram quando outros desistiram; honra e orgulho porque são meus pais, são pessoas de bem e merecem, enquanto indivíduos, celebrar estes 30 anos (e todos quanto venham ainda); temor porque sei que não é fácil e porque duvido que fosse capaz de tanto durante tanto tempo (ou talvez não) e respeito porque providenciaram-me a mim e à minha irmã uma base estável e segura com a qual sempre podemos contar quando tudo estava bem e quando tudo estava mal. Olho para eles e para o que nos “deram”, olho para as crianças “divorciadas” (modernas) de hoje e tenho pena. Dói-me o coração de pensar no que perdem, no que ganharam em troca. Tão pouco. Tanto as crianças como os adultos. Hoje é um dia especial. 30 anos são uma vida. Fica aqui o meu tributo aos meus Pais, àquela Mulher e àquele Homem que juntos me fizeram, me criaram, me educaram, me aturaram, me amam. Gostava de poder dizer que são um exemplo a seguir, mas não o vou fazer. Não são. São apenas exemplo para eles próprios. Que continuem a sê-lo, a serem felizes e a viverem a vida que livremente escolheram. Da minha parte, só tenho a agradecer. Hoje é um dia muito especial.

8.12.08

Até logo

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Quando era pequena, aí com uns 4 anos, comecei a chuchar no dedo. Lembro-me do exacto momento em que o comecei a fazer. A minha mãe tinha acabado de me tirar a minha chucha para dar à minha irmã (na altura com um aninho e pouco). Eu não gostei. Nessa noite, decidi que os fiéis substitutos seriam os meus polegares. E foram. Durante aí uns 9 anos, eu chuchava no dedo para adormecer. Era o meu sonífero. Depois de anos a ser gozada pela minha família, lá decidi que tinha de acabar com aquilo. Tinha aí uns 13 anos. Tentei tudo, mas não conseguia. Era um vício. Passei noites e noites a dormir mal, a combater a vontade de voltar ao mesmo e a ceder quando de tão cansada já não conseguia dormir. Depois, iluminada por uma ideia fantástica, comecei a usar meias nas mãos. Acordava a meio da noite a brigar com as meias. Acordava devido ao esforço que fazia para as tirar! Aumentei o grau de dificuldade… comecei a colocar elásticos nos pulsos, tornando quase impossível uma briga inconsciente em que a minha vontade ganhasse. Passei ainda mais noites mal dormidas, a acordar por me estar a esmurrar… a tentar meter o dedo na boca… Foram precisos uns bons meses até conseguir dormir como deve ser. Até conseguir adormecer sem problemas e até conseguir não ter vontade de voltar ao mesmo. Ainda recordo a sensação de conforto que associava àquele acto e às vezes tenho saudades. Não do acto, mas da capacidade de ser tão facilmente reconfortada. Lembro-me de ainda ter tentado, muito tempo depois, reproduzir o acto, mas não era a mesma coisa. Já não me sabia bem… já não tinha o mesmo gosto. Já não valia a pena ir por ali. Vício morto. Estava curada. Recentemente tive de dizer adeus a uma parte muito importante da minha vida. Nada que tivesse qualificado como sendo um vício, mas algo que eu já tinha na minha vida há algum tempo e que agora decidi não mais ter. Se quiserem, estou naquela fase de meter meias nas mãos e elásticos nos punhos. Argumentei e negociei comigo mesma. Cheguei a um montão de conclusões. Vacilei, mudei de ideias, vacilei mais, mudei de ideias ainda mais vezes e finalmente tomei uma decisão que, venha o que vier e der por onde der, só pode resultar na minha libertação definitiva do tal “vício”. Um pouco melodramático, huh? Pois… mas de que outra forma podemos nós dizer adeus a uma parte da nossa vida, a uma parte de nós, se não for assim? Se não for a toque de técnicas e ferramentas que literalmente nos impedem de continuar? Se não, nunca chega a ser um adeus, mas sim uma espécie de até logo… Acho que há por aí muita gente incapaz de dizer adeus ao que realmente precisa dizer adeus. Passam a vida numa espécie de “até logo”, deixando sempre uma porta entreaberta para o que for preciso. São os mal resolvidos e resolvidas da vida. Uma porta entreaberta deixa entrar frio. Faz corrente de ar. Deixa entrar ladrões, pó, bichos, lixo. E raramente se abre para o que esperávamos. Portas entreabertas não me servem. Estou farta de as ir espreitar. Nunca serviram. Nunca. Que se fechem as portas mal fechadas. Que se acabe com a corrente de ar. Que possa eu finalmente passar os meus dias descansada sem as ir espreitar de 5 em 5 minutos. Por causa de ter chuchado no dedo (e também por ter dado uma queda quando tinha nove anos e de ter literalmente partido a fronha toda…), tive de usar aparelho nos dentes durante uma data de anos. Tive de arrancar dentes e tudo, como se não tivesse bastado os que parti… Havia sempre qualquer coisa que me doía ou estava prestes a doer ou tinha acabado de doer. Não quero usar aparelhos nunca mais na vida. Nunca mais. Não quero estar prestes a doer, ter acabado de doer ou estar a doer ainda. Calcem-se as meias, apertem-se os elásticos, fechem-se as portas, tranquem-se as janelas. É a minha forma de dizer adeus a um pedacinho de mim que não mais consigo, posso ou quero possuir. Nem sei mais como o fazer sequer. Vou dormir. Até logo para vocês.

