30.12.07

Jump! Go ahead and Jump!!

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Não sou do tipo de pessoa de fazer juras ou promessas ou “resoluções” no ano novo. Não como as passas, não me equilibro em cima de uma cadeira e não vou a correr comprar umas cuecas azuis bebé para ter o rabo bem aconchegado numa peça de pano que, supostamente, trará sorte… Não sou nada dessas coisas. O mais que posso fazer é levantar uma taça de champanhe, despedir-me do ano que acaba de terminar e dar as boas vindas ao que acaba de chegar. Não sou grande crente em coisas que “farão algo” por mim desde que eu cumpra com os requisitos exigidos. Sejamos realistas, meus senhores e senhoras… se é preciso vestir um par de cuecas azuis, engolir doze passas e saltar para cima de uma cadeira, então essa tal coisa que “fará algo” por nós, não é das mais fiáveis, certo? Também essa coisa de fazer balanços, colocar um ponto final aqui e ali e dizer que “a partir de aqui, tudo vai ser diferente” não é coisa para mim. Isso tanto pode acontecer num belo dia de Julho, como numa chuvosa noite de Novembro… Mas pronto, fazendo eu um esforço para entrar no espírito da coisa, existem de facto algumas coisas que eu gostava que acontecessem no futuro e que, devido a isso, vou empreender todos os recursos que me forem possíveis para tornar esse futuro numa realidade. E dou-vos exemplos. Fora todos os bens materiais que com certeza vou poder adquirir durante os próximos doze meses, existem coisas que nem mesmo as mais saborosas das passas podem induzir. Quero dar o salto. Quero dar um enorme e gigantesco salto em direcção a um montão de coisas que sempre me têm chateado (nos bons e maus sentidos). E são coisas simples! Quero usar mais vezes saltos altos. Estou farta de não conseguir ter bainhas nas calças como deve ser devido a não usar saltos mais vezes (como as tenho todas preparadas para essa eventualidade, tenho de lhes dar uma dobra quando ando rasteirinha… muito prevenida, eu). Quero usar mais vezes maquilhagem. Nem que seja um pozinho qualquer para dar mais brilho à minha natural palidez. Acreditem. Sou muito pálida. E com sardas… Transparente quase. Mas enfim. Um cadito de cor não me vai fazer mal nenhum. Quero deixar de ser tão boazinha em relação a certas coisas. Normalmente, quando algo me chateia, digo. Mas, por vezes, há coisas que me chateiam mas que não adianta de nada dizer. É preciso fazer. E é isso que quero: passar a fazer. Deixar de ser tão passiva em relação a certas coisas. Deixar de confiar no bom senso das outras pessoas e, principalmente, deixar de confiar que elas “vão acabar por chegar lá”. Nunca chegam. E quem fica à espera sou eu. Por isso, quero mandar mais gente mais vezes à merda e quero ser capaz de, se for preciso, mostrar-lhes o caminho para que não se enganem. E sempre com um sorriso e um “volte sempre!” na ponta da língua, claro, que não me esqueço da educação que recebi. Quero sentir mais segurança em relação a mim. Quando, há uns 3 meses atrás, mais ou menos, a minha mãe se saiu com uma belo e pomposo “A minha filha? Tem quase trinta anos!” e eu fiquei de olhos esbugalhados a olhar para ela e a repetir para quem me quisesse ouvir “28, tenho 28… tenho 28… isso não é 30… 28 é 28”, bateu-me assim de repente que cada vez menos tenho “direito” a usar a desculpa da juventude para certas coisas. Apercebi-me que tenho uma idade bastante respeitável! 28. Quase 29. Quase quase 30. Ou seja, estou naquela fase em que não sou nem peixe nem carne… sou bacalhau. Tenho idade para ter filhos! Porra! Ninguém me iria olhar de lado e dizer “estragaste a tua vida”. Assombroso. Mas bom. Esquisito. Mas bom. Ou seja, e agora sem merdas, quero continuar a crescer e a fazer a minha vida, na certeza de que quanto melhor eu estiver, melhor estarão as pessoas que me rodeiam. E é isso que desejo para todas as pessoas que conheço e não conheço. Mas principalmente para as que conheço… quanto melhor vocês andarem, melhor ando eu! Bom Ano, minha gente. Cheio de saltos e aterragens suaves. Bom Ano.

21.12.07

Merry Christmas!!

