21.8.12

Não se faz questão.

imagem: google


Enviei CV a candidatar-me a um trabalho. A empresa é Alemã. O trabalho era no Porto.
Obtive esta resposta:
First of all, we would like to thank you for your interest in our company and your application.
After careful examination of your application, we regret to inform you that we cannot take your application into further consideration. Please notice that we receive a great many great applications and therefore decisions are often based on minor differences. Please be assured therefore, that we do not question your qualifications or you as a person.

Thank you again for your application and we wish you all the best in your future career. …”


“… we do not question your qualifications or you as a person.
Primeiro que tudo, responderam (mesmo sendo resposta igual para todos, tinha lá o meu nome e deram-se ao trabalho de enviar uma resposta. Para quem já não espera resposta sequer…) e depois, como se isso não bastasse, ainda me asseguram que não colocam em questão as minhas qualificações e que também não me colocam em questão enquanto pessoa.
Pe-ssoa. Pessoa. Pe-ssô-a. Pessoa. Pessoa.
Após tanto tempo, após tantos nãos, após tanta falta de resposta, após tantas oportunidades perdidas, após tantos currículos enviados para o que parece ser um enorme vazio, dizerem isto quase que nos atira para um pranto sem fim. Esquecemo-nos que somos, de facto, Pessoas. Eu e centenas de milhares de outras Pessoas, não vivemos como tal. Somos números, e-mails. Somos cartas de apresentação em que esmiframos as qualificações e a experiência na esperança de que outra Pessoa nos veja no meio das linhas de texto e datas e médias e afins. Somos tudo e mais alguma coisa menos Pessoas. Como não trabalhamos, parece que perdemos o direito a tal “rótulo”. Passamos a ser um número de senha num qualquer centro de emprego, uma password para login num qualquer site de emprego… Passamos a ser um perfil, qual versão 3D e mal amanhada do LinkedIn.
Pessoa.
Deram-se ao trabalho de me tratar como tal e eu estranhei.
E isso, para mim, é possivelmente a pior coisa que me podiam ter feito numa altura em que as Pessoas, as verdadeiras Pessoas, estão de férias dos trabalhos que ainda têm, refilam das chefias que ainda aturam, e contam os tostões que ainda vão recebendo. As verdadeiras Pessoas tiram fotos na praia, fazem contagens decrescentes dos dias que faltam para as férias, chateiam-se por causa de subsídios a menos e trabalho a mais, por causa do preço da alface, dos combustíveis, dos bifes e dos preços dos restaurantes. Essas sim, as Pessoas, têm uma vida preenchida e cheia de temas de conversa quando vão tomar café com as Pessoas delas.
Eu, que passo a maior parte do meu tempo a tentar encontrar razões para não ficar em casa durante todo o dia a dar formas novas às almofadas do sofá, sinto-me roubada de algo que há muito, pelos vistos, perdi, mas não o sabia.
Foi a pior coisa que me podiam ter feito.
Preferia continuar na ilusão de ser apenas mais um CV, mais um aglomerado de anos de estudo e de trabalho, uma carreira cortada ao meio, uma vida em stand-by até aparecer algo que me empurre de novo em direcção a ela. Preferia continuar a pensar que nem resposta mereço, que nem sequer abrem o meu currículo, que nem sequer reparam no que passei a vida a fazer até de repente, ter ficado sem o que fazer.
Preferia continuar no doce esquecimento de que, em tempos, também fui Pessoa daquelas a sério, que têm recibo de vencimento para o provar junto do banco e tudo, que têm as chatices do trânsito, das horas de almoço e das idas à rua para fumar um cigarrinho.
Foi a pior coisa que me podiam ter feito.
É que agora não me posso esquecer mais disto e isso vai fazer com que não permita que outras Pessoas o esqueçam e isso só lhes vai complicar a vida.
Pessoa. Sou uma Pessoa. E esta, hein?

3.8.12

Pesquisinhas Deprimentes – A Rubrica Interminável.

imagem: google
(El Rei Dom Afonso Henriques a comunicar com as tropas da linha da frente da famosa batalha de Alverca) 


Vamos lá então rever o que se tem passado nos bastidores ao longo dos últimos meses…

Secção: Oráculo Google – Tudo adivinha, tudo sabe e tudo diz.
bom dia coiti mamae esta falando contigo onde estas
Bom dia! ‘Tá ali na casa de banho. É só um cadito que já vem!

melhor opção de depilação má circulação
A melhor opção? Uma mini-rebarbadora que acabe com os pelos enquanto massaja a pele e ajuda a activar a circulação. Experimenta e vais ver que nunca te sentiste tão bem.

filmes porno de toda a especie, animal, homem, mulher, etc.
Só te faltou “vegetal”… preguiçoso.

posições amorosas com imagens
É óbvio que o google te mandou para aqui… “Posições amorosas” equivale exactamente a outra merda qualquer que poderias ter escrito mas não escreveste porque estavas com vergonha de pesquisar “rabo empinado com ursinho peluche a espreitar por entre as bordas do cu”. Óbvio.

em que país os homens se cumprimentam com um beijo na boca
Mais uma faena inteligente do google. O que tu querias era ver homens a pinar. Vieste aqui parar. Bem feita.

