2.7.11

Metaforizando é que a malta de entende.

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Estão a ver quando acontece estarmos com aquela irreprimível vontade de ir à casa de banho mas temos de aguentar e aguentar até começarmos a suar e a mudar de cor e tudo no mundo se resume a visões dantescas da vergonha que se vai passar se dentro dos próximos trinta segundos não houver casa de banho na qual descarregar tal necessidade irreprimível?
Estão?
E estão a ver aquela sensação de puro alívio e paz, em que a mente se esvazia (a mente e não só…), em que o corpo relaxa e em que se torna impossível pensar seja no que for a não ser naquela tranquilidade absoluta que nos avassala o corpo?
Estão?
Pois, então.
Eu acho que o amor é isso. Ou podia ser descrito como sendo isso.
Não o antes, claro. Não aquela primeira parte em que tudo se resume a formas criativas de se evitar profunda dor e vergonha, mas o depois. O depois de se conseguir arranjar forma de fazer com que o desconforto desapareça. Aquela paz. Aquela espécie de dormência que nos invade o corpo, nos fecha os olhos e abre a boca, que nos faz inspirar e esquecer que uns meros segundos antes, o mundo parecia estar a querer explodir por orifício demasiado pequeno para tal responsabilidade.
Sim, acho que o amor é (ou devia) ser isso.
Por isso, da próxima vez que precisarem de evacuar certas reminiscências do normal funcionamento do vosso corpo, lembrem-se que daí a pouco tempo poderão estar a ter uma das melhores sensações extrapoladas do mundo e que nem a possibilidade de não haver papel higiénico no rolo, toalha no toalheiro ou bidé na casa de banho interessa, pois quando se trata de dar ao corpo o que ele precisa, quem se preocupa com pequenos pormenores desse tipo antes de se atirar de cabeça (ou cu) para local tão desejado?
Ninguém!

22.6.11

Eu bem me disse...

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O meu estômago, o sacana, é instrumento GPS que até hoje nunca me falhou.
Eu já falhei múltiplas e variadas vezes em relação a ele (não lhe dando ouvidos, por exemplo), mas o sacana até hoje nunca me falhou nem nunca me deixou sossegada quando acha que tem razão. E convenhamos que por vezes o cabrão faz um chinfrim tão grande que quase tenho de lhe dar umas belas mocadas para o calar… ou fingir que não o ouço, pedindo-lhe para falar baixinho e fazendo-lhe festinhas para se acalmar. Eu sei o que estou a fazer, digo-lhe...
Mas, e lá está, o GPS não engana e estômago que é estômago, sabe o que diz (especialmente naquela parte do “Eu não te disse, rapariga? Eu não te avisei?”).
Penso que todos, vira na volta, passamos por crises de fé que nos obrigam a acreditar em algo. A crise pode ser tão grande que, um certo e belo dia, decidimos que vamos acreditar e confiar em algo e pimba! Já ‘tá! Quase por magia, obrigamo-nos a seguir por um caminho que, no fundo, sabemos não ser o melhor para nós, mas, e tal como acontece em todas as boas crises de fé, continuamos em frente, pensando que aquele mau estar se deve ao nosso desconforto por termos saído da zona de conforto e do que sabemos e conhecemos como sendo certo e bom para nós. Não é. É o cabrão do estômago armado em alarme a dar voltas e voltas e voltas, a fazer-se sentir, a avisar que não é mesmo por ali.
Mas nós, seres racionais por vezes capacitados de razão e não apenas emoção, olhamos para diante, elevamos a cabeça, semi-cerramos os olhos, miramos o que lá está longe e pensamos que é mesmo para ali que queremos ir. Damos um passo em frente e pimba, fino e delicado pezinho enfiado numa bosta que nos suja o dito até ao pescoço.
Eu, pessoalmente, detesto ter razão. Há alturas e situações em que tudo quanto queria era não ter razão. E também detesto que o meu estômago, cabrão insensível e castrador, a tenha. Detesto.
Talvez, em vez de olharmos tanto para a frente que não vimos onde estamos, devêssemos parar e deixar falar aquilo que em nós nos grita e nos diz que sim ou que não a seja o que for.
Isto de teimarmos contra nós próprios tem muito que se lhe diga. A merda é que quem perde somos sempre nós. Sempre. Ou nos desiludimos ou apanhamos valente dor de barriga à conta dos ouvidos surdos que vamos espalhando pelos nossos dias como se nada fosse.
Vive-se e aprende-se.
Mas eu bem me disse.
Foda-se.

9.6.11

I think I’m back...

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Conversa com moçoila já meio imbuída do espírito alcoolizado do Santo Mojito…
Eu – Então, mas qual o problema de estares com o rapazola?
Ela – É muito novo!
Eu – Muito novo? Que idade tem?
Ela – 24! E eu tenho 31!
Eu – Pois… Mas ele ‘tá interessado, não está?
Ela – Ui!
Eu – Então… Ouve lá, não achas que o rapaz se quer casar contigo, pois não?
Ela – Caredo! Não! Nada disso! A ser era só para uma voltinha! Não quero mais que isso! Mas eu nunca fiz nada disso!
Eu – Ahhh… então, não te preocupes. De certeza que é bem dotado, se é que me entendes…
Ela – O quê?!!?!? Como sabes isso?!?!?!
Eu – Nenhum gajo com 24 anos se mete com uma gaja de 31 se não estiver “seguro” de si…
Ela – HAHAHAHAHAHAHAHAH!!!
Eu – Ri-te, ri-te… Eles só ganham a mania de que o tamanho não importa nadinha lá para os 30 depois de levarem com anos de gajas frustradas com o tamanho da coisa a confortarem-lhes o ego e a enfiarem-lhes essa mentira na cabeça. Aproveita mas é e dá as voltinhas que tiveres de dar.
Ela – Mas eu nunca dei só uma voltinha!
Eu – Dá duas, porra!
Ela – HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!! Oh, pá!!!
Fim.

Eh, pá. Eu tenho razão, não tenho? Tenho pois.
Olá, minha gente.
Bom fim-de-semana!