28.5.12

Reposição... "Senti"... e ainda faz sentir...


imagem: google

E dos recantos mais profundos da memória, encontrei pérola há muito publicada em blog alheio mas nunca aqui no OMQ. Enorme falha.
Já não faço posts como antigamente…

Senti.

Pediu-me para não me mexer. Para mal respirar se conseguisse. 
Pediu-me para não fazer nada. E eu não fiz.
Encostou-me à parede. Virou-me de costas. Levantou-me os braços. Afastou-me as pernas. Fechei os olhos. Baixei a cabeça.
Senti a respiração dele na nuca. Abri os olhos e vi o tecto das escadas do prédio. Estava escuro. Assustei-me com um barulho no rés-do-chão. Mexi-me. Agarrou-me a cintura e encostou-me de novo à parede. Disse-me que ali ninguém passava. Era o último andar. Ninguém ia passar ali. Encostei a cara à parede. Estava fria.
Senti-lhe a língua na parte de trás do pescoço. Leve e molhada. Forte. Senti-lhe as mãos nas pernas. Senti a parede por baixo das minhas.
Senti-o encostar-se a mim. Senti o meu peito contra a parede. Senti as mãos passarem para o interior das pernas. Passarem pelas virilhas e pararem no meu ventre. Abri os olhos.
Senti-o abrir o fecho das calças. Senti a minhas unhas cravarem-se na parede. Tinta a saltar.
Senti um beijo no pescoço. Senti uma mão a subir pelo corpo acima. Senti a outra a afastar-me a roupa interior dentro das calças. Levantei a cabeça e encostei o queixo à parede. Fechei os olhos. Disse-me para não falar. Como é que ele sabia? Deixei cair os braços. Disse-me para não me mexer. Voltou a colocá-los por cima da minha cabeça. Senti-o morder-me o pescoço. Senti uma mão a rasgar-me a roupa interior dentro das calças. Outra a fazer subir a roupa interior dentro da camisola. Senti-o a morder-me com mais força. Não fales, disse-me novamente. Mas como é que ele sabia?
Senti-o puxar-me a roupa do corpo para cima até ao pescoço. Senti parede fria contra mim. Senti uma mão a procurar-me. Senti dedos. Senti os mamilos a serem apertados. Senti dedos. Dentro de mim. Senti uma onda de prazer tão dolorosamente forte. Disse-me para não gemer. Disse-me para não me mexer. Disse-me para mal respirar se conseguisse. Dedos. Sentia dedos. Senti o peito apertado contra a parede. Senti o corpo quente contra a parede fria. Dedos hábeis. Conhecedores. Pescoço mordido. Beijado. Respiração quente. Parede fria. Senti as calças a caírem. Não gemas, repetiu. Senti as mãos dele nas costas. No peito. Senti os dedos de volta dos mamilos. Mãos a descer. Devagarinho. Senti a boca dele nas costas. Senti-a novamente ao fundo das costas. Mãos nas pernas. Afastou-mas mais. Puxou-me para ele. Senti-lhe a língua. Procurava-me. Encontrou-me. Senti o quente da língua dele dentro de mim. Senti mãos a afastarem-me as nádegas. Senti-lhe a língua a perder-se mais dentro de mim. Parede fria. Peito esmagado. Língua quente. Dedos. Os dedos de volta. Dedos. Língua. Não gemas, não gemas, ordenou. Fechei os olhos com força. Não te mexas, pediu. Parede fria. Dedos. Língua. Abri a boca. Abri os olhos. Olhei o tecto. Escuro. Dedos. Língua. Fechei os olhos. Parede fria. Dedos. Língua. Tudo escuro. Língua. Dedos. Dedos. Língua.
Abri a boca. Não fales, ouvi-o dizer. Gemi. Gemi. Gemi.
Senti tudo parar. Senti-o meter-me a roupa no sítio. Não me mexi.
Senti-o beijar-me o pescoço. Passar os dedos pela minha boca. Senti o meu sabor. Não me mexi. Não me mexi. Senti-o afastar-se. Senti-me de novo.
Vamos embora, ouvi-o sussurrar.
Não falei. 
Virou-me para ele. Senti-lhe os dedos na boca novamente. Dedos. Língua. O meu sabor nele. Em mim.
Senti-o pegar-me na mão. Senti-o puxar-me.
Fomos.
Estava escuro. 
Ninguém passou ali.