Fotos de homens que se vestem de preto e lindos
Fosse o google da minha terra e receberias fotos de touros bravos todos assanhados e com olhar sedutor para o toureiro…

gajos bons sem boxers
Sem boxers? Já não os queres vestidos de preto? Hmmm… E se usarem tangas ou trusses?

gajos bons com a pila a mostra
Ahhhh! Muito melhor! Assim chegas lá! Qual vestidos de preto ou sem boxers! Mai’nada!

quando vai haver touradas?
Todos os santos dias, pelos vistos. Todos os dias. Mas se quiseres ver uma corrida de touros, vai ao Campo Pequeno e pergunta quando chegam os touros e os cavalinhos para brincarem à apanhada e jogarem bowling com os forcados. Vais gostar.
  
Secção – O que é isto dos Jogos Olímpicos?
tipos de medalhas
Existem vários tipos de medalha, de vários tamanhos e correspondentes a diferentes tipo de mérito em actividades que tal coisa mereça: há as de comida, orgulhosamente trazidas ao peito ou no colo por gente que se baba e tem pouca capacidade de reter sólidos e líquidos e há as de merda, trazidas mais discretamente na dita cueca ou boxer, por gente com iguais incapacidades. As outras? Mariquices.
  
Secção – Desconheço o meu próprio valor.
borbotos na pila desde criança
Esquece isso. Tantos dildos com relevos e afins. Já os tens incorporados? Vantagem competitiva. Usa-a.
  
Secção – Os animais são nossos amigos
coelho e urso a cagar no monte
Isso não é uma anedota? Aquela em que o urso vai cagar e depois medalha o coelhinho?

vale a pena viver mesmo que seja enterrado em merda até ao pescoço
Isso não foi o que disse o coelho quando percebeu que o urso não o iria comer?
  
Secção – OMQ Poliglota
мультяшный бык
Ai querias imagem de touro em cartoon? E és da Rússia? Оле, дерьмо!
(tentei traduzir “caralho” para russo e o resultado foi “para foder”. Google rules, ебать!)

"vas mal a la tête?"
Non, je ne vas mal à la tête. E toi? Tu vas mal a la tête? Tomê une comprimidô quice passá.
  
Secção – Tirei Urbanismo mas, na verdade, sou é tarado
placas sinaleticas foto eróticas
Isso é que é uma grande ideia! Imagina como seriam as nossas ruas se as placas tivessem fotos eróticas a indicar caminhos e proibições de circular e afins! Ui!
  
Secção – História de Portugal para Totós
ditado "queres ver um morcao da lhe wireless para a mao”
Ditado muito antigo criado pelo Rei Dom Afonso Henriques (século XII) como medida de segurança contra-terrorista para os jogos do Benfica-Porto no Estádio da Luz. Consta que mandou fazer milhares de modems e routers wireless e que os montou, tipo barricada, ali para os lados de Alverca. Ao ligar os aparelhos todos ao mesmo tempo, criava-se uma barreira invisível mas passível de ser sentida pelos infiéis devido a estrutura genética mais frágil. Assim, cada viajante levava com antena apontada para a zona das virilhas e quem se queixasse de dor era de imediato recambiado para os calabouços da Bobadela. Quem sorrisse e gostasse da sensação, mostrando evidentes evidências físicas em como captava o sinal wireless seria Alfacinha, podendo assim seguir viagem para assistir aos jogos.
Por motivos relacionados com uma terrível baixa da natalidade nas épocas 1135/36, 1136/37 e 1137/38 (em que o Benfica se sagrou Campeão Nacional com mais de cem pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Ouriquense, cansado e com muitas baixas na equipa devido às batalhas contra os Mouros no baixo Alentejo), El Rei decidiu alterar o procedimento e em vez de apontar as antenas para as virilhas (o que, aliás, a Declaração Universal dos Direitos Humanos veio a proibir a partir de 1139), passou a apontá-las para as mãos de quem quisesse entrar na área Metropolitana de Lisboa.
Foi assim que nasceram El Portagens d’Alverca e as estações de serviço de trinta em trinta quilómetros como tentativa de ir aguentando os infiéis o mais a norte possível (os aparelhos tinham um alcance muito maior naquela altura).
E assim se criou o belo ditado, ainda hoje em uso - queres ver um morcao da lhe wireless para a mao.
  
Secção - Interlúdio
mas há mais
Oh se há! Muito mais! Mas eu tenho de escolher as melhores porque as pesquisas com cavalos e póneis e galinhas e afins já começam a cansar (e não no bom sentido…).
  
Secção – A revista Maria não me respondeu.
trava caralho
Coisas que travem caralhos? Hmmm… há os pontapés… os murros… os aparelhos wireless…

clitoris esquisitos
Esquisitos como? Em vez de estarem atrás da orelha, estarem na testa? No sovaco? Terem borbotos? Tens de explicar melhor. Manda foto.

bate punheta todo dia cresce a pila
Sim, sim. Perfeitamente. É isso e a cena de as mulheres terem o clítoris na garganta… esquisito, né?

como lidar com um pessoa intolerante obtusa teimosa
E POR QUE CARGA DE ÁGUA VEIO ISTO PARAR AQUI?!?! Teimosa?! Intolerante?!?! Obtusa?!?! Euuuuu?! Vai-ta fuck! Vou-te sacar o ip e proibir-te de aqui vires!
  
Secção – Ainda vou a tempo?
Beija-me a boca, passa a língua no pescoço
O Concurso Quero um Engate só para Me já acabou. Temos pena. Viesses mais cedo.

Secção – Fui a uma oficina e vi uma coisa muita fixe
Calendário semanal latex
Esticadinho e dava para teres calendário anual…

Secção - Final
me-do! muito medo
Podes crer. Me-smo!