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Já lá vai o tempo em que também eu ia para a praia no Natal. Que saudades, vosso deus (como diz um amigo meu).

Esperemos que o Pai Natal não faça greve este ano... Seria uma pena não receber os já tão esperados par de meias e pano de cozinha!

A todos, Merry Christmas!!! And Happy New Year!

19.12.07

Because

Because they are all just fruit-loops who
don’t know what it is to believe
in something which is hard to see,
or to keep looking for
something which is totally hard to find.
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Ben Rice
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Pobby and Dingan
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Esta é capaz de ser a frase que mais me tocou até hoje. Encontrei-a de novo aqui entre as minhas coisas. Aqui a deixo para que a possam levar para onde desejarem.
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18.12.07

Happy Birthday

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Happy Birthday to you… boo-boop-pi-tu!
Que faças muitos. Parabéns.

17.12.07

Conversas de fim-de-semana

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Eis algumas tiradas do fim-de-semana, altamente produtivo em conversas sem jeito nenhum. - Mas que cena é essa de dar os parabéns a alguém quando dizem que vão ser pais? Sabemos lá se aquilo foi por querer ou sem querer! Por via das dúvidas, só resta mesmo dizer “Parabéns! És fértil!” - Porque não tiras o casaco enquanto estiveres aqui dentro? É que depois chegas à rua e é pior! - Uma merda! Tenho frio é agora! Lógica do caraças essa de tirar o casaco quando se tem frio para depois ficar mais quente entre a porta da rua e o carro… oh, pá. - Sabes, dantes, quando era mais jovem, pensava que se alguma vez me traíssem, seria capaz de pelo menos tentar esquecer, mesmo que não perdoasse. Hoje, sei que não. - Olha, afinal, as pessoas que iam agora ver o apartamento já não querem lá ir porque não tem elevador. - Então mas vocês não lhes disseram isso antes? - Dissemos, e também dissemos que a casa tinha outras coisas, mas eles isso não querem. - Dizem mal, dizem mal, mas depois vêm cá todos parar a esta terra! - Não olhe para mim, não sou de cá. - Mas está cá! - Eu vim à boleia, não tive escolha… se tivesse… - Ahhh… - Não conheces castas de uva? - Conheço pois. - Então devias conhecer esta! - Não… só conheço a uva mijona e a uva de mesa. A uva de mesa é a que dá o vinho de mesa… de resto… - Ouvi dizer que a ABC e o XPTO já não estão juntos… - (silêncio) - Vocês sabem de alguma coisa? - Claro que sim, mas chiba-te lá na mesma para vermos o que todos sabemos. - Eu já não posso fazer mais por esta relação. Ok, os pais são doentes e quer passar o máximo de tempo que puder com eles… Mas nem um fim-de-semana comigo? Vamos que os pais duram mais 100 anos? Como é que é? Não posso ficar eternamente à espera! - Pois… - Porra que está frio! - Nem por isso… Já vi isto pior. - Não digas isso! Está tanto frio! - Ainda consigo sentir a parte de cima da cabeça, por isso… E prontes. Assim se passou mais um.