(30 Janeiro, 2009)

22.5.12

We want it all. And we want it now.

imagem: google


A graciosa calma, paciência e respeito que dantes marcavam as interacções sociais foram todas para o caralho. Literalmente.
Como caralho direito não tem respeito, estamos todos fodidos. Bem ou mal, mas fodidos.
E isto é tudo muito bem para quem gosta do lado “fast food” da vida, mas, para quem não gosta, os coices que se vão dando vão custando cada vez mais, a falta de surpresa vai-se tornando cada vez mais deprimente e a falta de chá para certas coisas, cada vez mais acentuada.
No meio disto tudo, e ao que parece, as minhas razões de queixa, por assim dizer, estão, aos poucos, a deixar de ter fundamento… É que enquanto possa haver quem tenha razões de queixa após a consumação de certas refeições rápidas por as mesmas, no minuto seguinte, revelarem exactamente qual a fome que podem saciar, eu, pobre de mim, nem isso!
Foi este o aviso que recebi, ainda que de forma mais meiga, por parte de quem comigo se preocupa e me vê com tanta falta de esperança no futuro (geral) que me aguarda. Talvez eu seja demasiado exigente, acrescentaram.
E eu agradeço… muito. Estou a ficar para trás nesta grande guerra pelas pilas do mundo. Há quem ande alegremente de barriga cheia e pareça viver bem com tais ementas. Eu, esquelética e franzina (mas com belas e esbeltas pernas devido aos coices), fujo como o diabo da cruz a qualquer tentativa que me possa levar a quebrar a dieta. Não porque não goste, não. Apenas porque a dick is not a dick is not a dick
Já o disse muitas e variadas vezes, mas acho que nunca me consegui explicar como deve ser: recuso-me a faltar ao respeito a um homem, a uma pessoa (sim, os homens também são pessoas...), reconhecendo-lhe apenas a função de cobridor ou exercício anti-stress. Não os consigo ver apenas como donos de pilas prontas a entrar em acção. Mesmo quando é apenas isso que mostram ser, não é isso que vejo. O que vejo, por vezes, é alguém tão mal orientado e perdido no meio das coisas que quer e não pode ter ou não quer e pode ter que a saída mais fácil é essa e apenas essa. Não obriga a pensar. É a opção segura e preguiçosa. É o que se faz quando mais não se sabe (ou quer) fazer. Basicamente, vejo-os como vejo as mulheres que tentam, com circenses aberturas de pernas, aniquilar a solidão ou sentimento de inferioridade (por exemplo) que as assola. Pila não resolve tudo – seja para quem for. E muito menos sacia corações.
Tenho pena que o respeito seja algo cada vez mais em desuso. Especialmente para com nós próprios. E se não gosto que me façam a mim, caralhos me fodam se faço isso a mais alguém. 
Estamos todos fodidos.

15.5.12

Mas quem me mandou armar-me em simpática??? (continuação de post anterior)

Oh vosso Deus!
Medo! Muito medo!
Respondi eu feita parva ao comentário que me foi deixado lá do outro lado:
Agradeço o comentário. Obrigada por ter tirado do seu tempo. 
Felicidades.

Li agora a seguinte resposta:
nada kota .., ., stamos sempre aki pra falar e apreender smpre maz de vida de koiza desta .. n t probl maior k n se rezolva memo ., atenkao no kaso d sopro k perigozo de verdad ,m,, .. forsa maior pra te kota 
ta td kol k ma
Sopro?! Sopra mazé o... vento por entre as folhas das couves, oh! 
Kota? Kota, o caralho mais velho! Foda-se! Isso não!
MAU!!! 
Há limites, né? É.