E assim vai o mundo. Оле!

23.7.12

Merdas que me chateiam



imagem: google 


Fotos de gajas com poses à lá estrela de soft porn e escancaradas pela net fora como se de anúncios a serviços se tratassem (depois admiram-se de assim serem tratadas...).
Fazer um esforço para responder a anúncios de trabalho de forma individualizada mesmo sabendo que do outro lado, ninguém vai ter o mesmo respeito ou sequer responder-me. 
Esquecer-me de comprar leite.
Gajas que se armam aos cucos em nome de uma qualquer lealdade mal colocada e fundamentada, há muito ultrapassada só porque querem fazer bonito junto de terceiros. 
Que finjam que não percebem que eu percebi.
Ter que fingir que não percebi dando assim mais uma hipótese à pessoa de pensar bem antes de falar novamente (tenho um lado permissivo... e compreensivo... às vezes...).
Pacotes de coisas que não podem apanhar ar (batatas fritas, cereais, etc.) mal fechados.
Gente que se queixa de estar numa situação muito má mas que nada faz para sair dela (ao menos que parem de se queixar, foda-se).
Aquelas cenas de amizade e o diabo a sete que as gajas enviam umas às outras pelo facebook, com corações e imagens de gatinhos e cães a rebolar nas ondas e com juras de eterno amor e amizade das mais puras até serem velhinhas e cheias de rugas e incapazes de reter a própria urina.
Ficar sem o meu café tipo solúvel e ter que comprar ou usar outro para meter no leite do pequeno-almoço (que, por vezes, me esqueço de comprar). Drama do caraças. 
Instigadores do Complexo Zé Maria (Oh! Vamo-nos todos armar em beneméritos condescendentes e paternalistas estendendo a mão da pena a quem se saiu menos bem de uma qualquer situação porque assim mostramos o tipo de ser humano que somos – nada menos que excelente – e apaziguamos a consciência pesada que nos resta por sabermos que tudo quanto fazemos é, de facto, em nome de uma qualquer pena e não em nome de verdadeira amizade ou seja lá o que for! Butes!).
Receber contas.
Pagar contas.
Gente que usa e abusa da boa vontade dos outros para não se sentirem na merda.
Gente que não percebe que está a ser usada para que os outros não se sintam na merda.
Quem não sabe bem usar o verbo “haver”, atirando com “à três horas atraz (outra!)” para traz (mais uma vez!) e para a frente como se não ouvesse (!) amanhã.
Peixe e carne mal passados.
Decisões tomadas pensando nos outros e não em nós.
A merda do teclado do telemóvel que de vez em quando "força shutdown".
Divagações existenciais fundadas em demasiadas leituras de romances do Paulo Coelho ou Nicholas Sparks ou Margarida Rebelo Pinto ou, pior ainda, livros de auto-ajuda (Medo. Muito medo).
O esquentador demorar tanto tempo a “produzir” água quente.
Quem não se manca.
Quem não ajuda, podendo, a que os outros se manquem.
Comida salgada.
Gente incapaz de dizer asneiras. 
Sorrisos forçados, risadas arrancadas a ferros e perguntas parvas só porque não se sabe ficar em silêncio. 
Ser, por vezes, uma besta intolerante e demasiado exigente, picuinhas, até, com as merdas que me chateiam. 
E pronto. 

10.7.12

Prémio para 1º Lugar - Quero um Engate só para Me

imagem: google 
Para o vencedor do "Quero um engate só para Me", um engate resposta, qual despique.
Emanuel, parabéns. 


Sendo agradável à vista e suave nos restantes sentidos, aproximar-me-ia de ti, devagarinho, como quem não quer a coisa, mas querendo-a, ansiando-a até, mas nunca revelando-te tal facto.
Aproximar-me-ia, devagarinho, tentando, de alguma forma, captar um pouco do ar que te tenha passado por cima, por entre a roupa, junto ao peito, pescoço… fosse de onde fosse, para poder respirar e inspirar-te, saber-te pelo cheiro, pela reacção provocada em mim. Depois, devidamente inspirado, respirado, tomaria em atenção outros pormenores. As mãos… Conseguiria imaginá-las a percorrerem-me o corpo? A agarrarem-me? A puxarem-me contra o teu peito? Seria capaz? Calma… Sim, conseguiria. Calma…
Os teus olhos receberiam especial atenção logo de seguida. Inquisitivos ou nervosos? Atentos ou dispersos? Suaves e gentis ou duros e perscrutadores? Iriam perceber que te olhava de forma tão intensa ou nem dariam pela minha presença ali tão perto?
A boca. Carnuda e voluptuosa ou de lábios finos e envergonhados? Conseguiria imaginá-los a dizerem o meu nome? A chamarem-me? A aproximarem-se para… Calma. Calma. Conseguiria. Sem calma.
Não diria uma única palavra. Ficaria ali, pacientemente paciente, à espera que desses por mim, que me olhasses e entendesses que, se ali estava, era porque já tinha visto tudo o que precisava ver para poder passar a começar a saber o resto, o que interessa saber.
E darias por mim. Olharias. Muito. E irias querer falar mas não te deixaria. Irias querer estragar o momento perguntando-me o meu nome ou cumprimentando-me. Não. Shhhh… Levaria a mão até à tua boca, tapando-a suavemente enquanto te sorria com o olhar. Tocar-te-ia nos lábios, sentindo neles as certezas que os olhos já me tinham garantido.
E ali ficaríamos durante longos minutos, apenas olhando e tentando decifrar cada inflexão do olhar, cada movimento, cada respirar mais fundo, cada semicerrar dos olhos.
Depois de nos entendermos neste silêncio em que tudo é dito e deixado por dizer, aproximava-me de ti, encostando-me, enterrando a cara no teu pescoço, respirando-te de perto, lutando contra a vontade de abrir a boca junto da tua pele para te saborear. Resistindo com todo o meu ser para não te provar logo ali, sem mais nem menos.
E tu, percebendo e sentindo o mesmo, porias uma mão na minha anca e puxar-me-ias para junto de ti, obrigando-me a respirar-te ainda mais fundo. Não falarias. Nem eu falaria.
Não iria haver necessidade disso.
Viravas-me ao contrário, aninhando-me de costas em ti e levar-me-ias dali, guiando os meus passos com os teus. Encostarias a tua boca ao meu pescoço, respirando fundo para que te sentisse ali ainda mais junto de mim, quente e tão próximo que nos diria um corpo só. Entrelaçaria a minha mão na tua, entregue a ti, e iria contigo fosse para onde fosse, disposta a descobrir o resto de ti e disposta a deixar-te descobrir o resto de mim. Mas não haveria dúvidas.
E nem uma palavra seria partilhada entre nós. Não haveria necessidade disso.
Ali não.
O resto depois logo se via. Sem pressas e sem medos, o resto depois logo se via. 