11.12.07

Horóscopos – Edição Especial de Natal

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Carneiro O espírito Natalício chegou e acertou-lhe em cheio. A ideia que teve de reunir 3 camelos e 3 amigos para se inscreverem no Lisboa-Dakar e encenarem a travessia do deserto dos 3 pastores poderá não ser das melhores. A conjuntura solar e estrelícia de Marte não favorecem grandes aventuras no deserto. Encha a banheira e faça de conta que está no Havai. Números da Sorte – É capaz de haver algum, mas não conseguimos perceber se é um 6 ou um 8… Touro Estamos a 15 dias do natal. Bem sabemos que já tem os presentes escolhidos desde Abril. É um processo lento e vagaroso, o da escolha de presentes. Talvez seja boa ideia voltar a reconsiderar a distribuição que fez das meias e cuecas. E sim, os presentes são mesmo para entregar às outras pessoas. Não faça como nos outros anos em que fugiu com os presentes todos e se escondeu na varanda. Números da Sorte – Nenhuns que você não merece. Gémeos Já decidiu qual o presente de natal que vai oferecer a si mesmo/a? Não? Então, tenha em consideração que a conjuntura dos planetas em Sol Menor dizem que as finanças andarão em baixa… Rasteirinhas mesmo. Lembre-se que, na realidade, são 2 presentes (um de si para si e outro do outro si para o outro si). Tenha contenção nos gastos e vai ver que o bacalhau lhe cai muito melhor. Números da Sorte – Todos quanto tenham o 2. Caranguejo Não, não tem de oferecer qualquer coisa a todas as pessoas que conhece pelo Natal. Aquela sua colega de escola que já não vê há quinze anos não se vai lembrar de si e muito menos do significado de uma embalagem de Gurosan bem embrulhada com a mensagem “Oh Oui Oh Uai, o último a beber é o primeiro que cai”. Largue a lista e vá dar uma volta para apanhar ar. E não fale com ninguém pelo caminho. Números da Sorte – 6? 9? Não dá para ver. Leão Oferecer um retrato de si próprio a todos os seus amigos e familiares (com variações entre o mesmo estar num porta-chaves, t-shirt ou avental) pelo segundo ano consecutivo poderá não ser o melhor caminho a adoptar este ano. Há canecas, naprons e lenços. A conjuntura do planeta Saturno vai fazer com que não destrua a árvore de natal (outra vez) quando descobrir que apenas 15 dos 40 presentes são realmente para si (mesmo que tenha sido você a comprá-los quase todos, outra vez). Números da Sorte – A sorte é para os fracos. Virgem O Natal não vai ser aproveitado pelos seus familiares e amigos para lhe oferecerem presentes encabeçados de recados. Por isso, se receber uma colher de pau, não significa que se portou mal e está a levar raspanete e se receber uns sais de banho não significa que cheira mal. Se lhe pedirem para ser você o Pai Natal este ano, não é por alguém achar que está com uns quilinhos a mais. Tenha lá calma que as couves chegam para todos e os bolos rei já não trazem fava. Números da Sorte – Ehhh… para quê? Balança Foi boa ideia ter distribuído o tal questionário em Agosto com perguntas sobre o que o pessoal quer para o Natal. Não se esqueça que tem apenas mais uma semana para os recolher. Sim, todos sabem que você vai ser daquelas pessoas que andam às compras no dia 24 às 9 da noite a tentar escolher o presente ideal para o Tio do Alentejo. Não se preocupe que já estão todos habituados a jantar às 11 da noite. Números da Sorte – Todos os que terminem com números ímpares mas não sabemos porquê. Escorpião Não vale a pena andar a inquirir o pessoal sobre o que lhe vão oferecer no Natal. Ninguém lhe vai dizer. Vai ter que se aguentar até à meia-noite. E por falar nisso, também nós não lhe vamos dizer mais nada. Os astros têm tudo controlado. E não diga asneiras que fica feio/a. Números da Sorte – Não dizemos. Sagitário Você já sabe o que lhe vão oferecer. Já adivinhou tudo. E já sabe o que vai oferecer aos outros. Já sabe de tudo, por isso… Nada mais a acrescentar. Números da sorte – Adivinhe lá… Capricórnio Sim, o Natal vai decorrer de acordo com a sua previsão: jantar às 20:00, café às 21:00 e sobremesa às 21:15. Todos agradecem ter recebido plano de actividades para melhor se orientarem nas festividades. O que fariam eles sem si! Números da sorte – Ainda não lemos a sua carta de sugestão, por isso nem vamos dizer nada. Aquário O Natal é no dia 25 de Dezembro. O jantar de Natal é no dia 24. Os presentes abrem-se à meia-noite de dia 24. O bacalhau é do Natal e não da Páscoa. A árvore de Natal não é um protesto contra o abatimento das florestas da amazónia. A sua conjuntura interplanetária diz que deverá adquirir GPS para não passar mais uma noite de Natal à procura da casa da prima onde se vai fazer o jantar este ano. E ligue o telemóvel. Não quer que aconteça o mesmo que o ano passado, pois não? Números da sorte: Você não se vai lembrar mesmo, por isso… Peixes Deitar-se às 7 da noite de dia 24 e só querer acordar no dia de reis não é a melhor forma de manifestar a sua decrescente falta de fé na humanidade e seus vícios. Pinte uns quadros. Liberte essa sua dor para o universo. Ele aguenta-se (nós perguntamos e ele disse que sim). Se o convidarem para um passeio de camelo, diga que não. Números da sorte: Está com azar… só conseguimos ver G, X e W. Vá-se lá perceber.