3.12.08

Oh Valha-me Caredo

Há pouco tempo, aderi ao Histats. É um “tracker” de visitas a sites que tem uma funcionalidade absolutamente excelente: regista as buscas feitas dizendo-nos quais as palavras utilizadas. Agora entendo o fascínio do Bagaço Amarelo (do Não Compreendo as Mulheres) em analisar e responder às fantásticas buscas que o pessoal faz na net. Por isso, aqui vai uma lista resumida das buscas que trouxeram o pessoal até aqui... - “Natal de antigamente”, “Como era o Natal de antigamente?” Ok. Tendo em conta a época e a crise, talvez o natal de antigamente ande mais na moda. Antigamente, recebia-se um chocolate no sapatinho e dava-se graça por se ter bacalhau no jantar… Hoje mete-se chocolate no bacalhau porque é “fusion” e os sapatinhos deixam-se à porta para não riscar o soalho… - “Saxo diesel meter andar mais?” Já tive um saxo… a única maneira de o meter a andar mais era nas descidas… Não sei se isto ajuda… - “Frases de merda”, “frase de bosta”, “Frases de merda”, “Merda qualquer”, “Letras e frases” Ahhh, Bingo! Vieram ao sítio certo. Tenho um sonho… que cada busca feito no Google com a palavra “merda” venha direitinha para aqui…I have a dream… - “Números da sorte para Capricórnio”, “Escorpião números da sorte”, “Números da sorte para gémeos 2009”, “Previsão astrológica de hoje”, “Previsão astrológica para hoje”, “Horóscopo do contra”, “Porque caranguejo e não carangueja”, “Horóscopo 2009 tudo o que vai acontecer”, “Números da sorte para leão”, “Porque dona caranguejo e não da carangueja?” À questão existencial sobre as caranguejas, acrescento: porquê Leão e não Leoa? Porque Balança e não Balanço?? Porquê Aquário e não Aquária??? Porquê Capricórnio e não Capricórnia?!!? Mas porquê Gémeos e não Gémeas?!?!?!?! Porque, vosso deus!?!?Porquê!?!?! - “Como se escreve tankiu” Tankiu - “Me possuiu por trás” E como é que te sentiste? Gostaste? Foi sem querer? Não? Preferes como? Isto é problema para ti? Já pensaste em falar com o teu parceiro/a sobre o assunto? Talvez hajam posições mais confortáveis… - “Mulhris” Homis - “Sons de gaja a te orgasmos” Ohhhh… uuuuu…. Siiiiiiimmmmmmm…. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii….. aaaaahhhhhh…… oh-oh-oh-oh-oh!!!!..... aaaaahhhhhhhhhhhh!!!!!!! Hmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!! Chiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!! Ahhhhhhhhh!!!! Gaaaagaaaaaahaaaaa!!!!!!!!!.... Iuuuuuuuuuuu!!!!!!! O-OH-OH-OH-OH-OOOOOHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não sei se isto serve… Funciona melhor se lido em voz alta por uma Mulhris
- "Gajas de perna aberta" A ter orgasmos ou não? De frente ou de trás? Só uma perna aberta ou as duas? Têm que ser mais específicos, porra. - "Como entrar no telemóvel de outra pessoa" Esperar que a pessoa o deixe em cima da mesa e pimba… de resto não sei. Quem souber, envie dicas por mail para podermos ajudar esta alminha. Tankiu - "Estou um pouco farta disto" A quem o dizes. Também eu, sabes? Ele é a chuva… o excesso de trabalho… a falta de tempo… Bolas. Também eu. ‘Tou contigo. - "Nesteveste" Esta deve de ter dado cabo do Google… - “Greve de 3 de Dezembro foi desconvocada?”, “A greve vai ser desconvocada?” Não. - “Mudar cor gasóleo agricula” Concordo. Há que modernizar a agricoltura… os agrociltures precisam de mudança… os tractoris também… Inicie-se já petição às gasoleoeiras para alteração da cor. Eu voto num laranja a atirar para o amarelo… Uma coisa mais leve que não pese tanto no ambiente… - “Humpf” Pffff! E agora para a busca mais bem pensada, redigida e absolutamente fantástica de todas: - “Quem imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo que os morangos não conhece nada de uvas” Aposto que os agrociltures conhecem…
Oh valha-me caredo.