6.7.12

Amanhã.

imagem: google 


Hoje é dia de despedidas.
Amanhã é dia de apresentações.
Amanhã começa tudo outra vez.
Hoje, festeja-se o que houve e foi.
Amanhã, o que será e haverá.
Amanhã. Amanhã tudo é novo.
Venha. 

3.7.12

Destranca-te e dir-te-ei quem sou…

imagem: google


Há uns tempos atrás, recebi visita de amiga. Ela estava triste, em baixo, com enorme maralhal de coisas más e ruins a encherem-lhe a mente e peito (apertadinho, apertadinho). Mal a podia olhar (quanto mais tocar) que começava logo a ficar de olhos cheios de lágrimas.
Eu, adepta do “tough love” e porque prefiro evitar cenas de choro quando um bom grito pode resolver a questão de forma muito mais eficaz (muito mais libertador se realmente tivermos o cuidado de gritar tudo o que nos vai na alma como deve ser e de uma só vez, tipo golfada de ar quando se passa demasiado tempo por baixo de água, só que ao contrário, para fora), empreguei o meu melhor tom sarcástico e transformei a coisa numa competição para ver quem teria, afinal, a “pior” vida. Ela dizia uma coisa, eu atirava-lhe com duas. Ela mandava outra e eu nem a deixava acabar. Lembro-me de ter usado a palavra “falhada” muitas vezes. Lembro-me de certas coisas me terem doído. Lembro-me de ela se resignar, desistir da batalha, sorrir meio derrotada e ir dali com nova luz. Não foi curada, mas agradeceu-me a dose de bom senso que a obriguei a engolir. Não sejas totó, respondi-lhe.
E eu, a que ganhou a batalha por tecnicalidades, voltei para dentro de casa e fechei a porta do sítio onde guardo certas ideias que só solto quando sei que podem servir para alguém se sentir melhor. Ignoro-as até onde e sempre que me é possível, mas só o facto de ter que andar sempre com a chave por perto…
Tudo isto para dizer que, de vez em quando, temos de nos mostrar para que os outros se vejam melhor.
Mais ou menos isso. 

5.6.12

Quero um engate só para Me!

imagem: google


Há uma coisa que me tem deixado bastante perplexa e até magoada (sim… tenho sentimentos, porra) ao longo dos anos em que o OMQ está aberto para negócio.
Nunca, mas NUNCA, fui alvo de tentativa de engate (pasmemo-nos!!!)
Tendo por base que devo ser a única gaja com blog que não se queixa dos comentários e mails que recebe de gente mais arisca em termos de tentativas deste género, exijo que esta injustiça seja reposta!
Assim sendo, e para que isto seja feito como deve ser e de forma organizada, informo que estou disponível para receber tais tentativas de engate através dos meios considerados mais adequados pelos melhores e piores engatatões deste mundo, sendo que tais tentativas podem começar… AGORA!
Quanto a prémios… Há o título de Master Engatatão e o prazer de me verem (possivelmente) a usar palavras como “fofinho” e “querido” só para vos motivar um cadito mais para a coisa (ladies, sabemos bem como eles de vez em quando precisam de certos incentivos, né?). Caso haja quem realmente se destaque (pela positiva!), receberá honras de postagem com declaração de eterno e profundo amor escrita aqui pela Je após noitada (MINHA E A SÓS!!) de minis e tremoços no tasco mais perto de casa. 
SIGA!!! Fico ansiosamente à espera! 

28.5.12

Reposição... "Senti"... e ainda faz sentir...


imagem: google

E dos recantos mais profundos da memória, encontrei pérola há muito publicada em blog alheio mas nunca aqui no OMQ. Enorme falha.
Já não faço posts como antigamente…

Senti.