8.12.07

I wanna hold your hand

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Há alturas em que o melhor que se pode fazer por alguém é dizer “Estou aqui” e esperar que isso baste para ela, pelo menos, não se sentir tão sozinha. Se pudéssemos, faríamos muito mais, o que fosse possível, mas às vezes ser-se amigo de alguém é dar esse espaço, não impormos a nossa presença e acreditar que havendo qualquer coisa, seremos capazes de ajudar, ou pelo menos não atrapalhar… Penso que de vez em quando seja por isso que as coisas entre as pessoas, as amizades, correm mal. Ou se dá espaço a mais, ou se dá espaço a menos. O equilíbrio é difícil. É difícil não agarrar essa pessoa pelos ombros e obrigá-la a falar, a desabafar, a deitar tudo cá para fora… Ou impormos os nossos problemas e esperar total atenção e dedicação. A paciência é uma virtude e, nas amizades, é uma arte. Oh tu que não estás bem, quero que saibas que nada dura para sempre e, como diz um amigo meu, às vezes a vida reserva-nos umas belas surpresas. Quando menos esperamos, lá está a vida a pregar-nos uma surpresa. Espero que a tua venha bem depressa. Excesso de velocidade depressa. Aos trambolhões depressa. Mesmo.

6.12.07

O que é meu, é meu... e de mais ninguem.

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Andava eu nas minhas deambulações bloguistas, aflita para ter tema para hoje, quando, de repente, e por causa de um outro blog (ou post), lá me lembrei de uma temática “engraçada” para a coisa. Infidelidade. Antes de mais, aquela cena que se diz do “ser fiel a ti próprio” é treta. Se assim fosse, ninguém seria fiel a mais ninguém. O mundo seria composto por gente constantemente à procura de situações em que pudessem ser fiéis a si mesmas, com outras pessoas ao lado… Se é que me entendem. Pessoalmente, tenho uma espécie de máxima em dois actos em relação a esta temática: 1º: desde que eu não saiba, no problem (claaaaro…). 2º: Se for para trair, que seja por algo muito melhor e significativo que faça mudar rumos de vida. Ou seja, trair por trair é para quem não tem medo de perder o que tem. Trair porque se encontrou algo melhor e mais satisfatório e depois acabar a relação para começar com essa nova… não é correcto, mas pelo menos não é em vão… por assim dizer. Não deixa a outra pessoa (a traída) com a sensação de ser tão desprezível e tão pouco respeitada que se pôde mandar uma queca apenas porque sim. Não sei se me estou a explicar muito bem… Uma coisa é sexo; outra é sentimento. E, quer queiram, quer não, são dois campeonatos completamente diferentes que apenas por vezes se juntam num magnífico tête-e-tête. Fidelidade. É uma questão de propriedade. Nem é bem ciúmes… É propriedade. Aquele corpo é meu. Exclusivamente meu. De mais ninguém. A cabeça pode andar por onde quiser, desde que o corpo não vá atrás. É isso ou não? Nós nem imaginamos, nem sonhamos (ou preferimos não fazê-lo) o que se passa na cabeça dos nossos queridos ou queridas. Nada podemos fazer. Ficar com ciúmes de pensamentos “pecaminosos”? Nós também os temos… A merda está em agir. Os actos… ai os actos. Falam sempre muito mais alto do que as palavras, não é? Posse. Isto é meu. E não se aceita que possam haver ameaças a esse “direito” de posse. E não é por uma questão de não se confiar na pessoa que temos. É apenas uma questão de não querermos que ninguém “toque” no que é nosso. A coisa de não querermos que o que é nosso “toque” em mais ninguém tem a ver com a possibilidade de perdermos essa tal coisa da propriedade supostamente exclusiva. Se deixar de ser exclusiva, porque raio haveremos de continuar? Se é do “povo”… Ciúme. Em quantidade certa, é saudável. Pois, pois. Depende. Acho que cada pessoa tem os seus limites. Há quem o seja muito, há quem não o seja sequer. Há quem goste e provoque, há quem se sinta preso e se liberte. Mas todos nós sentimos ciúmes não só em relação a outras pessoas que possam “interferir” no que é nosso, mas também de outras coisas: amigos e amigas, jogos de computador… Tudo quanto afaste a atenção da nossa cara metade de nós constitui razão para ciumeira e briga. Lá vem a posse… Respeito. Tudo se resume ao respeito que temos ou não temos por alguém, ou que esse alguém tem ou não tem por nós. Nem é uma questão de confiança. Podemos não confiar puto numa pessoa, mas respeitamo-la e não andamos por aí a traí-la numa de prevenir que nos faça o mesmo a nós primeiro, por exemplo. O respeito está em todos os pormenores de uma relação. Todos. Seja respeito por nós próprios, em nos mantermos “fieis” (vá digam lá que me acabei de contrariar, vá) à escolha que fizemos em estar com aquela pessoa. À escolha que fizemos em não ser de mais ninguém a não ser daquela pessoa. E esperamos, como é óbvio, que nos respeitem a nós por essa decisão e que a outra pessoa se respeite a ela própria exactamente pela mesma. Situação ganhar-ganhar. Conforto. Podemos confiar, respeitar, ter a certeza do direito de propriedade, não ter ciúmes, mas, mesmo assim, sentirmos um ligeiro desconforto em relação a certas coisas. Aliás, é a partir daqui que o resto pode ou não começar. O vosso respectivo dá-se muito bem com uma ex dele. Não vêem possibilidade nenhuma de uma “recaída”. Mas não se sentem confortáveis. Aquela pessoa é vossa. O tempo dos outros ou outras já passou. Agora é a vossa vez. O passado é para ficar no passado e não interferir no presente e muito menos no futuro. Daí todos nós fazermos coisas para não deixarmos os nossos queridos e queridas desconfortáveis. Não atendemos aquela chamada, não respondemos àquela mensagem (por muito inocentes que sejam), não falamos de certos assuntos, não fazemos certas associações, não estabelecemos comparações, etc. Feito como deve ser, com respeito, pode-se até evitar desconfianças. Feito em demasia, a outra pessoa desconfia. Naturalmente. Para quê esconder se não há nada de mal? Mentir. Tudo começa com mentiras. Mentimos descaradamente sobre nós quando tentamos “agarrar” alguém. Pode não ser uma mentira do tipo “sim, só tenho 24 anos e não 29”, mas mentimos. Rimos quando normalmente não riamos. Vamos quando normalmente não iríamos. Fazemos o que normalmente não faríamos. Mentimos. A tal coisa do conforto também é algo que nos leva a mentir. Para deixar a outra pessoa confortável, sem desconfianças e serena, mentimos. Para não perdermos o que temos porque sabemos que há coisas que causam ciúmes e desconforto e consequentemente brigas e possibilidade de perda do direito de posse. Ele? Bolas! Já não falo com esse gajo há décadas (tendo acabado de dar meia dúzia de palavrinhas no msn duas horas antes). Ela? Sei lá dela! Nunca mais falei com ela! (a não ser daquela vez há uns dias quando me enviou um mail e depois falámos um pouco ao telemóvel só para meter a conversa em dia). O passado. Esse cabrão persegue-nos. Há quem consiga romper com o passado, não permitindo que ele cause desconforto e mau estar no presente. Há quem não consiga… tipo “manter todas as possibilidades em aberto” (e não digam que não é esta a questão… e não me venham cá com cenas do “mas não tem mal eu ainda ter o contacto dele”. Se não tem mal, apaga-se… Se não se pretende usar, não se guarda… Ou não?). Há quem o enterre, há quem lhe vá dando água de tempos a tempos só para que possa ir vivendo mais um pouco, metendo em causa o que se vive no presente, sem respeito pelo futuro e muito menos pela outra pessoa. Verdade. Vem sempre ao cimo. Sempre. E às vezes é aos trambolhões. Leva tudo à frente. Outras vezes, consegue ser enterrada, tal como o passado, e esquecida ou perdoada. Mas ela existe. Existe sempre. Que mais se pode dizer? Pouco ou nada. Acho eu. O melhor remédio continua a ser dizer a verdade e deixar que seja a outra pessoa a decidir sobre se isso a deixa confortável ou não, com ciúmes ou não, com vontade de ficar ou não. Não temos, lamento, o direito de decidir, de sermos tão egoístas ao ponto de mentirmos para mantermos uma pessoa do nosso lado. Fazemo-lo porque sabemos que de outra forma essa pessoa se iria embora, claro. Porque somos egoístas e damos prioridade ao nosso bem-estar. Mas, será que é assim que a queremos ao nosso lado? Só porque ela não sabe, e não sabendo, não pode fazer nada? Estamos a ser fiéis? A quem? Estamos confortáveis? Respeitamos? Hmmmmm… Apesar dos apesares, é um assunto tão pessoal e individual como as impressões digitais. Cada um faz e deixa a sua própria marca. O resto só depende da forma como queremos ser lembrados por aqueles que nos entram e saem da vida. E por hoje já chega. Pressinto que por esta semana já chega. Ufa! Para quem não tinha tema do dia… Bom fim-de-semana, minha gente. Bom fim-de-semana.