Pediu-me para não me mexer. Para mal respirar se conseguisse. 
Pediu-me para não fazer nada. E eu não fiz.
Encostou-me à parede. Virou-me de costas. Levantou-me os braços. Afastou-me as pernas. Fechei os olhos. Baixei a cabeça.
Senti a respiração dele na nuca. Abri os olhos e vi o tecto das escadas do prédio. Estava escuro. Assustei-me com um barulho no rés-do-chão. Mexi-me. Agarrou-me a cintura e encostou-me de novo à parede. Disse-me que ali ninguém passava. Era o último andar. Ninguém ia passar ali. Encostei a cara à parede. Estava fria.
Senti-lhe a língua na parte de trás do pescoço. Leve e molhada. Forte. Senti-lhe as mãos nas pernas. Senti a parede por baixo das minhas.
Senti-o encostar-se a mim. Senti o meu peito contra a parede. Senti as mãos passarem para o interior das pernas. Passarem pelas virilhas e pararem no meu ventre. Abri os olhos.
Senti-o abrir o fecho das calças. Senti a minhas unhas cravarem-se na parede. Tinta a saltar.
Senti um beijo no pescoço. Senti uma mão a subir pelo corpo acima. Senti a outra a afastar-me a roupa interior dentro das calças. Levantei a cabeça e encostei o queixo à parede. Fechei os olhos. Disse-me para não falar. Como é que ele sabia? Deixei cair os braços. Disse-me para não me mexer. Voltou a colocá-los por cima da minha cabeça. Senti-o morder-me o pescoço. Senti uma mão a rasgar-me a roupa interior dentro das calças. Outra a fazer subir a roupa interior dentro da camisola. Senti-o a morder-me com mais força. Não fales, disse-me novamente. Mas como é que ele sabia?
Senti-o puxar-me a roupa do corpo para cima até ao pescoço. Senti parede fria contra mim. Senti uma mão a procurar-me. Senti dedos. Senti os mamilos a serem apertados. Senti dedos. Dentro de mim. Senti uma onda de prazer tão dolorosamente forte. Disse-me para não gemer. Disse-me para não me mexer. Disse-me para mal respirar se conseguisse. Dedos. Sentia dedos. Senti o peito apertado contra a parede. Senti o corpo quente contra a parede fria. Dedos hábeis. Conhecedores. Pescoço mordido. Beijado. Respiração quente. Parede fria. Senti as calças a caírem. Não gemas, repetiu. Senti as mãos dele nas costas. No peito. Senti os dedos de volta dos mamilos. Mãos a descer. Devagarinho. Senti a boca dele nas costas. Senti-a novamente ao fundo das costas. Mãos nas pernas. Afastou-mas mais. Puxou-me para ele. Senti-lhe a língua. Procurava-me. Encontrou-me. Senti o quente da língua dele dentro de mim. Senti mãos a afastarem-me as nádegas. Senti-lhe a língua a perder-se mais dentro de mim. Parede fria. Peito esmagado. Língua quente. Dedos. Os dedos de volta. Dedos. Língua. Não gemas, não gemas, ordenou. Fechei os olhos com força. Não te mexas, pediu. Parede fria. Dedos. Língua. Abri a boca. Abri os olhos. Olhei o tecto. Escuro. Dedos. Língua. Fechei os olhos. Parede fria. Dedos. Língua. Tudo escuro. Língua. Dedos. Dedos. Língua.
Abri a boca. Não fales, ouvi-o dizer. Gemi. Gemi. Gemi.
Senti tudo parar. Senti-o meter-me a roupa no sítio. Não me mexi.
Senti-o beijar-me o pescoço. Passar os dedos pela minha boca. Senti o meu sabor. Não me mexi. Não me mexi. Senti-o afastar-se. Senti-me de novo.
Vamos embora, ouvi-o sussurrar.
Não falei. 
Virou-me para ele. Senti-lhe os dedos na boca novamente. Dedos. Língua. O meu sabor nele. Em mim.
Senti-o pegar-me na mão. Senti-o puxar-me.
Fomos.
Estava escuro. 
Ninguém passou ali.

(30 Janeiro, 2009)

22.5.12

We want it all. And we want it now.

imagem: google


A graciosa calma, paciência e respeito que dantes marcavam as interacções sociais foram todas para o caralho. Literalmente.
Como caralho direito não tem respeito, estamos todos fodidos. Bem ou mal, mas fodidos.
E isto é tudo muito bem para quem gosta do lado “fast food” da vida, mas, para quem não gosta, os coices que se vão dando vão custando cada vez mais, a falta de surpresa vai-se tornando cada vez mais deprimente e a falta de chá para certas coisas, cada vez mais acentuada.
No meio disto tudo, e ao que parece, as minhas razões de queixa, por assim dizer, estão, aos poucos, a deixar de ter fundamento… É que enquanto possa haver quem tenha razões de queixa após a consumação de certas refeições rápidas por as mesmas, no minuto seguinte, revelarem exactamente qual a fome que podem saciar, eu, pobre de mim, nem isso!
Foi este o aviso que recebi, ainda que de forma mais meiga, por parte de quem comigo se preocupa e me vê com tanta falta de esperança no futuro (geral) que me aguarda. Talvez eu seja demasiado exigente, acrescentaram.
E eu agradeço… muito. Estou a ficar para trás nesta grande guerra pelas pilas do mundo. Há quem ande alegremente de barriga cheia e pareça viver bem com tais ementas. Eu, esquelética e franzina (mas com belas e esbeltas pernas devido aos coices), fujo como o diabo da cruz a qualquer tentativa que me possa levar a quebrar a dieta. Não porque não goste, não. Apenas porque a dick is not a dick is not a dick
Já o disse muitas e variadas vezes, mas acho que nunca me consegui explicar como deve ser: recuso-me a faltar ao respeito a um homem, a uma pessoa (sim, os homens também são pessoas...), reconhecendo-lhe apenas a função de cobridor ou exercício anti-stress. Não os consigo ver apenas como donos de pilas prontas a entrar em acção. Mesmo quando é apenas isso que mostram ser, não é isso que vejo. O que vejo, por vezes, é alguém tão mal orientado e perdido no meio das coisas que quer e não pode ter ou não quer e pode ter que a saída mais fácil é essa e apenas essa. Não obriga a pensar. É a opção segura e preguiçosa. É o que se faz quando mais não se sabe (ou quer) fazer. Basicamente, vejo-os como vejo as mulheres que tentam, com circenses aberturas de pernas, aniquilar a solidão ou sentimento de inferioridade (por exemplo) que as assola. Pila não resolve tudo – seja para quem for. E muito menos sacia corações.
Tenho pena que o respeito seja algo cada vez mais em desuso. Especialmente para com nós próprios. E se não gosto que me façam a mim, caralhos me fodam se faço isso a mais alguém. 
Estamos todos fodidos.