5.12.07

Bom dia? Não!

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Ui como isto está hoje. Nada bom. Não é, de facto, um bom dia. O que é que correu mal? Nada em particular. Apenas há alturas em que nos pomos a fazer uma espécie de retrato do que se passa na nossa vida e, inevitavelmente, não conseguimos ver onde foi que cometemos um erro tão grande para “merecer” certas coisas. Yeah, yeah, yeah. Calimero e amigos. Auto-comiseração. Blah! Blah! Blah!!! O mundo não sou só eu e tal… yeah, yeAH, YEAH! Porque raio é que ainda não vendi a casa, huh? Ai e tal, o mercado anda mal… Uma merda. Só vejo é gente à procura de casa e a lamentarem os preços. Eu já baixei! As imobiliárias… ai as imobiliárias. Essas então! Até já dei ideias para fazerem dias de “casa aberta” com os apartamentos que têm para vender. Assim, os clientes podiam ir circulando e vendo casas à vontade, sem a pressão de terem lá o agente. Eu até punha lá uns comes e bebes! Sabiam que numa das últimas visitas que fizeram à minha casa a agente imobiliária pôs-se a perguntar, à frente da potencial compradora, se eu não queria baixar o preço? Dar um jeitinho e tal… À frente da outra! Mas estamos nalgum mercado de fim-de-semana a vender tremoços ou quê!? É claro que depois levou um telefonema daqueles a desancar e a informar que se houvesse mais alguma baixa a fazer seria na comissão dela… Não gostou. Temos pena. E porque raio é que ainda não troquei de carro? Ha! Essa eu sei! Porque ainda não vendi a casa porque o mercado anda mal e porque as gasolineiras ainda não têm lucros suficientes e eu, como boa cidadã, só tenho é de continuar a contribuir para o aumento dos lucros delas e para o aumento dos efeitos do aquecimento global enquanto me transporto de e para Lisboa! Já agora, porque é que os deuses do trânsito não vão de férias? Acho que o meu rabo já possui a forma do assento do meu carro… a minha mão direita passou a ter uma curvatura demasiado parecida com a ponta do manípulo das mudanças… Já assusto crianças! Quando ando a pé e vou para virar uma esquina, levanto a mão esquerda instintivamente para fazer pisca e dou um pontapé com o pé direito como se estivesse a travar. Ando constantemente a olhar por um espelho imaginário para ver se está alguém atrás de mim… Estou a transformar-me num ser meio humano-meio automóvel! E já agora, porque raio é que as pessoas ligam os faróis de nevoeiro assim que pressentem uma ligeira neblina mais densa? Não me levem a mal (ou levem, quero lá saber!), mas adoro ver meninas queque que provavelmente nunca conduziram fora de Lisboa (com ou sem nevoeiro) todas iluminadas que nem árvores de natal só porque não há sol. Deve ser da época. Natal e tal. Entrar no espírito. Caredo. E porque é que o meu pc é o único que tem de ser reiniciado 3 vezes para poder funcionar como deve ser? Tem algum atraso? Ou será que ele é daqueles pcs que gosta de ter a certeza que queremos mesmo trabalhar nele? Tipo: só à terceira é que acredito que queiras mesmo trabalhar hoje. Fingido. E porque é que ainda não ganhei o euromilhões? Bolas! Eu para precaver haver qualquer sistema de ordem de chegada, até faço a porra do boletim à segunda-feira e tudo! Não é justo! Não é justo, estou chateada, o mundo é cruel e ando farta desta merda e quero ir de férias e estou-me nas tintas para os problemas dos outros e quero lá saber e estou-me a cagar e pronto. Sniff.

4.12.07

Memória Selectivamente Disfuncional

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Tenho um enorme respeito por aqueles seres que conseguem passar metade da vida com caras de parvo a tentarem lembrar-se do que disseram, não disseram, fizeram, não fizeram, etc. Tenho um enorme respeito por esses seres porque, para além do esforço em manter a já referida cara de parvo (ou parva) conseguem também ter sempre um “atão mas eu não…?” na ponta de língua o que, bem vistas as coisas, não deve ser nada fácil. Tendo em conta a quantidade de palavras que conhecemos e usamos (em média, um adulto possui cerca de 2000 palavras no seu vocabulário às quais se recorre com maior ou menor frequência), estar constantemente a recorrer às mesmas deve equivaler a um esforço gigantesco em abolir as restantes da memória, qual Ctrl+Alt+Del cerebral. Esta coisa da memória selectivamente disfuncional (ou simplesmente má) é uma merda. Quando nos lembramos de alguma coisa que outra pessoa não se lembra, não temos forma de provar a veracidade dessa nossa memória. O contrário também é verdade, claro. Na minha terra, chama-se a isto “conversa de tonhós” pois não se chega a conclusão nenhuma, cada um fica com a sua boa ou má memória e pronto. Nada a fazer. Mas, porra que irrita como os cornos. A nossa memória funciona por associação. Lembramo-nos de coisas porque elas significam algo para nós e essas memórias podem ser desencadeadas por coisas simples. Sabiam que o olfacto é o maior e mais forte “desencadeador” de memórias que nós temos? Cheiros. Giro, não é? Todos nós já estivemos num sítio qualquer em que passa alguém com um perfume em particular e nós viramos imediatamente a cabeça, quase à espera de ver a tal outra pessoa que originalmente usava aquele cheirinho. Daí o pessoal não oferecer o mesmo perfume a duas namoradas ou namorados diferentes… Eu pelos menos não o faço… E espero que nunca o tenham feito comigo! Mas continuando, lembramo-nos de coisas porque conseguimos associar coisas à mesma. No básico, emoções… Claro. Todos nós nos lembramos de situações e assim que as mesmas nos vêm à cabeça, parece que voltamos atrás no tempo e voltamos a sentir o que sentimos na altura. Pode ser bom, pode ser mau, pode fazer com que cometamos asneira, pode prevenir asneira… É o que é. Daí haver gente com recaídas em relação a coisas que já fizeram no passado (seja o que for). A vontade de reproduzir aquele sentimento, aquela emoção, é demasiado grande para se ignorar e pimba. Às vezes sai bem, outras não. Pessoalmente, tenho uma memória quase fdp que às vezes apenas serve para chatear. Lembro-me de coisas que mais ninguém ou poucos se lembram, lembro-me de coisas com tanta intensidade (ficaram tão marcadas) que mal consigo evitar um sorriso (ou uma lágrima). Sou assim, o que é que hei-de fazer? No meio disto tudo, para além do respeito que tenho (como já expliquei) pelas pessoas que passam metade da vida a tentar lembrar-se do que andaram a fazer na outra metade, também tenho pena delas. Bolas. É a única coisa que se pode ter em relação a alguém na qual nada ou apenas muito pouco provoca emoção ou sentimento (ou pelo menos com intensidade suficiente para criar memória). Que vazios devem ser. Se não se lembram, é como se nunca tivessem estado, ou feito, ou sido. E, ao mesmo tempo, é como se estivessem a apagar a presença das outras pessoas das suas vidas. Não se lembram! E eu sei que não nos lembramos de tudo, mas porra, há gente que abusa. E quando é no trabalho… chiça punico! Com alguém fora do trabalho, brigamos e tal… tonhó prá frente, tonhó pra trás… e o pessoal ainda se pode rir um cadito. Mas no trabalho? Não há tonhó que aguente, oh pá. Não se esqueçam, lembrem-se das coisas, porra!