15.5.12

Mas quem me mandou armar-me em simpática??? (continuação de post anterior)

Oh vosso Deus!
Medo! Muito medo!
Respondi eu feita parva ao comentário que me foi deixado lá do outro lado:
Agradeço o comentário. Obrigada por ter tirado do seu tempo. 
Felicidades.

Li agora a seguinte resposta:
nada kota .., ., stamos sempre aki pra falar e apreender smpre maz de vida de koiza desta .. n t probl maior k n se rezolva memo ., atenkao no kaso d sopro k perigozo de verdad ,m,, .. forsa maior pra te kota 
ta td kol k ma
Sopro?! Sopra mazé o... vento por entre as folhas das couves, oh! 
Kota? Kota, o caralho mais velho! Foda-se! Isso não!
MAU!!! 
Há limites, né? É.

Caladinha é que eu estou bem.


imagem: google

Há dias em que eu devia ficar calada. Mas mesmo calada. E quieta. Sossegada. Sossiquieta, portanto.
Mas, não. Destravada da língua como sou, meti-me onde não devia.
A este POST do Daniel Oliveira (cujo sarcasmo e “agressividade” adoro-adoro-adoro), respondi com manifesto que, de certeza, vos é familiar.
E obtive resposta.
Houve quem tenha tirado do seu tempo para me responder. E eu agradeci. E desejei felicidades.
E mais não sei dizer sobre o assunto.
Partilho convosco porque, sinceramente, acredito que não devo sofrer este momento sozinha. Tenho medo.
Disse eu ao Universo em comentário ao post referido:

Tenho trinta e dois anos, sou solteira, não tenho filhos, vivo em casa própria há 3 anos. Estou desempregada há 2 anos e 2 meses. O subsídio há muito que se foi. 
Fui das primeiras vítimas da “crise”. Sou demasiado profissional, formada, educada, trabalhadora, disponível, sedenta de construir futuro e como tempo é dinheiro, o tempo que gastei a melhorar-me foi devidamente traduzido em euros e, pasmemo-nos, o saldo final resultou em eu ser uma inútil! 
Ofende-me que me digam para emigrar, empreender, para correr riscos. Corro riscos de cada vez que acendo uma luz e tomo um banho pois não sei quanto me vai calhar em factura nesse mês. Empreendo quando uso velas e leio em vez de ter ZON. Emigro de cada vez que saio à rua e vejo um país e povo que não reconheço, que não conheço. 
A culpa, disto, daquilo e do resto que há-de vir, é de quem teve e tem poder para impedir que o futuro não seja este vazio. O meu futuro há muito que foi hipotecado. Não tenho esperanças nele. Mas livrem-se de achar que se livram de mim. Agora, depois de anos a construir-me para ajudar a construir Portugal, têm de me saber cá, à míngua, à rasca, de dedo apontado, zangada e completa e irracionalmente convicta que vão mesmo ter que ser os santos da casa a fazer algo por isto. Comeram-me a carne; roam-me os ossos. Longe da vista, longe do coração. Da vossa vista, senhores governantes, nem por um minuto quero estar. No que depender de mim, não há consciências tranquilas para ninguém. Criaram-me. Aturem-me.

E o Universo respondeu!

tem k ter mais koracao bom ., deus ajuda - fases orassoes ? tou falar serio .- resa ke ele tajuda memo ,., eu tiv d karregrar augua (os bilhas ) na kosta .,, ate venser - tou mformar kom kurso de kimika forte , kurva danalitika e koisa supreior .,, na vida t n podez de ehzitir e virarte na maldad por kebra de koracao ,., sege kaminho bom e fas orakoes - 
a.. , atenkao pode ter tb aki kaso de sopro ou vento ., ke ta te mal dar ma sorte em vida , pensa se n te fiserrem trbalho de maledade - ,. kura de koisa ma (denclagem memo ) ,., 
td bom p ti k te korras bem na vid k d melhor dejejo .., ma sepmre kom akeka bundade no korakao mosa 
n dizintegra tak k? 

Respondam vocês que eu fiquei sem palavras. Aleluia! 

14.5.12

Lá do outro lado.

Para quem não tiver vergonha de Me ter entre os amigos... 


Outra Merda Qualquer on Facebook


E pronto. Era só isso. Com licença. Obrigada. 

Interlúdio Literário... respondido.