3.12.07

Horóscopos - Previsão Semanal para Todos

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Empreendeu-se rigoroso estudo, consultaram-se as estrelinhas mais brilhantes. Aqui têm as vossas previsões para esta semana. Tudo fundamentado, rigoroso e o mais próximo da veracidade adivinhativa e previsível possível. Enjoy. Carneiro O sol no céu e você na terra fazem este pequeno planeta andar à volta. Lembre-se de comer todos os legumes para ficar com os olhos ainda mais bonitos (como se isso fosse possível). Se não fizer exercícios físico, não se preocupe. Você é lindo/a na mesma.
Números da sorte: você não precisa disso, pois não? Touro Deixou o seu super-mega-poderoso e fantástico e novíssimo carro mal estacionado. Vá mudá-lo de sítio. Prevê-se que o mesmo será alvo preferido de carrinha cheia de ração para gado descontrolada e com condutor sossegadamente a dormir ao volante. Não corra para seu carro. Tendo em conta que não faz exercício há mais tempo que sei lá quê, ainda tem um enfarte e morre e para além disso, para que estragar esse belo e caríssimo par de sapatos novos? Números da sorte: Nenhum. Gémeos Poderá ser confundido com outra pessoa nos próximos dias visto Pluto estar em ascensão perto de Saturno e isso fazer com que as luas de Marte se sintam desprotegidas. Pessoas vão jurar-lhe que o/a viram na semana passada numa colónia de nus a acampar junto ao rio e a queimar incenso enquanto cantava canções das Doce em Ré Menor. Diga que não foi você, mesmo que de repente se lembre de todas as letras de todas as canções das Doce. Números da sorte: Depende da personalidade que tiver activa no momento. Caranguejo Lá por quase ter morto aquele seu amigo que tem alergia a nozes quando o obrigou a comer do seu bolo de nozes e banana com retoques de chocolate e avelãs só por ele ter dito que estava um bocado triste não significa que ele tenha deixado de gostar de si. O afastamento e mudança de número de telemóvel são naturais. Dê-lhe tempo, tenha paciência e volte para a cozinha. Números da sorte: 234, 789 e 456 (por esta ordem) Leão Talvez ter aparecido na reunião de fecho de ano com o seu fato de mágico não tenha sido a melhor forma de fazer ver ao seu chefe que os objectivos para o ano eram um pouco irrealistas. Não se divirta à custa do seu emprego. Coma mais chouriço e vai ver que se sente melhor. Números da sorte: Não vamos falar mais de números consigo. Virgem Ahhh… está tudo bem. Tudo vai correr bem. Não se preocupe, está a fazer tudo bem. Todos gostam de si. Você é um espanto. Ninguém lhe quer mal. Está tudo ok. Não se enerve. Sim, todos gostam dos seus centros de mesa de 2 metros de altura e feitos com raminhos colhidos por si de propósito na Reserva Natural da Serra da Estrela. Números da sorte: os que você escolher está bem connosco. Balança Esta semana vai finalmente conseguir decidir entre vestir as calças azuis com a camisola verde ou os sapatos vermelhos com as meias amarelas. As dúvidas que o/a têm atormentado nos últimos meses vão finalmente terminar quando se aperceber que nem as calças nem a camisola lhe servem. E não, o ginásio não é o covil do demo. Números da sorte: você não iria conseguir escolher mesmo, por isso, nem vale a pena estarmos com esse trabalho. Escorpião Ninguém lhe vai dizer nada, ninguém lhe vai contar nada, você não vai saber de nada. Tudo vai acontecer sem você fazer a mais pálida ideia. Mas cuide-se, os seus inimigos contrataram detectives privados para saber o que anda a magicar. Números da sorte: Não dizemos. Sagitário Fez bem em ter comprado aquela viagem para um safari no Quénia para a sua Avó. Ela vai adorar sentir-se na obrigação de lhe devolver o presente visto os 98 anos dela já não lhe permitirem fazer o exercício que uma boa corrida pela selva à frente de um leão exige. Não se preocupe com o facto de não ter avisado no emprego que a viagem vai demorar 4 semanas. Eles vão compreender. Números da sorte: Quer mais sorte, ainda???? Capricórnio Nós consigo não nos metemos. Siga o que planeou para esta semana. Números da sorte: os que você já escolheu estão bem por nós. Aquário Os pequenos gnomos que você tem visto nos seus sonhos não querem dizer que a Irlanda vai invadir Portugal e muito menos que você vai ser obrigada a viver o resto da vida a enfeitar a relva à frente da Câmara Municipal. Tenha lá calma. Sim, deixou as chaves cair para baixo do banco do carro. Outra vez. Não, não foi o vizinho/a que as roubou para lhe tentar assaltar a casa e finalmente descobrir que raio de cheiro é aquele que vem de lá todas as noites (fume perto da janela à vontade que não vai chover). Números da sorte: Não os há em quantidade suficiente para o ajudar. Peixes Sim, a vida é uma merda. Tudo corre mal. Os Estados Unidos mandam nesta cena toda e sim, o amor dói mesmo. Nem pense em perguntar à vizinha de cima se ela pode parar de fumar à janela por causa da cinza que lhe cobre a roupa acabada de lavar. Com essa cabeça afunilada e tês pálida, ela vai pensar que você é um gnomo e vai tentar matá-lo com paus de incenso. Números da sorte: A sorte não existe, pois não? Pois não.