O Interlúdio Literário de há uns dias suscitou resposta.
E que bela resposta veio.
Pelo esforço e pela beleza do que escreveu em comentário ao post, aqui fica registo para todos lerem. 
A., o meu muito, muito, obrigada. Não era desafio, de facto, mas ainda bem que o aceitaste e encarnaste a voz do "Amor" para responder a tanta pergunta. Parabéns.

Love Unfound

If you’re to come, when will you come?
You will notice my arrival.

If you’re to stay, where will you stay?
Inside your mind, your heart, in every breath you take, forever.

If you’re to be, what will you be?
Everything that you want me to be and need me to be.

Who will I be with you?
Yourself is more than enough.

I know who I am without you. Who will I be near you?
You will be me, and I will be you.

Who I am far from you?
I have no distance; you can see me from whichever distance I am.

Will you come and sweep me off my feet?
Like the wind sweeps the leaves.

Save me from myself?
You don´t need to be saved, you just need to be found.

Save me from all the others that aren’t you?
I will be your fortress.

Will you know me?
Even with my eyes closed.

Will I know you?
I´m sure you have met me before.

Will we know?
From the bottom of our hearts.

Will we?
It´s impossible not to.

Will I?
I hope so.

Will you?
Yes.

I will, if you do.
I will, if you come.
I will, if you come and make everything else feel like the journey to you.
I will.
Will you?
Yes, of course you will.
I can’t live thinking you won’t.

I will.

12.5.12

Terra das Oportunidades

imagem: google

Com que então, o desemprego é uma oportunidade e o que interessa é salvar os desempregados do estigma associado a tal condição. Que nada disto tem de ser negativo, muito pelo contrário, tem todo o potencial de ser positivo.
Sendo eu uma estatística há já dois anos e pouco, tenho de admitir concordar com esta perspectiva. Lamento, mas concordo.
A minha situação, e falo por mim, tem-me trazido oportunidades que dantes nunca poderia sonhar para mim. Por exemplo, a oportunidade que tenho de ou alugar a minha casa, ou vender o meu carro para poder pagar a minha casa durante mais uns meses. Também tenho a fantástica oportunidade de voltar para casa dos meus queridos pais. Quem diria que aos 32 anos, teria tais oportunidades? E a de ficar referenciada no banco de Portugal caso não pague a prestação a tempo e horas? Outra bela oportunidade que me foi dada pela minha não-estigmatizante situação de desempregada. Tudo isto é positivo! De uma só assentada, posso oferecer habitação a um custo razoável a quem não pode comprar casa; posso reforçar como nunca os laços familiares e, como cereja, posso justificar os empregos e ordenados dos colaboradores do Banco de Portugal, garantindo assim que se mantêm activos e salvos de certos estigmas.
Também tenho tido a oportunidade de perceber que os anos que passei a estudar e a, supostamente, melhorar-me enquanto profissional, enquanto pessoa, apenas servem para hoje ouvir e ser alvo de certas troças como “totó… nem com o 12º segundo consegues emprego, quanto mais com essas merdas todas que tens no currículo”. Anos e anos de oportunidades perdidas – festas a que não fui, noitadas que não fiz, viagens que não viajei, coisas que não tive… Tudo em prol do pleno evitar de certo estigma, tudo a favor do impedir que uma certa situação me atingisse em cheio e me atirasse para o campo das verdadeiras oportunidades que por cá tanto abundam.
Parva. Parva. Parva.
Concordo com os senhores que, do alto da sua simpatia, empatia e tocante preocupação, nos presenteiam com tais pérolas discursivas, levando-nos a filosofar e contemplar o sentido da própria vida sob novas e muito mais úteis perspectivas.
Não querendo ser repetitiva, mas sendo-o, repito: Vão-se foder, Srs. Doutores. Vão-se foder. 

9.5.12

Pesquisinhas Deprimentes - Compensatório

imagem fofinha: google 


Vamos lá então ver o que o google (e não só…) tem enviado aqui para estes lados.
Pesquisinhas Deprimentes… uma das poucas certezas da vida.
Não acreditam? Vejam AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

Secção – Problema com o álcool? Eu não tenho problema com o álcool!
- Noite estrelada com uma sagres
Também já fui assim. Uma sagres bastava para ver a noite toda estrelada, o céu todo brilhante, a lua toda cheia… Também dava para ver o interior de uma sanita com maior apreciação pela arte do fabrico de louças sanitárias. Mas isso passou-me. Agora são precisas duas ou dez para ter o mesmo efeito. 

- Estou gravida de 6 meses e as vezes bebo panaché
De certeza que estás grávida mesmo? A cerveja incha… e muito! Larga lá os panachés para ver se isso volta ao normal, vá.

Secção – Vou deixar de meter aqui certas merda no Tasco.
- Coisas fofinhas
É, para mim, um dos maiores mistérios da vida. Por que carga de água é que as coisas fofinhas vêm aqui parar, vosso Deus?!?! Porquê?!?!

- Fotos fofinhas de namorados
Oh, foda-se.

- Ponei que quer ser touro
Estou, neste preciso instante, a criar um guia de apoio para tais casos. Já tenho feitos os seguintes: “Galinha que quer ser Piriquito para Totós”, “Rato que quer ser Búfalo – volume 2” e "Touro que quer ser Coelho anão – volumes 1, 2 e 3”. Talvez ajudem?

- Porno movie gang bang na tourada
Esta gente não percebe nada desta merda. O que queres ver é uma pega, pá. Espetaram-te umas petas valentes ao descrever a coisa assim. Os gajos podem sair de lá todos fodidos, mas não é NESSE sentido.

- “Ah fodase essa merda brincadeira parva”
Não fiques assim! Até que tem a sua piada! Porno movie gang bang na tourada… Pegas de touros… E, só mais uma coisa. Rabejador também não é o que estás a pensar. Tira lá esse pónei da chuva que o gajo não se vai transformar em touro nunca…

Secção – Já escrevi para a revista Maria mas a gaja não me responde.
- “Clitoris esquisitos”
Hmmm… esquisito como? De certeza que estás a procurar bem a coisa? O clitóris fica atrás da orelha direita, bem arrumadinho na dobra, mesmo junto à cabeça. Nunca reparaste em como os cães dão ao rabo quando lhes coçamos as orelhas? É por isso! Boas buscas!

- Suquiçao peitos masculinos
Se queres meter alguma coisa na barriga (merda de crise, oh pá…) não é aí que deves suquiar. É mais abaixo…

- “Gajos que enfiam a pila na boca das gajas
Oh! O quê?!?! Mas isso é indecente! Horrível!! As gajas deixam ou a coisa é tipo gang bang na tourada com o rabejador a ver?! Há pessoas capazes de tudo. Caredo.

- “A prática de connilingus sem higiene é nojenta”
Completamente de acordo. E também ajuda que se apanhe o cabelo para não atrapalhar. Um cadito de perfume também não faz mal. Mas o mais importante é lavar bem a cabeça, com champô e amaciador, passando bem por água e tendo o cuidado de lavar muito bem atrás das orelhas…

- “Curtir com gajas oferecidas”
Andam a oferecer gajas? Onde? E é mesmo oferta? Isso deve ser tanga, pá. Não caias nisso…

Secção – Enganei-me na janela – queria o msn, não o google.
 - Um foda-se para a responsabilidade
Um vai para o caralho para os deveres! Um caga-te aí, porra, para as obrigações! Um vai barda merda para os compromissos! Olé!

- Quase fodiveis”
É um problema. Mas a ejaculação precoce é tratável. Consulta o teu médico de família e pergunta-lhe como.

- Homens não gostam de mal fodidas”
Pois. Mas pensa lá bem… Se uma gaja é mal fodida, a culpa é de quem? Hmmm?

- “Eu sei que o meu feitio é foda mas nao desista”
E eis alguém que deve andar sempre muito bem fodido ou fodida. Sempre a dar-lhe!

- “Chateei me com umas merdas”
Olha, a quem o dizes. Eu então… porra. Só merda atrás de merda atrás de merda… Então e já estás melhor ou ainda não passou?

- “Peanuts a gente só sente falta da água depois que o poço seca”
Com peanuts, é Sagres. Fala com a malta das estrelas e do panaché que eles explicam-te qual a falta que a água realmente faz.

- Conjuga-me fodete”
Eu fodete
Tu fodestete
Ele/Ela fodestetete
Nós fodetemos
Vós fodetemoslos
Eles foderam-se.

É um verbo muito irregular.

- ióre uélcôme !”
Tankiú!

- Tenho uma ferrari”
Tens uma ferrari, tens… não acredito. Deves pensar que é assim que me engatas.

- Pedidos de desculpa sarcástico”
Olha, vai barda merda. Ou pedes desculpa pela peta da ferrari como deve ser ou então, bem que te podes fodestete!

Secção – Google tem gps e poder de adivinhar
 - Brutus "o dedo do meio" blogspot”
O quê? Brutus o caralho blogspot?!?! O quê?! O meu Brutus tem um blog e não me disse nada?!?!

- “Minuta reclamação emel”
Fácil.
Exmos. Srs.,
Vão-se fodetemoslos.
Atenciosamente,
(nome)

- “www.galinhasvideosporno.com”
O que dá cabo de mim nestas pesquisas é a certeza no cagar. Endereço completo, tudo como deve ser. E ainda dizem que o pessoal não sabe usar a net como deve ser. Sabe, sim senhor!

- Andedotas sobre ribatejanos”
Desconheço a existência de tal coisa e duvido que exista sequer neste mundo ou no próximo (ou anterior). Vai lá à tua vidinha, vá. Depressa.

E pronto. Assim vai o google.


8.5.12

Para compensar.

Para vos compensar de post anterior, fiquem a saber que saco das Pesquisinhas Deprimentes está, mais uma vez, cheio de coisas boas-boas-boas (para mal dos meus pecados). Para breve.
E pronto! Tankiú! 

Interlúdio Literário (ou qualquer coisa do tipo).

imagem: google


Dentro do espírito do novo espírito aqui do tasco, e para elevar um cadito o nível que isto tem andado meio turbulento, vamos prosseguir com pequeno apontamento literário mais requintado (ou qualquer coisa do tipo).
Isto é só para que não se pense que sou total e completa besta mal-disposta e rancorosa para com o mundo ou para com gente totó que se arma em parva e me cansa no mau sentido do termo -  
Bem. Não interessa.
Fica o registo.
Voltaremos à programação habitual em breve.

LOVE UNFOUND.
If you’re to come, when will you come?
If you’re to stay, where will you stay?
If you’re to be, what will you be?
Who will I be with you?
I know who I am without you.
Who will I be near you?
Who I am far from you?
Will you come and sweep me off my feet?
Save me from myself?
Save me from all the others that aren’t you?
Will you know me?
Will I know you?
Will we know?
Will we?
Will I?
Will you?
I will, if you do.
I will, if you come.
I will, if you come and make everything else feel like the journey to you.
I will.
Will you?
Yes, of course you will.
I can’t live thinking you won’t.